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domingo, 10 de maio de 2009

História com "H" e para o H.. rs

Pode não parecer, mas sou eu, 25 anos atrás

Segundo a Wikipedia, alguns fatos históricos que aconteceram nesse dia:
* 1774 – Luis XVI assume o trono da França;
* 1789 – Tiradentes é preso no Rio de Janeiro acusado de participar da Inconfidência Mineira;
* 1869 – A Ferrovia Transcontinental norte-americana, depois de duros esforços da Central Pacific e Union Pacific, é aberta a circulação civil pela primeira vez;
* 1933 – Teve início a chamada Bücherverbrennung (queima de livros) pelos nazistas na praça Königsplatz, em Munique. Nas seis semanas seguintes, foram queimados cerca de 20.000 livros em diversas cidades alemãs.

Personalidades que nasceram nesse dia:
* 1746 – Gaspard Monge, matemático francês, criador da geometria descritiva;
* 1838 – John Wilkes Booth, ator norte-americano que ficou mais conhecido como o assassino do Presidente dos Estados Unidos Abraham Lincoln;
* 1899 – Fred Astaire, dançarino e ator norte-americano;
* 1955 – Mark David Chapman, criminoso norte-americano, assassino de John Lennon;
* 1960 – Bono Vox, vocalista da banda irlandesa U2.

Personalidades que morreram nesse dia:
* 1829 – Thomas Young, físico, médico e egiptólogo britânico. Famoso pelo experimento da dupla fenda, que possibilitou a determinação do caráter ondulatório da luz, também participou dos estudos para decifrar a Pedra de Roseta;
* 1977 - Joan Crawford, atriz norte-americana vencedora do Oscar de Melhor Atriz em 1945 pelo filme "Almas em Suplício".

E, diante de todos esses acontecimentos, no ano de 1983, depois de muita espera, nasce esse que vos escreve, no Hospital São João Batista (hoje já desativado), na região da Lapa. Primogênito do casal Claudionor Leite e Maria de Lourdes Picolli, teve seu nome inspirado, apesar de eu negar até a morte, no político pernambucano Agamenon Sérgio de Godói Magalhães. Baixinho, barrigudo, careca, teimoso e, apesar de não ser, com mó cara de nerd por causa desses óculos. É, acho que estou feliz por chegar aos 26 anos.. rs


H (Happy Birthday to me)

sábado, 18 de abril de 2009

História com "H" - IX


Albert Einstein nasceu na cidade de Ulm, Alemanha, em 14 de março de 1879, no seio de uma família judaica. Em junho de 1880, a família Einstein muda-se para Munique. Em 1885, Hermann Einstein (pai de Albert) e seu irmão Jacob, que era engenheiro e empreendedor, fundam uma empresa de material elétrico, a J. Einstein & Cie. Os dois irmãos estão convencidos de que este setor em pleno crescimento oferece melhor rentabilidade do que o tradicional negócio de penas de colchão.

Com três anos, Einstein ainda tinha dificuldades de fala, o que preocupou os pais; apesar disso, revelou-se um aluno brilhante. Recebe instrução de uma professora em casa. Sua instrução termina quando Einstein, aborrecido, arremessa uma cadeira sobre sua professora. Aos seis anos de idade, Einstein tem aulas de violino com Herr Schimied, que a princípio não lhe agradam, terminando por abandoná-las. Mas, ao longo da sua vida, tocar violino e, em particular as sonatas de Mozart, torna-se uma das suas atividades preferidas.

Em outubro de 1885, Einstein começa a frequentar uma escola primária Volksschule, escola católica em Munique. Os pais de Einstein, por não serem judeus praticantes, não se importaram que o filho frequentasse inclusive a catequese. Einstein era aluno seguro e persistente, no entanto um pouco lento na resoluçao de problemas. Tem uma juventude solitária, muito devido a sua inibição e problemas de convívio social.

Em 1895, decide entrar na universidade antes de terminar o ensino secundário. Faz exames de admissão à Universidade Federal Suíça, em Zurique, mas reprova na parte de humanidades dos exames. No ano seguinte, Einstein renuncia à cidadania alemã com o intuito de assim evitar o serviço militar alemão. Pede então a naturalização suíça, que receberia em fevereiro de 1901. Cursou o ensino superior na Federal de Zurique, onde mais tarde foi docente. Concluiu a graduação em Física em 1900, obtendo, cinco anos mais tarde, também o doutorado. Em novembro de 1915, Einstein apresentou perante a Academia Prussiana das Ciências uma série de conferências onde mostrou a sua teoria da relatividade geral sob o título "As equações de campo da gravitação". A teoria serviu de base para o estudo da cosmologia e deu aos cientistas ferramentas para entenderem características do universo que só foram descobertas bem depois da morte de Einstein.

Em 1933, depois que Hitler chega ao poder, Albert Einstein deixa a Alemanha rumo aos Estados Unidos, aceitando assim a proposta do cargo de professor de física teórica da Universidade de Princeton. Torna-se cidadão americano em 1940. No ano seguinte, quando questionado sobre o Projeto Manhattan (construção da bomba atômica norte-americana), disse, entre outras coisas:

"Mas hoje, a guerra se chama o aniquilamento da humanidade. Protestar hoje contra os armamentos não quer dizer nada e não muda nada. Só a supressão definitiva do risco universal da guerra dá sentido e oportunidade à sobrevivência do mundo. Daqui em diante, eis nosso labor cotidiano e nossa inabalável decisão: lutar contra a raiz do mal e não contra os efeitos [...]". E, anos mais tarde, já com o fim da Segunda Guerra, disse: "Se soubesse que os alemães não seriam bem sucedidos na produção da bomba atômica, não teria levantado um dedo".

