domingo, 28 de novembro de 2010

Momento poesia XL


Quadragésimo "Momento poesia"! Nunca imaginei que pudesse chegar tão longe. E não é para menos a minha alegria. Esse é o 'quadro' do qual mais fiz uso nesses últimos 28 meses.

Foi através dele que me inspirei, não só criando coragem para transcrever meus próprios trabalhos, como também compartilhando poemas de amigos e ídolos.

E o de hoje é especial não por marcar o fim, algo que já tentei, por duas vezes, sem sucesso. Porém, tenho-o como o ponto de largada para algo que terá um término próximo: 15 de janeiro. Encontrar tal poema, e não encontro termo mais apropriado, foi destino. Ela estava ali já havia tempos. Mas só me foi revelada agora, porque agora era o seu momento. Momento esse que dedico a seguir (e sem maiores explicações):


Não-lugares*


O sonho é um não-lugar
que habito
virtualmente
- no tempo e no espaço
da não-existência
de cuja permanência
ou imanência
dependo.

Entendo: sonho, logo existo.


No bonde, antigamente...
No trem, no navio, em movimento
- um não-lugar concreto.

E na internet, atualmente.

O bonde trilhado
O avião voando
O navio...

Existe lugar em movimento?

(Um-lugar-de-momento).


Onde estou, se sou?
Mas não estou em mim,
necessariamente.

Habito uma galáxia
(planetária)
em expansão
(informacional)
e sou onde estou.


Se existem tantos centros,
eu sou um deles
- o único possível para mim.

Não por causa do egocentrismo
ao contrário:
por causa do exocentrismo
- o sair de mim,
o expandir-me
pelo compartilhar
pelas relações múltiplas, rizomáticas, fractais.


Se escolho navegar também sou escolhido
viro um escolho no oceano e também escolho
minha centralidade
(eu quase disse individualidade).
Fracionando-me pela rede.
Distribuído, digerido
- vomito e, na volta, me devoro
e excreto: sou mutante.


Vou aonde a rede me levar.

E o meu endereço
(o meu lugar) é a rede
em que descanso
e me reencontro:
eu-ilha
virilha
trilha...
(e outras relações metatextuais
ou hipertextuais).
Demais!

(Antonio Miranda)


* Retirado da parte inicial do livro "Informação e tecnologia: conceitos e recortes", de 2005, organizado por Antonio Miranda e Elmira Simeão.

Imagem retirada desse blog.


H (logo ali)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Top 10 filmes que mudaram minha vida


Cinéfilo que se preze, adora uma lista. Mais ou menos um mês atrás, uma das minhas melhores amigas, sabendo o quão difícil seria para mim (sim, ela sabe ser malvada!), me propôs um desafio: levantar uma lista com 10 filmes que, de alguma forma, mudaram a minha vida.

Tentei discutir com ela que achava a explicação do repto meio, digamos, óbvia. Bastava fazer uma lista com meus 10 filmes favoritos e pronto. Depois de muito discutirmos (e bebermos), chegamos a algumas conclusões: 1) Não bastava a identificação com a película; era preciso um "contexto", alguma experiência que tivesse ficado gravada com o filme; 2) Aprendizados e primeiras vezes são aceitas; 3) Nenhum diretor devesse se repetir; 4) Faz-se necessário uma gradação ("1" para um menor importância; "5" para um maior destaque), enfatizando, assim, a importância que cada filme teve.

Dessa forma, resolvi trazer informações adicionais, como os anos de produção e da sua primeira exibição a minha pessoa. Além, é claro, de um pequeno comentário sobre o porquê de seu destaque perante tantos outros que já vi. Vale ressaltar que eles não são, obrigatoriamente, meus filmes favoritos. Segue a lista:



Jurassic park (Steven Spielberg)

Produção: 1993
Ano em que assisti: 1995

Ensinamento nenhum, na verdade. Mas eu não poderia deixar de fora dessa lista o primeiro filme que vi numa sala de cinema. Às vezes, quando entro numa sala depois de um longo período de “jejum”, algumas lembranças daquele dia ainda me invadem. É um filme que tenho como especial por ser o precursor desse meu vício cinéfilo.

Baseado naquilo que disse sobre precursor, a nota fica em 4,8.



