quinta-feira, 9 de maio de 2013

"3.0, meus pêsames" ou Too late to die young




Comecei a escrever esse texto no fim de outubro passado. E, desde então, venho postergando a sua conclusão.

Numa tentativa exagerada de exorcizar meus demônios, resolvi retomá-lo alguns dias atrás e, numa avaliação totalmente descarnada, continuo achando-o difícil de concluir. Porém, o dever é maior, e urge ser resolvido.

Sou uma pessoa do tipo saudosista. Isso desde a tenra idade. E, se tem algo que evidencia ainda mais tal característica, pode-se dizer que é o correr acelerado do tempo.

Não é certo dizer que SEMPRE tive problemas com o fato de envelhecer. Até meus 10, 11 anos, os ponteiros do relógio giravam num ritmo perceptivelmente mais lento. Talvez pela falta de responsabilidades, talvez pelo modo simplista com o qual a vida nos é apresentado.

Tomei conta disso (velhice), pela primeira vez, quando reparei nas primeiras rugas que surgiam no rosto de minha mãe e, consequentemente, na sua falta de ânimo para nossas brincadeiras (minhas e da minha irmã). Lembro de ter questionado uma de minhas professoras sobre isso. E ela foi seca em sua resposta: minha mãe estava envelhecendo.

Pode parecer pueril agora, analisar isso de forma tão prosaica. Mas, na época, senti medo. Medo de um dia acordar e não conseguir ver em minha mãe uma centelha da mulher forte que ela havia sido durante minha primeira década de vida.

Durante muito tempo procurei ser uma pessoa alegre. Uma decisão controversa se levarmos em conta que sofri bullying por quase toda minha vida escolar. Não sei mesmo explicar o porquê. Apenas posso teorizar nesse ponto: meu pai sempre foi um ranzinza. Um reclamão de marca maior. Brigava, xingava, nunca estava contente com nada. Não fazia meu tipo favorito. Eu gostava mesmo eram das pessoas que conseguiam me fazer rir. Consequentemente, julguei que o mesmo gosto caberia a todos que gostaria de ter em volta.

E a tática tem dado certo até agora. Porém, as pessoas esquecem que não tenho como tirar leite de pedra. Minha “irradiação” de alegria depende de uma fonte primária. E o meu sol se apagou, mais ou menos quando comecei a escrever esse texto. As estrelas que sobraram, pela distância, conseguem causar algumas cócegas esporádicas. Mas nada que me faça gargalhar. Estou ficando ranzinza.

Agora, falando sobre o último giro de 365 dias: não tenho muito que comemorar! Estou numa situação financeira melhor, vida amorosa praticamente nula, vida social reduzida a pó, vontade de escrever quase zerada.

Todos os motivos para ser uma péssima data, não é? Daí, lembrei de uma promessa que fiz, uns cinco anos atrás, a uma pessoa muito importante (aquele sol que citei anteriormente): não me deixar abater e, por conseguinte, me tornar um alguém amargurado.

Para concluir essa delonga, uma das principais lições que tomei da vida nessas três décadas se resume a música a seguir, provavelmente a canção que mais ouvirei nas próximas 24 horas:


Agora, que venham os desejos de "meus pêsames".


H (Acaba logo!)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Encontros e desencontros


Acho que é uma das qualidades mais normais de nossa sagaz curiosidade começar a nos questionar sobre o porquê de cada peculiaridade de nossa personalidade. Sou assim até quando não percebo.

Uma dessas minhas qualidades, visível inclusive aqui no blog, é a mania de criar "Tops". Imaginar listas sobre tudo que possa ser classificado. Músicas, filmes, livros, bebidas, comidas etc. Recentemente, tentei elucidar esse mistério. Debrucei-me sobre este questionamento aparentemente insolúvel com o empenho de um investigador criminal. Pena meu QI não chegar a 120.. rsrs

O mais perto de uma solução que cheguei foi descobrir quando essa mania se tornou tão corrente e, principalmente, imperceptível. No fim de 2003, depois de um fim um pouco tumultuado de namoro, fui até a locadora do bairro atrás de alguma novidade. Cego devido ao turbilhão de pensamentos, pedi alguma (boa) indicação da atendente. Sai de lá 10 minutos depois, com "Alta fidelidade" nas mãos e 8 números anotados num papel surrado.