Albert Einstein, o mais prestigiado e conhecido cientista de sua geração, morreu em 18 de abril de 1955, aos 76 anos, em consequência de um aneurisma. O seu corpo foi cremado mas seu cérebro foi doado ao cientista Thomas Harvey, patologista do Hospital de Princeton. A famosa fotografia onde mostra a língua teria sido tirada durante uma entrevista a imprensa norte-americana. Einstein estava tentando convencer o povo americano a enviar cartas ao presidente pedindo o fim dos ataques nucleares, quando um repórter teria lhe perguntado: "O Presidente dos Estados Unidos nos oferece a paz em troca do uso da bomba; o que tem o senhor a oferecer à população americana em troca da paz?". E Einstein, mostrando a língua para o fotógrafo, respondeu: "Ofereço-vos a língua, para que passem os selos".
H (E=M.C²)

quinta-feira, 2 de abril de 2009

História com "H" - VIII


Hans Christian Andersen nasceu em Odense, Dinamarca, em 2 de abril de 1805. Filho de um sapateiro de vinte e dois anos, instruído mas de saúde fraca, e de uma lavadeira vários anos mais velha, teve dificuldades para se educar, mas os seus ensaios poéticos e o conto "Criança Moribunda" garantiram-lhe um lugar no Instituto de Copenhague. O pai fomentou-lhe a imaginação e a criatividade, contando-lhe histórias e, mesmo, fabricando-lhe um teatrinho de marionetes. Hans apresentava no seu teatro peças clássicas, tendo chegado a memorizar muitas peças de Shakespeare, que encenava com seus brinquedos. Em 1816, seu pai morreu e ele, com apenas onze anos de idade, foi obrigado a abandonar a escola. Três anos depois, Andersen saiu de casa e foi para Copenhague, capital da Dinamarca, com o objetivo de se tornar um cantor de ópera. Logo suas atitudes diferentes o isolaram como um lunático. Apesar da sua voz lhe ter falhado, foi admitido no Teatro Real pelo seu diretor, Jonas Collin, de quem se tinha aproximado e que seria seu amigo para o resto da vida. Andersen trabalhou no teatro como ator e bailarino, além de escrever algumas peças.

Em 1828, apesar da sua aversão aos estudos, foi admitido na Universidade de Copenhague. No ano seguinte, quando os seus amigos já consideravam que nada de bom resultaria da sua excentricidade, obteve considerável sucesso com "Um passeio desde o canal de Holmen até à ponta leste da ilha de Amager", e acabou por alcançar reconhecimento internacional em 1835, quando lançou o romance "O Improvisador", na sequência de viagens que o tinham levado a Roma, depois de passar por vários países da Europa. Contudo, apesar de ter escrito diversos romances adultos, livros de poesia e relatos de viagens, foram os contos de fadas que tornaram Hans Christian Andersen famoso. Especialmente pelo fato de que, até então, eram muito raros livros voltados especificamente para crianças. Ele foi, segundo estudiosos, a "primeira voz autenticamente romântica a contar histórias para as crianças" e buscava sempre passar padrões de comportamento que deveriam ser adotados pela nova sociedade que se organizava, inclusive apontando os confrontos entre "poderosos" e "desprotegidos", "fortes" e "fracos", "exploradores" e "explorados". Ele também pretendia demonstrar a idéia de que todos os homens deveriam ter direitos iguais. Muitos dizem que seu conto infantil mais conhecido, O Patinho Feio, foi escrito baseado em vários episódios de sua própria vida em Copenhague.

Ele continuou escrevendo seus contos infantis até 1872, chegando à marca de 156 histórias.No final desse mesmo ano, Andersen ficou gravemente ferido ao cair da sua própria cama, e permaneceu com a saúde abalada até 4 de agosto de 1875, quando faleceu, em Copenhague, onde foi enterrado.


H (The Ugly Little Duckling)