Aracnofobia (Frank Marshall)

Produção: 1990
Ano em que assisti: 1996

O mérito desse está no pavor que me causou. Sim, pavor! Quem me conhece bem, sabe que o meu maior medo com relação ao mundo animal é de aranhas. Precisei de três “tentativas” para conseguir assisti-lo até o fim. Foi realmente uma superação quando consegui chegar aos créditos finais.

Pela persistência e superação, 4,2.



Amadeus (Milos Forman)

Produção: 1984
Ano em que assisti: 1996

Foi, durante um curto espaço de tempo, meu filme favorito. Hoje, ainda preciso refazer as contas, mas, provavelmente, nem figure entre os “10 mais” (rsrs). Mesmo assim, é um dos filmes biográficos que mais gosto, por conseguir aliar soberbas atuações (como a de F. Murray Abraham no hospício, logo no princípio) com uma trilha esplêndida. Depois desse, música clássica se tornou outro vício em minha vida.

Por tudo que já foi escrito, 4,4.



O carteiro e o poeta (Michael Radford)

Produção: 1994
Ano em que assisti: 1999

O assisti dias antes de me apaixonar pela primeira vez. Lembrar das tais “metáforas” foi inevitável. Um dos filmes que mais me inspirou nos meus poemas. E quantas vezes não me identifiquei com a cena em que o carteiro Mario chega todo esbaforido para Pablo Neruda: “Don Pablo, aconteceu algo gravíssimo! Estou apaixonado!”; “Mas isso não é tão grave, existe remédio.”; “Mais que remédio!? Eu não quero remédio! Quero continuar doente!”.

Pela identificação e inspiração, 4,7.



Matrix (Wachowski Brothers)

Produção: 1999
Ano em que assiti: 2000

Apesar da diferença de um ano, eu o vi na sua estréia. Tanto se falou sobre sua produção, seus efeitos inimagináveis, que não consegui esperar alguns dias mais. Logo virou “cult”. E abriu as portas para o meu gosto por filmes repletos de efeitos especiais.

4,1.



A língua das mariposas (José Luis Cuerda)

Produção: 1999
Ano em que assisti: 2002

Assisti esse no cursinho que a minha namorada na época freqüentava. O filme é horrível. Mas a história tem seus momentos interessantes. No final, para quem prestou atenção, ficou evidente o quão difícil foi para o pequeno Mocho fazer a escolha que fez. Um filme sobre amizade que, no ato, me remeteu a minha relação de “aprendiz e mestre”, “filho e pai” com o Michel.

Pelas lembranças, 4,3.



Jogos mortais (James Wan)

Produção: 2004
Ano em que assisti: 2005

Esse é realmente especial. Lembro até da data exata: 09 de fevereiro de 2005. O filme em si até que é inteligente (pelo menos, até o terceiro). Mas o que marcou mesmo foi o contexto: logo que saí da sala do cinema, recebi a ligação de uma tia dizendo que eu havia passado na Fuvest! A partir daí, não teve jeito. Toda vez que revejo esse filme, só consigo pensar na sensação de “estar na USP”.

Pela sensação, 4,6.



Carros (John Lasseter)

Produção: 2006
Ano em que assisti: 2006

A primeira animação que vi no cinema. Minha namorada na época (sim, era outra!) me convenceu a assisti-lo, usando de todas as artimanhas que as mulheres possuem. Eu só fiz uma ressalva: não assistiria dublado. E assim foi. Fora isso, ainda há o fato de ter uma das músicas que mais gosto como parte de sua trilha (Rascal Flatts – Life is a highway) e a frase que, com pequenas modificações, se tornou meu “bordão”: “Eu sou assim. Desperto nos carros os instintos mais primitivos”. Foi, na minha opinião, o melhor filme que assistimos no (curto) tempo que ficamos juntos. Taí outro motivo para estar aqui.

Pela frase (e otras cositas mas), 4,5.



Brilho eterno de uma mente sem lembranças (Michel Gondry)

Produção: 2004
Ano em que assisti: 2006

Quando a pessoa citada no texto anterior me deu um pé-na-bunda, uma amiga me indicou esse filme, dizendo que me ajudaria a transpor a sensação de dor e perda. Realmente o auxílio foi enorme. Tanto que, dali em diante, virou meu “filme-salvação” nas demais vezes em que situações como essa se repetiram (e quantas vezes!).

Pela ajuda (sempre), 4,8.