Para quem ainda não teve o prazer de assistir este filme, uma pequena sinopse: baseado no romance homônimo de Nick Hornby, a história gira em torno da fracassada vida amorosa de Rick Gordon, o dono de uma loja de discos e aficionado por criar listas de 5 quaisquer coisas. Depois de um pé-na-bunda dos mais sofríveis, ele resolve especular quais seriam os 5 finais mais trágicos de seus inúmeros relacionamentos. Juro que rever este filme, de vez em quando, me ajuda mais do que qualquer sessão de terapia com minha psicóloga (desculpa, D. Regina, mas é verdade! rs).

Digamos, e apenas isso que podemos fazer por hora, que já o revi MUITAS vezes. Contudo, nunca havia pensado em agir como o tal Rick Gordon. Sei lá, mas acho que pessoas propriamente ditas não possuem essências quantificáveis o bastante para serem comparadas. É um pouco bizarro de explicar isso. Só sei que não me sinto muito confortável julgando, pesando e/ou analisando detalhes individuais para efeito comparativo.

Entretanto, e esse enfim é o tema do post, no primeiro domingo deste mês de fevereiro (dia 3, para ser mais preciso), algo muito peculiar me aconteceu. Diria mais: foi o fato mais bizarro da minha vida. Num intervalo de mais ou menos 5 horas, "encontrei" 5 ex-namoradas (na verdade, 3 ex-namoradas e 2 ex-ficantes). Usei o termo encontrei entre aspas porque, em um dos casos, a dita cuja foi apenas avistada, já que a educação e os bons modos, infelizmente, não são qualidades extensíveis a todos (as).

Nesse dia, bêbado e ensopado, acabei perdendo minha última condução e precisei pegar um táxi para chegar até esse fim de mundo chamado Morro Doce. Durante a viagem de táxi, aproveitando o milagroso silêncio de seu condutor, comecei a divagar sobre o quê havia acontecido naquelas poucas horas. Acabei chegando no papel de Rick Gordon mais rápido do que minha sanidade poderia imaginar. Montei minha própria lista, meu "Top 5". Porém, como sou uma pessoa temorosa pela repercussão que a divulgação de nomes e detalhes poderia trazer, decidi levantar uma lista de 5 músicas que me vieram à cabeça logo que as revi. Para ajudar um pouco na identificação, limitei-me a acrescentar o local onde encontrei cada uma, bem como o tempo de namoro/rolo, a razão do término e uma pequena explicação sobre o motivo da música selecionada. Segue a lista:

1ª) Local: saída da estação Consolação do metrô
Tempo de namoro: 1 ano e 4 meses
Término: ela tomou a iniciativa. Foi traumático. Chorei, engordei e tentei suicídio. Conversamos por 2 minutos, só por educação.
Motivo da escolha musical: é cafona, eu sei. Mas era uma música que tocava muito nas rádios em 2002 e logo virou nossa música (podem me julgar, eu não ligo!).




2ª) Local: barzinho na Rua Augusta
Tempo de namoro: 4 meses
Término: ela também tomou a iniciativa. Lembro de ter sido BEM repentino. Fiquei muito mal. Para evitar encontrá-la na faculdade (sim, éramos do mesmo curso), comecei a frequentar outros departamentos. Conversamos por 5 minutos, sem grandes novidades.
Motivo da escolha musical: sou sincero ao dizer que não a conhecia. A ex em questão foi quem me apresentou a esta música.




3ª) Local: outro barzinho na Rua Augusta
Tempo de namoro: 1 ano de "ficadas", idas e vindas
Término: deixemos em branco devido a complexidade do caso.. rsrs
Motivo da escolha musical: digamos que temos estilos de vida antagônicos. E, em contrapartida, seriados favoritos em comum.




4ª) Local: barzinho na Rua Matias Aires
Tempo de namoro: 2 semanas
Término: para variar (e isso não me surpreende!), foi uma decisão dela. Digo que superei, mas até hoje ainda sofro um pouco. Estava no último ano da faculdade (sim, ela também era uma colega de curso) e pensei em abandonar tudo. Me apaixonei de verdade e me fodi bonito. Nessa ocasião, não teve nem a decência de me olhar na cara. Não a culpo.
Motivo da escolha musical: aquela típica "afunda fossa". Repeat and repeat again.




5ª) Local: escada rolante dentro da estação República do metrô
Tempo de namoro: 2 meses
Término: finalmente, foi minha a iniciativa. Porém, foi uma decisão muito difícil. Era uma garota divertida e cinéfila. O problema era comigo mesmo. E o pensamento que ainda estava na citada anteriormente. Conversamos por uns 15 minutos e até marcamos algo (!).
Motivo da escolha musical: era uma de suas músicas favoritas.




