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sábado, 28 de março de 2009

Minha música-chiclete


Eu sei que já comentei sobre o filme "O Lutador" aqui. E também já falei sobre a trilha que o Bruce Springsteen fez especialmente para essa película. Mas, nos últimos dias, não tenho conseguido ouvir outra música que não seja essa. Então resolvi trazer a letra completa dessa música, que me faz sempre pensar que o ruim pode ainda ficar pior. Qualquer hora:

The Wrestler

"Have you ever seen a one trick pony in the field so happy and free?
If you've ever seen a one trick pony then you've seen me
Have you ever seen a one-legged dog making its way down the street?
If you've ever seen a one-legged dog then you've seen me

Then you've seen me, I come and stand at every door
Then you've seen me, I always leave with less than I had before
Then you've seen me, bet I can make you smile when the blood, it hits the floor
Tell me, friend, can you ask for anything more?
Tell me can you ask for anything more?

Have you ever seen a scarecrow filled with nothing but dust and wheat?
If you've ever seen that scarecrow then you've seen me
Have you ever seen a one-armed man punching at nothing but the breeze?
If you've ever seen a one-armed man then you've seen me

Then you've seen me, I come and stand at every door
Then you've seen me, I always leave with less than I had before
Then you've seen me, bet I can make you smile when the blood, it hits the floor
Tell me, friend, can you ask for anything more?
Tell me can you ask for anything more?

These things that have comforted me, I drive away
This place that is my home I cannot stay
My only faith's in the broken bones and bruises I display

Have you ever seen a one-legged man trying to dance his way free?
If you've ever seen a one-legged man then you've seen me"

A tradução (livre) dela, vocês podem conferir aqui.


H (pronto para o meu ataque do coração)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

A hora de jogar a toalha - O Lutador


Ontem à noite, depois de me entregar (integralmente!) a minha labuta diária (Mentira!!! rs), resolvi assistir o filme “O Lutador”, aproveitando o fato dele ainda está sendo exibido aqui na Paulista, coisa que logo mudará, tenho certeza.

Tinha lido e ouvido muito sobre ele, desde críticas ferrenhas até elogios rasgados direcionados, principalmente, ao diretor Darren Aronofsky e ao ator Mickey Rourke. Porém, eu sabia que precisava bem mais do que a opinião alheia sobre isso ou aquilo. Precisava ver com meus próprios olhos para, dessa forma, criar minha ilusão de tudo que está relacionado ao filme. E foi bom tomar essa decisão. Um amigo meu, num ataque de insatisfação, disse que nunca se arrependeu tanto de pagar para ser ludibriado. Eu, claro, discordo. Acho que agora chegou o momento em que posso estragar a vontade de quem ainda pretende ver esse filme, então, quem não quiser continuar a leitura, não se preocupe, eu entenderei! rs

O Lutador” é um filme que remonta, no seu início, aos tempos áureos das lutas livres para, logo a seguir, mostrar a situação atual das mesmas. Claro que as lutas forjadas apenas para divertir o público estão no filme, mas nem tudo é só diversão. E é aí que entra o personagem de Mickey Rourke. Randy “O Carneiro” é o que podemos chamar de astro desse universo decadente. E ele adora isso. Mas um ataque do coração faz ele rever essa maneira de levar a vida. Daí para correr atrás da filha esquecida já é de praxe. E ele tenta, realmente tenta mudar. Desiste das lutas, consegue um novo emprego, se reconcilia com a filha e até engata um psedo-romance com a stripper Cassidy.

Porém, e aqui fica o ponto que mais me chamou a atenção durante o filme, um fato faz com que Randy “jogue a toalha” para essa vida regrada e volte ao mundo das lutas, mesmo com o risco de morrer. E que fato foi esse? A negação de Cassidy em assumir o romance dos dois? A revolta de Stephanie (sua filha) ao ser “esquecida” novamente por ele? Nenhum dos dois. Eu vou contar: Randy trabalha como atendente no balcão de frios de um mercado. Mesmo não levando muito jeito para o serviço, ele até se diverte com isso (como em suas antigas lutas). A única coisa que o incomoda é ver seu verdadeiro nome no crachá que usa. Contudo, assim, atrás daquele balcão, ninguém sabe quem ele foi, ninguém lhe pede para tirar fotos e dar autógrafos. Ele vê que pode ter uma nova vida, com um salário e um emprego razoável. Mas, tudo muda quando um cliente o reconhece.

Randy se vê derrotado. Não adianta escapar do passado. Não adianta mudar. Ele (o passado) estará sempre ali, ao redor. Nada nem ninguém podem fazê-lo mudar. Ele é um lutador e ponto final. Nem mesmo a aparição de Cassidy (que, na verdade, se chama Pam) segundos antes de sua derradeira luta, é capaz de fazê-lo desistir. O ringue é a sua vida e os gritos do público lhe dão ainda mais certeza de que aquele é o seu lugar. Mickey Rourke consegue dar ainda mais força ao personagem porque é muito parecido com sua própria trajetória de vida. Provavelmente ganhará o Oscar por isso.

Tenho que ser sincero: “O Lutador” é um filme horrível. Horrivelmente bom. Por outro lado, te faz pensar em muitas coisas. Fica muito aquém de “Réquiem para um sonho” (que é do mesmo diretor), mas consegue ser um filme bom. Uma pena mesmo vai para a trilha sonora, que conta com uma música excelente do Bruce Springsteen (The Wrestler), ganhadora do Globo de Ouro, porém, que nem foi indicada para o Oscar. E durante o filme, só é tocada nos créditos finais! Uma injustiça.

Esse filme me fez lembrar de algumas coisas da minha vida. Algumas burradas que fiz para tentar mudar, me adaptar a uma vida que eu gostaria de ter, mas sabia que não era minha. Ainda vou escrever um post sobre isso. Agora só quero pensar no domingo à noite.

H (a vida é um círculo vicioso)