sábado, 7 de março de 2009

História com "H" - VII


Stanley Kubrick: nasceu em Nova Iorque, em 26 de julho de 1928. Em sua infância, o garoto do Bronx não era o que se podia chamar de "aluno exemplar". Raramente fazia as lições de casa e suas notas não eram das melhores. Mas apesar disso, tinha reconhecimento do pai em sua mente criativa. Foi este quem o encorajou a aprender xadrez (se tornou um especialista no esporte) e lhe deu sua primeira máquina fotográfica. Ainda na adolescência, visando a carreira como fotógrafo, conseguiu emprego na conceituada revista Look, mas logo Kubrick descobriu que o seu futuro estava ligado a outro tipo de câmera. Estreou como cineasta de curta-metragens aos 22 anos. Aos 25, obteve uma grande ajuda financeira do pai, que penhorou a casa para a produção de Fear and Desire (1953), seu primeiro longa-metragem. Considerou o trabalho amador e, mesmo com algumas boas críticas, logo tratou de retirá-lo de circulação. Mas é a partir de O Grande Golpe (1956) que sua carreira começa a funcionar. A trama, estrelada por Kirk Douglas, sobre um plano de assalto ganhou a atenção de alguns produtores. Foi o mesmo Kirk Douglas quem o chamou para dirigir o épico Spartacus (1960) após a tensa demissão do veterano diretor Anthony Mann. A boa relação com Douglas viria por água a baixo quando diferenças criativas se confrontaram. Kubrick perdeu a batalha e se viu obrigado a filmar sem poder colocar algumas de suas idéias em prática. Mesmo com o sucesso do filme, ele decidiu que dali por diante só iria aceitar projetos que pudesse ter total liberdade criativa. E foi com esse pensamento que se muda para a Inglaterra em 1962. Sua primeira indicação ao Oscar veio em 1964, com Dr. Fantástico. Tendo como o tema a ameaça nuclear, o filme é uma comédia de humor negro com atuações e roteiro primorosos. Para atuar, Kubrick chamou o comediante inglês Peter Sellers, que se desdobra em três papéis, incluindo o de presidente dos EUA. Cinco anos de produção foram necessários para o desenvolvimento de 2001: Uma Odisséia no Espaço (1968), para muitos, a melhor ficção científica já filmada. Até hoje possui em sua força maior as músicas de Richard Strauss, Assim falou Zaratustra. Os efeitos especiais, inovadores para a época, garantiram ao filme um Oscar da categoria. Novamente indicado a melhor diretor, Kubrick vê o seu prêmio escapar. Laranja Mecânica (1971) causou grande polêmica na época de seu lançamento e foi acusado de incitar a bárbarie. Na história, quatro jovens de classe média passam o dia cometendo as maiores atrocidades: brigar, roubar, estuprar... são apenas algumas delas. A vida de um deles, Alex, (Malcolm McDowell) toma um rumo diferente quando o mesmo vai para a cadeia. Disparado o trabalho mais controverso do diretor, que lhe rendeu outra indicação ao prêmio da Academia e outra derrota. Outros filmes-adaptações que merecem destaque: Barry Lyndon (1975), baseado numa novela de William Makepeace Thackeray; O Iluminado (1980), adaptação da obra de Stephen King; Nascido Para Matar (1987), saído do livro de Gustav Hasford. De Olhos Bem Fechados (1999), precisou de dois anos de filmagem, tempo que o perfeccionismo de Kubrick achou necessário para a conclusão do filme, mas não o necessário para agradar a crítica e público. O último projeto cinematográfico em que esteve envolvido, mas que por questões de saúde não dirigiu, foi AI:Inteligência Artifícial, de Steven Spielberg. Kubrick morreu exatamente 666 dias antes de 2001, em Hertfordshire, Inglaterra, em 7 de março de 1999.

Joseph-Maurice Ravel: nasceu em Ciboure, França, em 7 de março de 1875. Poucos meses depois, em junho de 1875, a família Ravel se mudou para Paris. As afirmações insistentes de que a influência da Espanha sobre o imaginário musical de Maurice Ravel está vinculada a suas origens bascas são, então, exageradas, ainda mais porque o músico não retornou ao País Basco antes dos 25 anos. Entretanto, mais tarde regressaria regularmente para residir em Saint-Jean-de-Luz, para passar as férias ou trabalhar. A infância de Ravel foi feliz. Seus pais, atentos e cultos, freqüentaram o meio artístico, fomentando os primeiros passos de seu filho que tão logo se revelou um talento musical excepcional. Começou os estudos de piano aos seis anos, sob a guia de Henry Ghys. Criança ajuizada, ainda que também caprichoso e teimoso, logo demonstrou seu talento natural para a música, ainda que, para desespero de seus pais e professores, reconheceu mais tarde ter adicionado a seus numerosos talentos “a mais extrema preguiça.” De fato, no início seu pai, para obrigá-lo a praticar o piano, tinha que lhe prometer pequenas gorjetas. Em 1887, recebeu precocemente aulas de Charles René (harmonia, contraponto e composição). O clima artístico e musical prodigiosamente fértil de Paris do fim do século XIX não podia, senão, estimular o desenvolvimento do jovem. Ao ingressar no Conservatório de Paris em 1889, Ravel foi aluno de Charles de Bériot. Ali conheceu o pianista espanhol Ricardo Viñes, que acabou sendo um grande amigo e o intérprete escolhido para suas melhores obras. Os dois participariam do grupo conhecido como Les Apaches que casou agitação na estréia de Pelléas et Mélisande de Claude Debussy, em 1902. Admirador de Mozart, Saint-Saëns e Debussy, influenciado pela leitura de Baudelaire, Edgar Allan Poe, Condillac, Villiers de L’Isle-Adam e, sobretudo, de Stéphane Mallarmé, Ravel manifestou precocemente um caráter firme e um espírito musical muito independente. Suas primeiras composições provavam que eram já demonstrações de uma personalidade e uma maestria tal que seu estilo só evoluiria com o tempo. É mundialmente conhecido pelo seu Bolero (parte 1 e parte 2), ainda hoje a obra musical francesa mais tocada no mundo. A composição foi encomendada pela bailarina Ida Rubistein e estreou na Ópera de Paris em 1928. Maurice Ravel faleceu das conseqüências de um acidente de táxi ocorrido em 1932. Durante o período que precedeu a sua morte, havia perdido parte da sua capacidade de compor devido às lesões cerebrais causadas pelo acidente. A sua inteligência sempre se manteve intacta, mas o seu corpo já não respondia adequadamente tendo sofrido de graves problemas motores.