Foi divertido. Sofri muito por 3 delas. E fiz uma delas sofrer muito também. Coisas que não deveriam, mas acontecem pelo simples fato de sermos os ignorantes e egocêntricos que somos. Incapazes de enxergarmos recomeços, desatarmos nós e vivermos o presente. Apenas conseguimos ver as limitações alheias e nos achamos deuses por isso. Tsc, tsc.


Especialmente para a "senhorita nº 4"



H (a fila anda)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Ficha



Cá estou de volta. E digo logo: não esperem que os anos vindouros retornem. Não sou mais o mesmo e duvido muito que volte a ser uma centelha daquilo que fui. Paciência é só o que posso almejar. Um pouco mais. Porque a morte, essa maléfica advogada, deve andar com a agenda cheia para honrar seu compromisso para comigo.

Mas deixemos os assuntos funestos de lado, ao menos por alguns instantes, e falemos de algo agradável. Ou melhor tragável. Como bem sabem, dadas raras exceções, os temas abordados aqui no blog vêm perdendo a pouca qualidade que tinham. Isto não é opinião, mas fato. O principal culpado, eu, sempre enfrentei problemas com a minha veia criativa.

Pode até parecer novidade para alguns, porém, a verdade é que nunca fui muito bom nisso. Por inúmeras vezes me senti como um intruso nesse "lar". A raíz criativa deste lugar sempre pertenceu a outra pessoa. Um ser iluminado e vital para a existência e prorrogação de tudo que veio a seguir.

Sinto-me, assim como este blog, orfão. A ficha, lentamente, está caindo. Sem causa, coragem ou mesmo personalidade, às vezes me olho no espelho e vejo apenas o reflexo do seu inverso. Cores nítidas e vivas representando apenas objetos inanimados. Ah, e ambientes, claro!

Que falta você faz, Criatividade! E que pouco valor fui capaz de lhe atribuir. Caminhos injustos esses nossos, prerrogativas de um final nada feliz. É isso, exatamente a isso que fui reduzido: um desafortunado clichê. Um lugar comum dos mais vulgares e mefistos.

Tenho pena daqueles que lerão isso e pensarão coisas do tipo "nossa, esse cara é um gênio" ; "que expressão, que forma de escrita magnífica" ou outras frases do gênero. Eu sou uma fraude! Novamente, não é uma opinião, mas fato. Corroborem com essa afirmativa e tudo ficará mais fácil. Para todos.

Talvez eu volte. Talvez não. As decisões são indiferentes e injustificáveis quando partem de contestações.

H (Esperemos)

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

2 : 14



Várias pessoas, por n vezes, já me perguntaram porque estou sempre sorrindo. Apesar de ser a dedução mais lógica, digo logo: eu não sou bobo. Mesmo diante de todas as adversidades que a vida me proporciona, assim como deve contemplar a todos, procuro enxergar o lado positivo das coisas.

Mas não fui assim sempre. Tive meus anos de feições amarradas e cara de poucos amigos. Sabe onde isso me levou? Isso mesmo. Lugar nenhum!

Aprendi, a duras penas (vale ressaltar), que um sorriso não é o bastante para abrir portas, muito menos derrubar muros. Porém, nos deixa a meio caminho para isso.

Desde pequeno, fui criado dentro dos princípios de uma certa religião. Se não a sigo e porque não a sigo são questões particulares que aos demais cabe apenas especular. Contudo, muitas de minhas crenças hoje ainda são baseadas em alguns desses princípios.

Acredito, e tenho isso como uma filosofia de vida, que tudo acontece por um motivo. O acaso, como alguns gostam de alcunhar o desconhecido, o incomensurável e/ou o incompreensível, nada mais é (numa analogia rasa) como a ponta de um iceberg.

Algumas semanas atrás, quando ainda estava mergulhado num dos turbilhões que me acometeram no último trimestre de 2012, tive uma breve conversa com um dos meus tios mais novos. Criado numa outra religião, ele me disse algo que, apesar de óbvio, eu nunca havia parado para refletir: “se você plantar feijão, não espere um dia colher milho”. Essa frase (percebi isso depois) corrobora minha filosofia de vida que já citei antes: nada acontece por acaso! (parece título de livro de auto-ajuda, eu sei).

Mas, afinal, por que estou fazendo essa (longa) introdução? Não é uma das perguntas mais perspicazes. Entretanto, é o mote deste post e respondê-la é a única forma de explicar satisfatoriamente o título que dei.