Nós que aqui estamos por vós esperamos (Marcelo Masagão)

Produção: 1998
Ano em que assisti: 2006

Lembro-me de ver o trailer desse filme no (para mim, extinto) “Fantástico” em 1998. Mal sabia eu, mas ali teve início a minha paixão por filmes com apelo pela narração de fatos históricos. Tentei de todos os modos vê-lo na telona, porém, sem sucesso. Até que, oito anos depois, quando comecei a estagiar no meu atual trabalho, o descobri entre os vários títulos da dvdteca. Fiquei fascinado. Não só pela maneira como foi produzido, mas, principalmente, depois que soube do contexto: fazer um documentário, em meados da década de 1990, usando apenas imagens de arquivo (ficcionais ou não, pouco importa) e música incidental, numa época em que os recursos tecnológicos não eram tão avançados. Achei bárbaro. Até hoje, tenho como o melhor filme dirigido por um brasileiro.

Sem mais comentários, 4,7.


H (cada qual com seu vício)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

My best dream* - post convidado


Salvador Dalí , Dream provoked by the flight of a bumble bee


Hoje eu me achei no direito de compartilhar com você algo que escrevi há alguns dias. Sei que não nos falamos há um bom tempo, por isso ele servirá para quebrarmos o gelo e trocarmos algumas palavras. Espero que você goste. Tudo começa mais ou menos assim:

De repente, despertei e me vi como um rei no meu castelo de cartas, construído bem fundo, no fundo do mar. Tudo contrastava belamente: o branco, vermelho e preto (do meu castelo) com o azul do oceano. Quando dei por mim, começou a nevar. Pequenos grãos de açúcar caiam vagarosamente, cada um no formato de um animal. Meu olhar se ateu em um deles e logo lá estava eu, cavalgando rumo a linha de chegada. Assim que a cruzei, meu cavalo ganhou asas e migramos para o sul nos orientando pelas estrelas cadentes que apareciam no horizonte. Num descuido, me desequilibrei e cai num funil formado de nuvens. Estendo meu braço e percebo de imediato: elas não eram feitas de algodão como sempre acreditei. Eram pequenos caleidoscópios formando desenhos lindos à medida que a gravidade fazia seu papel comigo. Esse eterno cair só teve fim quando vislumbrei um navio fantasma que navegava tranquilamente, rasgando esse céu vitral. Resgatado, cruzamos desfiladeiros de chaves, atrás daquela que abriria a caixinha de música pendurada no meu pescoço. Pelo tamanho da tal chave, era como procurar uma agulha num palheiro. Ficamos nisso o dia todo: Papai Noel, minha vizinha do 503, o pessoal da banda e eu. Quando finalmente a encontramos, tomou a forma de um cachorro que logo saltou sobre mim, dizendo “não jogue fora.. viva!”. Num movimento rápido, arranquei a chave da sua coleira e abri a caixa. Lá dentro, para minha surpresa, estava uma miniatura de mim ensinando Beethoven a tocar bateria. Contemplei a cena maravilhado. O som era tão harmonioso, que fui adormecendo aos poucos, a música ficando cada vez mais inaudível. Acordei num pulo, com o som estridente do meu despertador.

Agora você deve estar se perguntando porque lhe escrevi tudo isso. Afinal, qual a importância desse sonho? E, ainda mais, qual a minha (sua) relação com toda essa falta de nexo?

E eu lhe pergunto: sabe qual foi a melhor parte desse sonho?! Certamente você desconhece. Mas eu lhe digo: pela primeira vez em três meses, eu não sonhei com você ou com qualquer lembrança relacionada a sua pessoa. E isso foi um alívio. O melhor sonho que já tive.


Rebecca Ruiz


* Escrito, originalmente, em 15/10/2000; Modificado (em pequenas partes) em 28/10/2010.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Amarras invisíveis*


Muitas das suas ações não serão bem vistas pelas outras pessoas. Isso é fato. Não importa o quão significante você já foi para alguém, sempre aparecerá um indivíduo que se acha no direito de lhe julgar. E eu sou um brincalhão (fanfarrão não, Capitão Nascimento! Brincalhão!) e, por isso mesmo, gosto de ver todos ao meu redor felizes e rindo, principalmente se estiverem c/ algum problema. É espontâneo!