H (dois ícones)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

História com "H" - Especial

ele era viciado nos quadrinhos do Calvin & Haroldo...


Conheci o Michel em outubro de 1998. Na ocasião, ele me salvou de ser atropelado por um caminhão desgovernado, na rua principal da cidade (Leme). Viramos amigos na hora. Assim como eu, ele entendia muito bem como era ser um “estranho no ninho”, um alguém sem importância numa cidade desconhecida do resto do mundo e cheia de pessoas com cérebros de tamanho diminuto. ‘Seu’ Rubens, o pai dele, havia morrido recentemente e deixou metade do controle do restaurante da família e da herança que acumulou em mais de 30 anos de trabalho para o Michel. Ele não ligava muito para isso. O sócio do seu pai cuidava do restaurante. O Michel só aparecia nos finais de semana para ‘fazer uma presença’ com as pessoas influentes da cidade que davam as caras por lá.

A irmã mais velha dele, Melissa, ficou com a outra metade da herança. Na primeira oportunidade que teve, se mandou para Curitiba e nunca mais deu notícias. Eles não se davam tão bem. Mal se falavam, mas tinham muito respeito um pelo outro.

A casa da família, um sobrado enorme num bairro silencioso e afastado do centro, ficou, de comum acordo, com o Michel. Dona Maysa, sua mãe, morreu quando ele tinha 5 anos, de câncer. Ele pouco falava dela. Eu sabia que ele guardava uma foto dela na carteira, foto essa tirada no seu quarto aniversário, num parque de Belo Horizonte (cidade natal da família). Nunca tive coragem de perguntar alguma coisa sobre ela ou sobre a relação deles. Como ele também não falava muito, eu não insistia.

Em agosto de 2000, depois de uma proposta irrecusável, ele vendeu a sua parte no controle do restaurante e começou a trabalhar meio expediente num escritório de advocacia. Mas a sua doença (bipolaridade) e a rotina o faziam cada vez mais se fechar em um mundo particular. Logo, perdeu o emprego e a motivação para tudo. O caminho tortuoso das drogas já o acompanhava há bastante tempo. E era uma das únicas coisas que o mantinha de pé. A outra, era a nossa amizade.

Algum tempo depois de nos conhecemos, ele me apresentou aos seus amigos. Um grupo de aproximadamente 20 pessoas, cada um com sua particularidade, porém, sofrendo do mesmo mal: a solidão. Sim, era isso que nós éramos para as outras pessoas: um bando de solitários, sem importância alguma. Não demorou muito para começarmos a nos chamar de “Sociedade da Solidão”, ou, simplesmente, “S = S”. Tínhamos até camisetas! Era um grupinho como outro qualquer. Não existia um líder unânime. Mas tínhamos nossas richas. Dois sábados por mês, sempre à noite, usávamos o cemitério da cidade como nosso QG. Geralmente só contávamos histórias de terror, bebíamos e conversávamos. Até o coveiro virou ‘parceiro’ do grupo. Foram grandes momentos da minha vida.

O Michel nasceu prematuro de 7 meses a exatos 30 anos, em 27 de fevereiro de 1979. Com pouco peso e vários problemas (pulmonar e cardiovascular), o médico já havia avisado a família sobre a possibilidade de não sobrevivência. ‘Seu’ Rubens ficou tão desesperado que praticamente montou acampamento na sala de espera da maternidade. Depois de mais de 20 dias de tratamento e cuidados redobrados, ele recebeu alta. Cresceu saudável, recebeu uma educação satisfatória para as condições da família. Mesmo sem muito esforço, se destacava em quase tudo que fazia. Terminou a faculdade de Direito em 2000, aos trancos e barracos é verdade.

Gostava de pão de queijo e chocolate, vinho de garrafão e chopp. Adorava carros. Onde quer que ele estivesse, gostava de acordar cedo para ver o sol nascer, enquanto murmurava “Obrigado”. Certa vez, quando uma de suas ex-namoradas terminou com ele dizendo “você é sensível demais pra mim!”, ele retrucou: “se eu me cortar, sairá sangue e não areia das minhas veias!”. Teve uma filha (Rebeca) no final de 2000, que hoje mora com o tio materno em Brasília.

Morreu na madrugada do dia 25 de março de 2001, literalmente nos meus braços, depois de me salvar novamente e receber 7 tiros no peito.

Foi o melhor amigo que tive na vida. Em algumas situações, foi um verdadeiro pai. Parabéns meu amigo...
H ("Faça da sua ausência o bastante para que alguém sinta sua falta, mas não prolongue-a demais para que esse alguém não aprenda a viver sem ti." (Anônimo))

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

História com "H" - V


Charles Monroe Schulz: Charles M. Schulz nasceu em Mineápolis (EUA), em 26 de novembro de 1922. Era filho de Dena Schulz, uma dona de casa, e Carl Schulz, um barbeiro alemão. Era um adolescente tímido e solitário, talvez por ser o mais jovem de sua classe na Central Hight School, na cidade de Saint Paul. Depois da morte da sua mãe, em fevereiro de 1943, alistou-se no Exército dos Estados Unidos, sendo enviado ao Acampamento Campbell, em Kentucky. No ano seguinte, foi para a Europa lutar na Segunda Guerra Mundial como líder da esquadra de infantaria da 20º Divisão Blindada dos Estados Unidos. Depois de deixar o exército em 1945, começou a trabalhar como professor de arte na Art Instruction Inc.

