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sexta-feira, 11 de março de 2011

Confidentes


Quando estamos a sós, ela e eu, as coisas parecem ficar diferentes. Não quero dizer com isso, ingenuamente, que o mundo todo se transforma. Não. O exterior continua imutável.

O que se transforma mesmo é a nossa relação. Tornamo-nos confidentes. O restante do planeta continua lá, seguindo seu rumo. Contudo, quando estamos juntos, ele não passa disso: o resto.

Com ela, posso desabafar sobre meu dia, meus problemas, minhas angustias. Porém, em nenhum momento ela me prometeu que teria resposta para todos os meus questionamentos. Muitas vezes, faz apenas repetir a mesma frase, sem mudar uma vírgula de lugar: “você já sabe a resposta para isso”.

Poderia achar tudo monótono, chato ao extremo. Mas não. Arrisquei ao dizer, recentemente, que essa parece ser a relação mais igualitária e transformadora de toda a minha (já longa) vida.

Em troca das minhas palavras, ela somente pede a minha fidelidade. Claro que tenho liberdade para escolher nossos encontros, as datas e horários. Ainda assim, mesmo em dias que não estou “no clima”, sinto-me tentado a encontrá-la. Se existe algo que ela aprendeu perfeitamente sobre mim é como me hipnotizar.

Nosso diálogo é franco. Nossos carinhos, sinceros. Deslizo pela sua pele com suavidade. Ela sempre me pede mais, que o nosso contato dure pelo tempo que ficarmos por ali, juntos. Nada de eterno. Apenas o momento. É isso que ela quer e faz questão de me exigir.

Com ela consigo ser o mais transparente. Não preciso usar máscaras, gírias, falsos sentimentos. Por um curto período, sou completo – por estarmos só nós. E, ainda assim, tenho a sensação de que falta algo.

A sensação permanece. Pelo menos, até o nosso próximo encontro... Num fim de tarde, quente e purificante. Ou numa madrugada qualquer, gélida e acolhedora.


H (just do it)

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Semana de biblio - Meu agradecimento


Tentei de várias formas pensar em um jeito diferente para começar esse post. Na verdade, eu gostaria que ele fosse diferente por se tratar de uma homenagem a um grupo de pessoas que me ajudou (academicamente falando) a ser uma pessoa melhor.

Nas inúmeras possibilidades que imaginei, cheguei a conclusão que o melhor seria resgatar um dos meus artifícios mais presentes nesse blog em tempos vindouros: um momento flashback, ajudando, assim, a contextualizar minha aterrissagem num evento dessa magnitude.

Foi por acaso. Nem sei bem explicar como entrei nessa organização. No entanto, chega um momento na vida de todos em que nos sentimos tão inúteis que acabamos por aderir a algo revolucionário, algo que nos permita rev(iv)er aquela sensação de utilidade e revolução quando adentramos a faculdade.

Meu caso começou exatos 365 dias atrás, quando o Ilmo. Sr. RD Robinson me chamou para expor a sua ideia de levantar um projeto que se enquadrava perfeitamente na descrição do parágrafo anterior: a criação da empresa júnior da biblio.

O plano começou tímido, mas logo angariou mais voluntários. Não demorou a agregarmos outros projetos, como a recepção promovida aos bixos/2010. Ao final dessa, inclusive, o já citado Sr. RD, provavelmente inebriado pelo sucesso, me fez a proposta que considerei a primordial em toda a minha existência ecana até então: “agora, precisamos pensar na organização da Semana de Biblioteconomia”. Qualquer ser com um histórico parecido ao meu, de sedentarismo acadêmico, certamente, balbuciaria meia dúzia de desculpas e pularia fora.

Porém, e aqui reside a minha maior dúvida, por mais incrível que isso possa parecer, nem cheguei a pensar quando respondi: “considere-me dentro da organização!” Naquele mesmo dia, ao chegar em casa, não me reconheci quando me olhei no espelho. Aquele não podia ser eu!

Aos poucos, foram surgindo mais e mais pessoas interessadas em ajudar. E assim foram reuniões a se perder de vista; discussões através de emails, no corredor do CBD, nos sofás, durante tardes frias no CCSP (ou em bares pelo caminho). Meses de planejamento. Dez dias antes da data programada, surgiram os primeiros sinais de nervosismo, comuns em casos como esse onde impera uma mistura de insegurança, responsabilidade e esperança para que tudo funcione perfeitamente.

Claro que também é normal que surjam imprevistos pelo caminho. Arrisco dizer que são esses os artifícios que realmente separam um grande sucesso de um terrível fracasso. Não esmorecer nesses momentos de desconforto é que demonstra o quão empenhados estamos, dispostos a tudo para não ver pequenos detalhes impedirem o andamento natural das coisas.

Hoje (ou em dezembro ou no ano que vem) eu deixo a biblioteconomia com uma certeza que tentei por muito tempo contestar: seis anos atrás, entrei nesse universo por um motivo ridículo que logo caiu por terra; e, se continuo aqui, o fiz pelo simples fato de conhecer pessoas maravilhosas no decorrer dessa estrada.