Num longínquo post, falei algo vago sobre espontaneidade. Taí algo sobre o qual tenho aprendido bastante. Não que eu seja o primor do ser espontâneo! Não, isso ninguém consegue sem muita prática. Mesmo assim, fico incomodado quando leio algum relato ou ouço uma conversa que gira em torno de “encontrar a pessoa perfeita”. Não sei se alguém já chegou a reparar, mas, quase sempre, uma das qualidades imprescindíveis ao tal indivíduo é ser sincero.

Há uma linha tênue que delimita espontaneidade de sinceridade. E, devido sua complexidade e a falta de tato desses que escrevem, deixemos as definições de lado, por enquanto. Tentemos apenas percebê-la: espontaneamente, ninguém (em sã consciência) sai por aí dizendo a torto e a direito o que sente sobre fulano e ciclano, certo? Por mais belo e romântico (ou, no caso de um desabafo, engraçado e aliviador) que isso possa parecer nos filmes, aqui, na vida real, isso nunca seria bem aceitável, tendo em vista os padrões morais da sociedade ocidental.

Mas por quê?! Por que não posso simplesmente acordar um dia, correr até o portão da minha casa e gritar que estou apaixonado (a) por tal pessoa?! Ou por que não posso mandar meu chefe para aquele lugar num dia considerado normal?! Pode parecer uma reflexão rasa, porém, a resposta está em nós mesmos. E aqui, voltemos a linha tênue do parágrafo anterior: a espontaneidade é bem vista (com restrições, é verdade!) quando o ato/ação limita-se ao universo do ator/atriz; ao incluir outros seres, tudo se transforma, ficando a mercê dos julgamentos alheios. É aí que a sinceridade vira inimiga. Afinal, quem gosta de ouvir uma crítica quanto ao seu comportamento, mesmo esse sendo compatível com a moral e os bons costumes da sua cultura? Acho que ninguém chega a esse ponto de sadismo.

Mahatma Gandhi, perguntado certa vez sobre o que ele achava das qualificações difamatórias que o governo britânico havia lhe atribuído, disse: sempre que estiver numa escolha entre sua consciência e sua reputação, prefira a primeira; sua consciência diz respeito àquilo que você sabe que fez; sua reputação é aquilo que os outros julgam que você fez.

Logo, podemos chegar a conclusão que viver é privar-se. Limitar nossos atos e ações aos moldes que nos são impostos desde cedo. Uma sucessão de desgostos, de restrições, de quereres que não se pode ter. Tudo porque escolhemos viver em sociedade; porque, apesar de dizermos (e até acreditarmos) que somos livres e independentes, sempre dependemos de outras opiniões, respostas, decisões.

Não me julgo competente o bastante para propor uma solução. Se a soubesse, acreditem, seria o (a) primeiro (a) a querer experimentá-la. O que se pode fazer é adaptar-se; moldar seus caminhos e escolhas levando sempre em consideração as muitas variáveis em jogo.

E desconsidere a felicidade e a perfeição, pois ambas são estados imaginários. É tediante ser feliz sempre ou totalmente perfeito. A graça da vida está nos defeitos, nas imperfeições, nos contrastes. Tudo com certo limite, lógico! Ninguém vive só (de preto) o tempo todo. É preciso (descolorir para) apreciar cada momento.


* Post escrito a quatro mãos. Logo, fica sem a assinatura de rotina.


Imagem retirada daqui

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Semana de biblio - Meu agradecimento


Tentei de várias formas pensar em um jeito diferente para começar esse post. Na verdade, eu gostaria que ele fosse diferente por se tratar de uma homenagem a um grupo de pessoas que me ajudou (academicamente falando) a ser uma pessoa melhor.

Nas inúmeras possibilidades que imaginei, cheguei a conclusão que o melhor seria resgatar um dos meus artifícios mais presentes nesse blog em tempos vindouros: um momento flashback, ajudando, assim, a contextualizar minha aterrissagem num evento dessa magnitude.

Foi por acaso. Nem sei bem explicar como entrei nessa organização. No entanto, chega um momento na vida de todos em que nos sentimos tão inúteis que acabamos por aderir a algo revolucionário, algo que nos permita rev(iv)er aquela sensação de utilidade e revolução quando adentramos a faculdade.

Meu caso começou exatos 365 dias atrás, quando o Ilmo. Sr. RD Robinson me chamou para expor a sua ideia de levantar um projeto que se enquadrava perfeitamente na descrição do parágrafo anterior: a criação da empresa júnior da biblio.