Os desenhos de Schulz foram publicados pela primeira vez por Robert Ripley em sua columa Ripley's Believe It or Not!. Suas primeiras tiras cômicas regulares, Li'l Folks, foram publicados entre 1947 e 1949 por St. Paul Pioneer Press. Esta vinheta também tinha um cachorro, de aspecto bastante semelhante ao Snoopy. Em 1948, Schulz vendeu sua historinha ao Saturday Evening Post.
Iniciou a série de desenhos do Snoopy (Peanuts) em 2 de outubro de 1950 e os desenhou por quase 50 anos, até se aposentar em virtude de sua doença, em 14 de dezembro de 1999. Seus personagens tiveram grande êxito porque retratavam a vida cotidiana e cada um dos seus personagens escondia uma mensagem atrás de si.

Schulz faleceu de infarto agudo do miocárdio no dia 12 de fevereiro de 2000, em Saint Rosa. Foi enterrado no Cemitério Plesant Hill, em Sebastopol.


E, nesse mesmo dia 12 de fevereiro, no ano de 1954, nascia, no vilarejo de Floresta (que só seria elevada a município em 1960, desmembrando-se de vez da cidade de Maringá), estado do Paraná, a pequena Maria de Lourdes Picolli. Primogênita do casal Ludovina Ricordi e Valdemar Picolli, perdeu a mãe logo cedo, sendo criada pela avó materna até a morte dessa. Com o novo casamento de seu pai, em 1959, com Angelina Piai e, consequentemente, com o nascimento de seus outros 5 irmãos (além de mais um do primeiro casamento de seu pai), aprende desde cedo os afazeres de casa, sendo vista, dessa forma, como uma segunda mãe para a maioria deles. Em meados da década de 1970, quando a família se muda de Maringá para São Paulo, aprende os ofícios da costura, conseguindo logo seu primeiro emprego remunerado no ramo. Case-se em dezembro de 1980, com Claudionor Leite, assumindo também o sobrenome do marido. Apesar das dificuldades financeiras nos primeiros anos, o casal teve dois filhos (um deles, essa bela pessoa que vos escreve! rs), Agamenon e Agda, respectivamente nos anos de 1983 e 1984.

Atualmente, apesar da vida financeira mais cômoda, ainda exerce informalmente a profissão de costureira. Segundo a própria, como um tipo de “hobby saudável”. Mora com marido e filhos numa casa modesta na zona oeste de São Paulo. Como toda baixinha invocada, possui um grande coração, uma fé exemplar e uma mão para cozinhar que Benza-Deus! rsrs


H (Parabéns, "véia"!)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

História com "H" - IV


Janis Lynn Joplin (Janis Joplin): nasceu em 19 de janeiro de 1943, na cidade de Port Arthur, Texas. Ela cresceu ouvindo músicos de blues, tais como Bessie Smith e Big Mama Thornton e cantando no côro local. Joplin concluiu o curso secundário na Jefferson High School em Port Arthur no ano de 1960, e foi para a Universidade do Texas, na cidade de Austin, onde começou a cantar blues e folk com amigos. Cultivando uma atitude rebelde, Joplin se vestia como os poetas da geração beat, mudou-se do Texas para San Francisco em 1963, morou em North Beach, e trabalhou como cantora folk. Por volta desta época seu uso de drogas começou a aumentar, incluindo a heroína. Depois de retornar a Port Arthur para se recuperar, ela voltou para San Francisco em 1966, onde suas influências do blues a aproximaram do grupo Big Brother & The Holding Company, que estava ganhando algum destaque entre a nascente comunidade hippie em Haight-Ashbury. A banda assinou um contrato com o selo independente Mainstream Records e gravou um álbum em 1967. Entretanto, a falta de sucesso de seus primeiros singles fez com que o álbum fosse retido até seu sucesso posterior. O destaque da banda foi no Festival Pop de Monterey, com uma versão da música "Ball and Chain" e os marcantes vocais de Janis. Seu álbum de 1968 Cheap Thrills fez o nome de Janis. Ao sair da banda Big Brother, Janis formou um grupo chamado Kozmic Blues Band, que a acompanhou em I Got Dem Ol' Kozmic Blues Again Mama! (1969). O grupo se separou, e Joplin formou então o Full Tilt Boogie Band. O resultado foi o álbum Pearl (1971), lançado após sua morte, e que teve como destaque as músicas "Me and Bobby McGee" (de Kris Kristofferson), e "Mercedes-Benz", escrita pelo poeta beatnik Michael McClure. Janis Joplin morreu de overdose de heroína em 4 de outubro de 1970, em Los Angeles, Califórnia, com apenas 27 anos. Foi cremada no cemitério-parque memorial de Westwood Village, em Westwood, Califórnia, e numa cerimônia, suas cinzas foram espalhadas pelo Oceano Pacífico. O álbum Pearl foi lançado 6 meses após sua morte. O filme The Rose, com Bette Midler no papel de Janis Joplin, baseou-se em sua vida. Ela hoje é lembrada por sua voz forte e marcante, bastante distante das influências folk mais comuns em sua época, e também pelos temas de dor e perda que escolhia para suas músicas.