Em outubro, às vésperas de completar 32 anos, perdi minha melhor amiga e a maior de todas as paixões que já tive. Dizer que foi traumático e doloroso é clichê. Ninguém em sã consciência está realmente preparado para uma notícia dessas. Depois de 10 noites mal dormidas me questionando sobre minhas decisões de 13 anos atrás, abracei afetuosamente a ajuda profissional que se fez presente. Não entrarei em detalhes do ocorrido porque ainda custo a acreditar. Conformei-me porque sei que nenhum pensamento ou ação tem o poder de revertê-lo.

Entretanto, o processo foi demorado. Durante meu mês de luto, abusei da benevolência de uma pessoa muito especial que reencontrei em 2012. Por razões que fogem de qualquer explanação justificável, não consegui ser totalmente honesto com ela. O fim foi célere e irremediável. O recomeço, sei bem, só depende de mim.

Pois bem, dois meses depois, num evento que poderia facilmente classificar como tragicômico, a casa dos meus pais foi invadida e saqueada. Entre as perdas, meu HD com tudo que acumulei durante minha vida: poemas, fotos, trabalhos da faculdade, rascunhos e esboços de meus 5 livros, filmes entre outras coisas.

Não posso dizer que não fiquei puto com isso. Fiquei sim e muito. Mas logo me perguntei: “Para quê?”. Nutrir raiva e frustração nesses momentos é natural. Entretanto, de que adianta? É triste, claro. Mas a vida segue. Aos poucos vamos retomando as rédeas.

E, quando a idade já se apresentar avançada, tudo não passará de lembranças. Boas ou ruins. Chorosas ou risíveis. Apenas lembranças de dois dias de uma mesma numeração que tiveram seus motivos para acontecer.



H (just smile)

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Top 15 músicas que mais ouvi em 2012


* Apesar dos recentes acontecimentos, julguei primordial a postagem desse texto, que já se encontrava 90% pronto há duas semanas atrás e pela tradição em escrevê-lo sempre nessa mesma época. Numa data oportuna, escreverei sobre tais fatos. Segue o texto:



Como era de se esperar, finalmente chegou o momento de trazer à tona aquela que se tornou a lista mais divertida e aguardada do ano. Talvez porque ela precisa de UM ANO para ser madurada. Me esforcei ao máximo para reduzi-la em 10 músicas, porém foi impossível. Por isso, diferentemente dos anos anteriores, a lista desse ano, conforme diz o título da postagem, inchou-se em 15.

Em 2012, houve gosto para tudo. Ou QUASE tudo. Afinal, sertanejo, forró, axé, samba, pagode e funk, vocês nunca verão por aqui! Sério!! A lista contempla 3 idiomas (ou 4, se considerarmos as ‘menções honrosas’); bandas atuais e cantores de outrora; trilhas de filmes, clipes antigos e performances ao vivo. Todos servindo de inspiração para um ano difícil, alegre e divertido. Em alguns casos, inclui pequenos comentários. Em outros, quando não consegui encontrar uma explicação ou informação relevante pela sua presença na lista, achei melhor deixar apenas o clipe.

Vamos a lista, em ordem decrescente. Ao final, alguns destaques que, entretanto, não conseguiram chegar aos 15 mais, porém, pelo esforço, valem a citação:



15) Grounds for divorce – Elbow




14) C’mon talk – Jarle Bernhoft

Qualquer um que consiga fazer o que ele faz, merece muito o meu respeito.






13) Little numbers – BOY

Em minha defesa: todo mundo precisa de uma música bobinha, para aquelas horas em que a preguiça estende-se até aos pensamentos mais simplórios. Pois bem, aqui está a minha trilha perfeita para esses momentos.. rsrs (Sei que a desculpa não colou, mas fica esta mesmo!)






12) Origins – Tennis






11) Nothing but a good time – Poison

Muito bom quando uma música que fez parte de uma parte bacana da sua vida decide voltar, trazendo consigo boas lembranças de momentos e pessoas. É o caso desta, um dos maiores clássicos do Poison. Os caras eram meio espalhafatosos, mas quem não era em meados da década de 1980?!






10) L’appuntamento – Ornella Vanoni

A música mais bonita que ouvi neste ano. Trata-se de uma tradução para o italiano da famosa canção “Sentado à beira do caminho”, da dupla Roberto e Erasmo Carlos. Foi gravada no início da década de 1970 pela diva italiana, Ornella Vanoni. Na versão napolitana, toda a sofreguidão da letra fica aquém quando comparada a vivacidade com que é interpretada. Uma sonoridade que te leva a bailar, uma letra que faz chorar o mais duro dos corações.






