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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Compositores - Howard Shore


Howard Leslie Shore nasceu no Canadá, em 18 de outubro de 1946 e formou-se em piano, composição e regência logo cedo, aos 24 anos. Seus primeiros trabalhos foram realizados para a TV americana em 1975, mais especificamente para o famoso show Saturday Night Live, que desde então revelou talentos humorísticos como Bill Murray, Dan Aykroyd, John Belushi, Adam Sandler, entre outros. No início da década de 80 começou a participar em produções cinematográficas de seu país natal, e tem seus trabalhos mais brilhantes feitos ao lado de seu amigo David Cronenberg, de quem se tornou seu principal colaborador. Na verdade, o que ocorre entre o compositor e o diretor é algo maior do que uma colaboração. Os filmes de Cronenberg e a música de Shore possuem unidade, uma complementaridade rara. A mente e as temáticas exploradas pelo diretor possuem um caráter ousado, perturbador, por vezes insano. Shore transforma esse caráter em música e faz cada partitura expressar a loucura ou a decadência de cada personagem de Cronenberg. A partir do sucesso dos filmes de Cronenberg, o compositor tornou-se popular nos Estados Unidos. Trabalhou com Martin Scorsese em Depois de Horas (1985); após alguns anos, Jonathan Demme, fã dos filmes de Cronenberg, fez amizade com o músico, que a partir daí, compôs belas trilhas para Filadélfia (1993) e o premiado O Silêncio dos Inocentes (1991) - sempre imprimindo um estilo frio, mas dotado de consistência melódica. A partir daí trabalhou em vários outros filmes, mostrando-se como um músico bastante versátil dentro do cinema norte-americano.

Existem muitos diretores de cinema que não gostam de música em seus filmes, enquanto que muitos produtores tentam economizar no orçamento de uma produção, restringindo os gastos com a parte musical. Justamente por isso é que o sintetizador tem sido a alternativa preferida por muitos, para substituir uma orquestra na execução de uma trilha sonora. Contrariando essa tendência, temos então a trilogia “O Senhor dos Anéis”, com partituras que foram executadas por nada mais nada menos do que duas grandes orquestras, respectivamente a Filarmônica de Londres e a Sinfônica da Nova Zelândia. Em todos os instantes do filme, a música participa de forma magistral, através de acordes inspiradíssimos de Shore. A verdade é que a música em “O Senhor dos Anéis” cumpre um papel preponderante quanto a promover a sustentação das cenas, bem como para garantir a construção do sentido de continuidade das imagens. A música de “O Senhor dos Anéis” cria uma atmosfera convincente de tempo e lugar, numa demonstração de que sem a música, seguramente as imagens perderiam o impacto junto ao público. Impossível não perceber a música no filme, mas nem por isso ela rouba a cena e tira os méritos da mesma, apenas auxilia no processo de reforçar as cenas. Como bem frisou o cineasta russo Tarkovski: “Bem usada, a música tem a capacidade de alterar todo o tom emocional de uma seqüência filmica; ela deve ser inseparável da imagem visual a tal ponto que, se fosse eliminada de um determinado episódio, a imagem não apenas se tornaria mais pobre em termos de concepção e impacto, mas seria qualitativamente diferente”.

Algumas de suas composições:

Depois de horas (1985)
Quero ser Grande (1988)
O Silêncio dos Inocentes (1991)
Filadélfia (1993)
Seven – os sete crimes capitais (1995)
The Wonders - o sonho não acabou (1996)
O Senhor dos Anéis – a sociedade do anel (2001)
Gangues de Nova Iorque (2002)
O Quarto do Pânico (2002)
O Senhor dos Anéis – as duas torres (2002)
O Senhor dos Anéis – o retorno do rei (2003)
O Aviador (2004)
Os Infiltrados (2006)
Dúvida (2008)


H (um dos maiores!)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Dica cultural III

Apesar do que está escrito, não é Psicose que passará...


Tudo que é bom sempre acaba cedo. Não porque durou menos do que aquilo que é "ruim", mas porque o tempo voa quando apreciamos o que estamos fazendo. Estou falando das minhas férias da Faculdade, mas essa reflexão serve para tudo.


Bom, depois de descobrir que não consegui as matérias "optatórias" que imaginei que conseguiria e, ainda por cima, fiquei sabendo que as aulas voltam dia 16 desse (agora) fatídico mês, fiquei quase totalmente desacreditado de boas notícias vindas da USP.


Como eu disse, foi quase. Sábado, pesquisando no site do Cinusp, descobri que, depois de passada a mostra Memória desenhada, com grandes filmes de animação, a partir de hoje até o dia 27 desse mês, o Cinusp transmite a mostra de Filmes de suspense. Desde grandes clássicos do tema até produções recentes e premiadas. Destaque para os dois que já relacionei na minha lista dos "50 melhores filmes que já vi" (O Silêncio dos Inocentes e Os Suspeitos), o maravilhoso Um Corpo Que Cai, do Hithcock e o ganhador do Oscar de 2008, Onde os Fracos Não Têm Vez, dos irmãos Coen.


Vale lembrar para quem não sabe que a entrada é gratuita. As sessões são diárias (exceto nos 3 dias de Carnaval) em 2 horários: às 16h e às 19h. Vale a pena conferir no site.


Programem-se e divirtam-se. Na próxima quinta-feira estarei lá para ver pela primeira vez em tela grande a agente Clarice Starling matando a mórbida curiosidade do Dr. Hannibal Lecter... ;]



H ("Thank you, Clarice... thank you")