Edgar Allan Poe: nasceu, em 19 de janeiro de 1809, na cidade de Boston, no seio de uma família escocesa-irlandesa, filho do ator David Poe Jr., que abandonou a família em 1810, e da atriz Elizabeth Arnold Hopkins Poe, que morreu de tuberculose em 1811. Depois da morte da mãe, Poe foi acolhido por Francis Allan e o seu marido John Allan, um mercador de tabaco bem sucedido de Richmond, que nunca o adotou legalmente, mas lhe deu o seu sobrenome (muitas vezes erroneamente escrito "Allen"). Depois de frequentar a escola de Misses Duborg em Londres, e a Manor School em Stoke Newington, Poe regressou com a família Allan a Richmond em 1820, e registou-se na Universidade da Virgínia, em 1826, que viria a frequentar durante um ano apenas. Desta viria a ser expulso graças ao seu estilo aventureiro e boêmio. Na sequência de desentendimentos com o seu padrasto, relacionados com as dívidas de jogo, Poe alistou-se nas forças armadas, sob o nome Edgar A. Perry, em 1827. Nesse mesmo ano, Poe publicou o seu primeiro livro, Tamerlane and Other Poems. Depois de dois anos de serviço militar, acabaria por ser dispensado. Em 1829, a sua madrasta faleceu, ele publicou o seu segundo livro, Al Aaraf, e reconciliou-se com o seu padrasto, que o auxiliou a entrar na Academia Militar de West Point. Em virtude da sua, supostamente propositada, desobediência a ordens, ele acabou por ser expulso desta academia, em 1831, facto pelo qual o seu padrasto o repudiou até a sua morte, em 1834. Poe mudou-se, em seguida, para Baltimore, para a casa da sua tia viúva, Maria Clemm, e da sua filha, Virgínia Clemm. Durante esta época, Poe usou a escrita de ficção como meio de subsistência e, no final de 1835, tornou-se editor do jornal Sothern Literary Messenger em Richmond, tendo trabalhado nesta posição até 1837. Neste intervalo de tempo, Poe acabaria por casar, em segredo, com a sua prima Virgínia, de treze anos, em 1836. No verão de 1839, tornou-se editor assistente da Burton's Gentleman's Magazine, onde publicou um grande número de artigos, histórias e críticas. Logo, Virgínia viria a sofrer de tuberculose, que a tornaria inválida e acabaria por levá-la à morte. A doença da mulher acabou por levar Poe ao consumo excessivo de álcool e, algum tempo depois, este deixou a Burton's Gentleman's Magazine para procurar um novo emprego. Regressou a Nova Iorque, onde trabalhou brevemente no Evening Mirror, antes de se tornar editor do Brodway Journal. No início de 1845, foi publicado, no jornal Evening Mirror, o seu popular poema The Raven (em português "O Corvo"). Em 1846, o Brodway Journal faliu, e Poe mudou-se para uma casa no Bronx, hoje conhecida como Poe Cottage e aberta ao público. Cada vez mais instável, após a morte da mulher, Poe tentou cortejar a poeta Sarah Helen Whitman. No entanto, o seu noivado com ela acabaria por falhar, alegadamente em virtude do comportamento errático e alcoólico de Poe, mas bastante provavelmente também devido à intromissão da mãe de Miss Whiteman. Nesta época, segundo ele mesmo relatou, Poe tentou o suicídio por sobredosagem de láudano, e acabou por regressar a Richmond, onde retomou a relação com uma paixão de infância, Sarah Elmira Royster, então já viúva. No início de outubro de 1849, Poe foi encontrado nas ruas de Baltimore, com roupas que não eram as suas, em estado de delirium tremens, e levado para o Washington College Hospital, onde veio a morrer no dia 07 daquele mesmo mês. Poe nunca conseguiu estabelecer um discurso suficientemente coerente, de modo a explicar como tinha chegado à situação na qual foi encontrado. As suas últimas palavras teriam sido, de acordo com determinadas fontes, “Está tudo acabado: escrevam Eddy já não existe”. Diferentemente da maioria dos autores de contos de terror, Poe usa uma espécie de terror psicológico em suas obras, seus personagens oscilam entre a lucidez e a loucura, quase sempre cometendo atos infames ou sofrendo de alguma doença. A escrita de Poe reflete suas teorias literárias, que ele apresentou em sua crítica e também em peças literárias como "The Poetic Principle". Ele não gostava de didaticismo e alegoria, pois acreditava que os significados na literatura deveriam ser uma subcorrente sob a superfície. Trabalhos com significados óbvios, ele escreveu, deixam de ser arte. Ele acreditava que o trabalho de qualidade deveria ser breve e concentrar-se em um efeito específico e único. Para isso, ele acreditava que o escritor deveria calcular cuidadosamente todos sentimentos e idéias.