9) Little talks – Of monsters and me

Uma das grandes surpresas do ano. Banda simples, som simples, porém, dá logo uma vontade de cantar junto e seguir as palmas.






8) Shewolf – Intergalactic Lovers

Para quem se lembra da lista de 2011, deve se lembrar que essa banda já estava lá. ‘Shewolf’ faz parte do mesmo álbum Greetings & Salutations, estreia da banda belga. É uma música ótima para correr, andar de bike ou curtir o tráfego numa rodovia. E, não sei bem porque, me faz lembrar muito aquela cena do Gandalf contra o Balrog. Tentem descobrir por quê.. rsrs






7) Letters from the sky – Civil Twilight

Uma das músicas mais bonitas que ouvi nesse período. Tomei conhecimento dela ao assistir um filme horroroso (que, pelo bem da minha paupérrima honra, não citarei!) com uma amiga. Foi a música ‘depre’ do ano.






6) O’Children – Nick Cave

Não tem muito que falar. Nos 5 primeiros meses desse ano fiz duas “Maratonas Harry Potter” com meus sobrinhos. Gostei da música (que, para quem não sabe, faz parte da trilha desse filme da série) e baixei. O resto foi conseqüência do modo de reprodução ‘aleatória’ do meu celular.






5) Malageña salerosa – Chingon

Uma banda mexicana formada no Texas. Não é tão surpreendente quanto parece. Ainda mais se você levar em conta que ela só foi criada com um propósito: interpretar as trilhas para os filmes de seu idealizador e vocalista, Robert Rodríguez. A única exceção é justamente essa, ‘Malageña salerosa’, gravada para a trilha do filme Kill Bill - v.2, de Quentin Tarantino, um dos grandes entusiastas e fã declarado da banda.






4) Bridge burning / The pretender – Foo Fighters

Repetindo o feito da lista passada, a banda mais roqueira dos últimos anos conseguiu emplacar uma dobradinha na lista. Muito por culpa minha, que não soube qual delas escolher. ‘Brigde burning’ é o ponto de largada do disco mais recente dos caras, Wasting Light. Tem um riff inicial contagiante e vicia antes mesmo do refrão. Já ‘The pretender’ foi o primeiro single do álbum anterior, Echoes, Silence, Patience & Grace. Uma mistura entre o acústico e o eletrônico, o soft e o hard rock. Duas músicas fodásticas.









3) Skyfall – Adele

Posso imaginar a surpresa de vocês ao perceberem tal intérprete nessa lista. Acreditem, eu também! Mas, como tudo aqui tem sua explicação, digo que essa música se tornou rapidamente o maior vício do ano para mim. Desde que foi lançada, não me lembro de ter passado um único dia sem ouvi-lá. Trilha compilada para o 23º filme do agente britânico James Bond, a música consegue tanto resgatar o brio das primeiras canções-tema, quanto seguir um caminho mais conectado com a trama. Simplesmente, depois de ‘You know my name’, do Chris Cornell, ‘Skyfall’ é a melhor trilha que Bond já teve à disposição. Na minha humilde opinião, claro!






2) Nothing to lose - Kiss


Essa banda, ao lado de AC/DC e Rolling Stones, faz parte do meu início no universo musical. Foi uma das canções que mais ouvi no 1º semestre e tem sido uma das minhas preferidas nos últimos 3 meses. Por motivos óbvios.






1) Ropes that way – Dirty Ghosts

Surgiram não sei de onde, chegaram aqui não sei por quê! Brincadeira. O porquê do primeiro lugar eu sei. Uma combinação perfeita entre batida (fui baterista, então não consigo prestar atenção em outra coisa!) e letra. O refrão é pegajoso e, quando menos se percebe, você já o está articulando a torto e a direito. Passei dias e mais dias a base apenas dessa música.






Menções honrosas


* Todo o álbum (homônimo) da banda cearense The Baggios

* Todo o álbum 'Manja Perene' da dupla carioca Letuce

* ‘524’, ‘MR2’ e ‘Luminol’, todas músicas da banda norte-americana Miracles of Modern Science

* ‘’ da dupla paulista Miranda Kassin & Andre Frateschi

* E a fodástica ‘
Doom and Gloom’ dos Stones





H (Até 2013)