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terça-feira, 6 de outubro de 2009

O sopro de alívio e as primeiras pedras



Começar a trilhar caminhos inéditos não é fácil. Na verdade, ninguém nunca me disse que seria fácil. Porém, nós sempre temos uma esperança, não é mesmo?!

Quando os primeiros entraves aparecem, é normal sentir aquela vontade quase incontrolável de desistir, largar tudo como está para que, futuramente, outro corajoso entusiasta encontre melhores meios para concluí-lo.

Ultimamente tenho me sentido imerso naquele poema do Carlos Drummond de Andrade em que, num determinado momento, ele (ou o personagem do poema) se encontra “cercado” por pedras, não podendo seguir ou retroceder.

Essas pedras, as quais logo alcunhamos de “obstáculos”, muitas vezes são tão grandes que acabam por tornar o restante do caminho totalmente invisível aos nossos olhos. Damos pulos ou tentamos circundá-las, na tentativa sempre fracassada de enxergar aquilo que se encontra além.

Nesses casos é que uma orientação, a chamada “mão-amiga” faz sempre uma diferença, auxiliando com os equipamentos necessários para escalá-las. Não raro, algumas vezes surge aquele frio na barriga devido a altura que esse ou aquele obstáculo adquire. E, novamente, cabe a mão-amiga nos incentivar, deixando claro que o medo nada mais é do que a falta de confiança tentando nos incapacitar de todas as formas a enfrentar o desconhecido.

O desconhecido pode ser uma aventura ou uma chatice; um filme de terror ou uma comédia pastelão. Suas definições, para serem conhecidas, só dependerão da carga acumulada que trazemos conosco. Cada um só faz a viagem que quiser. Ou puder fazer.


H (estagnado)

quarta-feira, 27 de maio de 2009

A volta dos que não foram


Nossa, quanto tempo! Que saudade desse lugar. Tanto tempo sem frequentar esse recinto, mas parece que está tudo do mesmo jeito que deixei da última vez..



Realmente, peço mil desculpas a todos. Está muito difícil manter o ritmo com tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo. Fiquei esse começo de semana repassando algumas anotações da faculdade e fazendo os respectivos trabalhos exigidos pelos professores. Também aproveitei e pensei em alguns posts bacanas para trazer a vocês num futuro próximo.



Mas, acho que o que me fez "desaparecer" daqui nesses 4 dias foi a complexidade dos últimos 2 posts. Eles exigiram muito de mim. Uma pesquisa que jamais fiz para qualquer dos meus trabalhos acadêmicos. Bom, é isso que dá querer falar sobre algo que só se sabe superficialmente. Pelo menos, assim, aprendo junto com vocês.



Também tem sido um momento difícil porque estou reencontrando, aos poucos, velhos amigos que estão tendo a sorte de pedir suas cartas de alforria depois de longos períodos de chicotadas e maltratos... rsrs



Bom, como vocês podem perceber, esse não é um verdadeiro post. Serve apenas de informativo, um esclarecimento. O verdadeiro post eu coloco logo mais a noite, sobre uma conversa que tive com uma amiga na semana passada.



Aguardem.





H (30 dias para o paraíso)

segunda-feira, 30 de março de 2009

Momento poesia XIV


Dia após dia*

Um dia difícil
pode começar com um tropeço;
vinte minutos a mais de sono;
um banho gelado;
uma roupa manchada;
um ônibus lotado.

Esse mesmo dia pode continuar difícil
com um atraso;
com uma bronca do chefe;
um almoço rápido;
uma reunião sem contexto;
aquele trabalho urgente minutos antes do fim do expediente.

E esse mesmo dia pode permanecer difícil
nas três horas de trânsito na volta para casa;
numa ligação desejada num momento inoportuno;
na chuva que nos pega desprevinidos;
no jantar solitário e insosso;
na insônia das altas horas.

Esse dia difícil pode
com tudo e com todos;
a única coisa com a qual ele não pode
é com a nossa vontade de enfrentá-lo.. dia após dia


H (I'm back, baby!)

* escrita em 25/03/2009