H (precisando de inspiração)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

História com "H" - III


Elvis Aaron Presley (Elvis Presley): nasceu na cidade de East Tupelo (hoje, só Tupelo), no Mississippi, no dia 8 de janeiro de 1935. Na pequena cidade do interior dos EUA, ele aprendeu com a mãe e o pai a ser respeitoso generalizada e indiscriminadamente; independentemente de aspectos de qualquer ordem, quer étnicos, sexuais ou sócio-econômicos. Em 1945, Elvis participou num concurso de novos talentos na "Feira Mississippi-Alabama", onde conquistou o segundo lugar e o prémio de 5 dólares, mais ingressos para todas as diversões. Elvis, na ocasião, cantou Old Shep, canção que retrata o desespero de um menino pela perda de seu cão. No mesmo ano, o seu pai presenteou-o com um violão, que passou a ser a sua companhia constante, inclusive na escola. No período de 1948 até 1954, Elvis trabalhou em várias atividades. Foi lanterninha de cinema e motorista de caminhão. Nas horas vagas, cantava e tocava seu violão e, eventualmente, arriscava alguns acordes ao piano. Reza a lenda que apreciava cantar na penumbra e até em breu total. As suas influências musicais foram o pop da época, particularmente Dean Martin; o country; a música gospel; o R&B, capturado na histórica "Beale Street", em sua adolescência, na cidade de Memphis; além de seu apreço pela música erudita particularmente a ópera. Um de seus maiores ídolos era o tenor Mario Lanza e, naturalmente, cantores gospel como J. D. Sumner, seu preferido. No dia 5 de julho de 1954, considerado o "marco zero" do rock, Elvis ensaiava algumas canções no "Memphis Recording Service", filial da Sun Records, até que, em um momento de descontração, de forma improvisada, começou a cantar "That's All Right, Mama", provocando em Sam Phillips (dono da Sun Records) um grande entusiasmo. Surgia então o rock'n and roll. Em 1956, Elvis tornou-se uma sensação internacional. Com um som e estilo que, uníssonos, sintetizavam suas diversas influências, ameaçavam a sociedade conservadora e repressiva da época e desafiavam os preconceitos múltiplos daqueles idos, Elvis fundou uma nova era e estética em música e cultura populares, consideradas, hoje, "cults" e primordiais, mundialmente. Suas canções e álbuns transformam-se em enormes sucessos e alavancaram vendas recordes em todo o mundo. Elvis tornou-se o primeiro "mega star" da música popular, inclusive em termos de marketing. Neste mesmo ano, Elvis adquiriu a mansão Graceland, sua eterna morada. No período de 1956 até 1965, os seus filmes são um grande sucesso de público no mundo inteiro. Alguns críticos mais generosos, ainda que implacáveis acerca da qualidade duvidosa das películas, clamavam por melhores oportunidades e personagens para Elvis Presley que, entretanto, envolvido em uma ciranda mercadológica, não se dispunha a aprender o ofício e freqüentar Escolas de Artes Cênicas confiáveis, para aprimorar-se no ofício - a exemplo de Marlon Brando, e muitos outros. Em 1967, Elvis Presley finalmente casou-se com Priscilla Beaulieu, já residente em Graceland, Memphis, desde meados da década, o matrimônio foi realizado na cidade de Las Vegas. Nesta mesma cidade, no ano de 1969, Elvis retornou aos palcos, após 8 anos de afastamento voluntário do contato direto com o público. Apesar de estar mergulhado em problemas pessoais (seu casamento havia acabado em 1972) e de saúde, mas no auge como artista, em 14 de janeiro de 1973, Elvis Presley realizou o primeiro show via satélite do mundo, transmitido, ao vivo, para muitos países - inclusive o Brasil. A morte de Elvis Aaron Presley no dia de 16 de agosto de 1977, causada por colapso fulminante associado à disfunção cardíaca, surpreendeu o mundo, provocando comoção como poucas vezes fora vista em nossa cultura. Apesar disso, hoje em dia, Elvis Presley é dos artistas falecidos mais rentáveis. Admirado como o Rei do Rock and Roll e cultuado como um deus, muito a frente do seu tempo, ele sempre será “Elvis, the pelvis”.