O plano começou tímido, mas logo angariou mais voluntários. Não demorou a agregarmos outros projetos, como a recepção promovida aos bixos/2010. Ao final dessa, inclusive, o já citado Sr. RD, provavelmente inebriado pelo sucesso, me fez a proposta que considerei a primordial em toda a minha existência ecana até então: “agora, precisamos pensar na organização da Semana de Biblioteconomia”. Qualquer ser com um histórico parecido ao meu, de sedentarismo acadêmico, certamente, balbuciaria meia dúzia de desculpas e pularia fora.

Porém, e aqui reside a minha maior dúvida, por mais incrível que isso possa parecer, nem cheguei a pensar quando respondi: “considere-me dentro da organização!” Naquele mesmo dia, ao chegar em casa, não me reconheci quando me olhei no espelho. Aquele não podia ser eu!

Aos poucos, foram surgindo mais e mais pessoas interessadas em ajudar. E assim foram reuniões a se perder de vista; discussões através de emails, no corredor do CBD, nos sofás, durante tardes frias no CCSP (ou em bares pelo caminho). Meses de planejamento. Dez dias antes da data programada, surgiram os primeiros sinais de nervosismo, comuns em casos como esse onde impera uma mistura de insegurança, responsabilidade e esperança para que tudo funcione perfeitamente.

Claro que também é normal que surjam imprevistos pelo caminho. Arrisco dizer que são esses os artifícios que realmente separam um grande sucesso de um terrível fracasso. Não esmorecer nesses momentos de desconforto é que demonstra o quão empenhados estamos, dispostos a tudo para não ver pequenos detalhes impedirem o andamento natural das coisas.

Hoje (ou em dezembro ou no ano que vem) eu deixo a biblioteconomia com uma certeza que tentei por muito tempo contestar: seis anos atrás, entrei nesse universo por um motivo ridículo que logo caiu por terra; e, se continuo aqui, o fiz pelo simples fato de conhecer pessoas maravilhosas no decorrer dessa estrada.

Foi, não só uma das melhores semanas da minha vida, mas os dois melhores meses. Ir atrás de palestrantes, tomar decisões, passar por alegrias e tristezas. Enfim, eu gostaria de fazer um agradecimento individual, porém, como ficaria demasiado longo, o farei em conjunto:

* Ao pessoal da organização: Amanda (pelos momentos), Ana (pela sua criatividade inspiradora), Andréa (pela sua postura calma e tranqüila e pelas palavras no seu discurso final), Bia, Carol, Daniel (pela liderança natural), Eva, Fábio & Robson (pelos ensinamentos concisos e muito valiosos), Paloma & Patrícia (pelas conversas, conselhos, palavras de conforto e a amizade que perdurará por muito tempo);

* Menções honrosas: Jonathan (uma das melhores apresentações que vi), Marcela (por me mostrar que estamos sempre enganados quanto aos nossos pré-conceitos), Prof. Moreiro, Gisele Sousa e Robinson (pelo convite e confiança depositada em mim).

Dez anos atrás, numa época mais agitada da minha adolescência, um dos meus melhores amigos me propôs um desafio: escrever o epitáfio perfeito, aquele que melhor resumiria minha passagem pela Terra. Foi difícil. E o resultado final ficou uma bosta. Mas, até hoje, me lembro bem do que ele escreveu:

“Aqui e ali,
Pedaços aos milhares;
Ali e aqui,
Vários pedaços em inúmeros lugares
”.

Algum tempo depois, ele me confessou que, para conseguir escrevê-lo, inspirou-se nas amizades que fez por onde passou. Hoje, sempre que penso nas minhas (poucas), essa frase é a que melhor as define. Como as que fiz durante a organização dessa Semana de Biblio.

Para finalizar, gostaria de citar, na íntegra, uma frase da Patrícia (pelo Twitter) que assino em baixo por sintetizar em poucas linhas tudo que a Semana de Biblio significou para mim e aquilo que julgo, hoje, o ponto primordial desse curso: meus colegas e amigos graduandos.

"A Semana da Biblio tá ótima,organizada, palestras com potencial modificador imenso...mas, confesso: o q mais me deixa feliz qdo chego em casa é a sensação de estreitar laços c/ pessoas q antes eram próximas, agora são tbm conjunto, grupo, coletivo...tô feliz demais #familiabiblio" (@PatHellmanns, 28/09).


H (Obrigado a todos)