Galileu Galilei: nasceu na cidade de Pisa, em 15 de fevereiro de 1564. Foi um físico, matemático, astrônomo e filósofo que teve um papel preponderante na chamada revolução científica. Galileu Galilei desenvolveu os primeiros estudos sistemáticos do movimento uniformemente acelerado e do movimento do pêndulo. Descobriu a lei dos corpos e enunciou o princípio da inércia e o conceito de referencial inercial, idéias precursoras da mecânica de Sir. Isaac Newton. Galileu melhorou significativamente o telescópio refrator e foi o primeiro a utilizá-lo para fazer observações astronômicas. Com ele descobriu as manchas solares, as montanhas da Lua, as fases de Vênus, quatro dos satélites de Júpiter, os anéis de Saturno, as estrelas da Via Láctea. Estas descobertas contribuíram decisivamente na defesa do heliocentrismo. Contudo a principal contributo de Galileu foi para o método científico, pois a ciência assentava numa metodologia aristotélica. Desenvolveu ainda vários instrumentos como a balança hidrostática, um tipo de compasso geométrico que permitia medir ângulos e áreas, o termômetro de Galileu e o precursor do relógio de pêndulo. O método empírico, defendido por Galileu, constitui um corte com o método aristotélico mais abstrato utilizado nessa época, devido a este Galileu é considerado como o "pai da ciência moderna". Galileu era cristão fervoroso, mas tinha um temperamento conflituoso e viveu numa época atribulada na qual a Igreja Católica endurecia a sua vigilância sobre a doutrina para fazer frente às derrotas que sofria pela Reforma Protestante. O Papa (Urbano VIII, na época) sentiu que a aceitação do modelo heliocêntrico como ferramenta tinha sido ultrapassada e convocou Galileu a Roma para ser julgado, apesar de este se encontrar bastante doente. Após um julgamento longo e atribulado foi condenado a abjurar publicamente as suas idéias e a prisão por tempo indefinido. A prisão de Galileu tornou-se um falso exemplo mais citado da "luta entre fé e ciência". Seus livros foram incluídos no Index librorum prohibitorum (Índice dos livros proibidos), censurados e proibidos, mas foram publicados nos Países Baixos, onde o protestantismo tinha já substituído o catolicismo, o que havia tornado a região livre da censura do Santo Ofício. Galileu, inclusive, havia escolhido precisamente a Holanda para executar o experimento com o telescópio que anteriormente construíra. Reza a lenda que, ao sair do tribunal após sua condenação, disse uma frase célebre: "Eppur si muove!", ou seja, "contudo, ela se move", referindo-se à Terra. Morre em Florença, em 8 de janeiro de 1642, rodeado pela sua filha Maria Celeste e os seus discípulos, de forma piedosa e de fé exemplar. É enterrado na Basílica de Santa Croce em Florença, onde também se encontram Machiavelli e Michelangelo, o que prova que a primeira condenação não poderia ter sido a de culpa de heresia mas a de somente "heresia formal". No decorrer dos séculos a Igreja vai rever as suas posições no confronto com Galileu. Em 1992, mais de três séculos passados da sua condenação, é iniciada a revisão do seu processo que decide pela sua absolvição em 1999.



H (It's Rock'n'Roll guys)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

História com "H" - II


Para comemorar a minha volta (sim, eu voltei!), escolhi esse quadro que é um dos meus favoritos. Mas, antes, vamos as explicações: pensei muito em terminar com esse blog; extingui-lo e mandar todos seus posts para o limbo midiático do universo 2.0. Mas muitas pessoas me disseram o contrário. Depois disso, resolvi não me meter nos caminhos que esse blog toma ou tomará. Afinal, como uma amiga me disse, "esse blog é o seu mundo, criado a sua imagem e semelhança, certo? [...] por acaso você impõe limites ou restrições para a sua vida real?!". Logo, esse blog será pessoal o tanto que ele quiser. E eu não serei aquele que irá atrapalhar.

De volta a História:

Dumas Davy de la Pailleterie (Alexandre Dumas): romancista francês, nasceu nas proximidades de Paris em 24 de julho de 1802. Durante a década de 1830, participou ativamente da revolução que depôs o rei Carlos X. Mesmo depois de casado, com a atriz Ida Ferrier, continuou mantendo seus casos. Um dos seus filhos fora do casamento, recebeu seu nome e seguiu igualmente a carreira de romancista. Depois de deixar Paris e rodar por vários países europeus, firmou na Itália, onde se uniu na luta pela unificação do Estado. Retornou para Paris três anos depois. Faleceu em 05 de dezembro de 1870. Dentre suas muitas obras literárias, destacam-se: O Conde de Monte Cristo; Os três mosqueteiros; Rainha Margot; O Visconde de Bragelonne (série de contos do qual faz parte O homem da máscara de ferro). Suas obras foram traduzidas para quase 100 idiomas e renderam mais de 200 adaptações para o cinema.

Johannes Chrysostomus Wolfgang Gottlieb Mozart (Wolfgang Amadeus Mozart): nasceu em 27 de janeiro de 1756, em Salzburgo, Áustria. Foi uma criança prodígio. Começou a compor com 5 anos. Aos 17, faz sua primeira viagem para França e Inglaterra, juntamente com seu pai (Leopold Mozart) e sua irmã (Maria Anna Mozart, conhecida por Nannerl), com quem se apresentava em pequenos duetos. Depois de visitar vários outros países europeus, em 1773, é nomeado mestre de concerto da corte vienense e retorna a Salzburgo. Em 1781, demiti-se e passa a viver da renda de concertos, da publicação de suas obras e de aulas particulares. No ano seguinte, casa-se, contra a vontade do pai, com Constanze Weber. A partir de então, começa a compor com a colaboração de Lorenzo da Ponte. Suas obras não são bem aceitas pela corte vienense, mas fazem grande sucesso com o público em geral. São dessa época As bodas de Fígaro e Don Giovanni. Perdendo popularidade e com a saúde debilitada, passa o restante da década compondo trabalhos de pequena expressão. No início de 1791, compôs suas duas últimas obras, A Flauta Mágica e A Clemência de Tito. Reza a lenda que faleceu na madrugada de 05 de dezembro desse ano, enquanto terminava sua Missa de Réquiem em ré menor. Foi enterrado numa vala comum, no cemitério de São Marx, em Viena. Outra lenda que gira em torno da sua morte é que ela teria sido causada por Antonio Salieri, que invejava a notoriedade de Mozart na época.



H (meu dia do Fico!)