Foi, não só uma das melhores semanas da minha vida, mas os dois melhores meses. Ir atrás de palestrantes, tomar decisões, passar por alegrias e tristezas. Enfim, eu gostaria de fazer um agradecimento individual, porém, como ficaria demasiado longo, o farei em conjunto:

* Ao pessoal da organização: Amanda (pelos momentos), Ana (pela sua criatividade inspiradora), Andréa (pela sua postura calma e tranqüila e pelas palavras no seu discurso final), Bia, Carol, Daniel (pela liderança natural), Eva, Fábio & Robson (pelos ensinamentos concisos e muito valiosos), Paloma & Patrícia (pelas conversas, conselhos, palavras de conforto e a amizade que perdurará por muito tempo);

* Menções honrosas: Jonathan (uma das melhores apresentações que vi), Marcela (por me mostrar que estamos sempre enganados quanto aos nossos pré-conceitos), Prof. Moreiro, Gisele Sousa e Robinson (pelo convite e confiança depositada em mim).

Dez anos atrás, numa época mais agitada da minha adolescência, um dos meus melhores amigos me propôs um desafio: escrever o epitáfio perfeito, aquele que melhor resumiria minha passagem pela Terra. Foi difícil. E o resultado final ficou uma bosta. Mas, até hoje, me lembro bem do que ele escreveu:

Aqui e ali,
Pedaços aos milhares;
Ali e aqui,
Vários pedaços em inúmeros lugares
”.

Algum tempo depois, ele me confessou que, para conseguir escrevê-lo, inspirou-se nas amizades que fez por onde passou. Hoje, sempre que penso nas minhas (poucas), essa frase é a que melhor as define. Como as que fiz durante a organização dessa Semana de Biblio.

Para finalizar, gostaria de citar, na íntegra, uma frase da Patrícia (pelo Twitter) que assino em baixo por sintetizar em poucas linhas tudo que a Semana de Biblio significou para mim e aquilo que julgo, hoje, o ponto primordial desse curso: meus colegas e amigos graduandos.

"A Semana da Biblio tá ótima,organizada, palestras com potencial modificador imenso...mas, confesso: o q mais me deixa feliz qdo chego em casa é a sensação de estreitar laços c/ pessoas q antes eram próximas, agora são tbm conjunto, grupo, coletivo...tô feliz demais #familiabiblio" (@PatHellmanns, 28/09).


H (Obrigado a todos)

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Ao Natal


Buenas, people!
Como o Agamenon não conseguiu preparar nada específico para essa data, ele me pediu para tentar montar um ranking com alguns indicações de filmes para esse dia. Mas, como não sou tão cinéfila assim e, como bem sabemos, a grande maioria dos filmes com temas natalinos são uma bela porcaria, resolvi apenas postar (ainda me acostumo com esse verbo! hehe) dois vídeos que encontrei no Youtube e me fizeram recordar bons tempos de natais passados, quando eu ainda tinha uma certa ilusão prazerosa, reservada especialmente para esse dias.

O Natal deixou de ser meu feriado favorito no ano há muito tempo! Até meus 14 anos, provavelmente devido aquela blindagem familiar, típica de cidades interioranas, eu via meu mundo como um lindo e perfeito avançar de dias. Sem maiores preocupações, sendo a filha perfeita que meus pais tanto queriam. Mas ninguém consegue viver de ilusões para sempre. Logo você percebe que existe uma gama muito variada de coisas externas ao seu mundo que merecem ser experimentadas.

Porém, parece que essas férias forçadas na casa dos meus pais, aqui em Lins (quem não conhece, eu indico. É uma cidade belíssima!), têm me ajudado a resgatar um pouco das minhas ilusões e alegrias dessa época. Por isso, depois de procurar um pouco no Youtube, encontrei dois vídeos que me lembram e muito essa época. O primeiro é o clipe da música "Last Christmas", da banda Wham!. Eu era fascinada pelo estilo deles. E, era apaixonada pelo George Michael! hehe Bom, já o segundo, é de uma propaganda que, apesar de altamente capitalista, ainda me provoca arrepios sempre que vejo. Enjoy:







Bom, acho que posso dizer em nome do Agamenon, que desejo a todos vocês que acompanham o blog dele um Feliz Natal.. sempre prevalecendo a essência desse dia, a ideia do surgimento de alguém que não se julgava melhor que todos, mas que, justamente por esse comportamento, o era de verdade.


BeKa Ruiz

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Ao melhor ser de todos os seres



Um dos mais antigos lugares-comum que existe diz que "uma andorinha só não faz verão". Junte a esse o tão antigo quanto "a união faz a força" e você saberá o que aconteceu nesse mais recente terça-feira (1º de setembro).

Para algumas pessoas (eu incluso!) a comemoração de mais um ano de vida não chega a ter aquela graça característica dos anos de ouro para realmente ser levada ao pé da letra. Inclua aí os gastos, aquela tarefa quase sempre inglória de, primeiramente, se lembrar de todas as pessoas que gostaria de chamar, e, depois, mandar e-mail a todos, mesmo tendo a certeza que boa parte nem se dará ao trabalho de lê-lo.

Abrirei um parêntese aqui (só um momento de graça): no aniversário mais recente da minha "véia", quando fui cumprimentá-la, ela já foi falando "nem precisa me desejar parabens!"; "mas por que, mãe?!"; ela se sentou e, depois de soltar um suspiro disse "porque eu estou cansada de fazer aniversário!" rsrs

Bom, passado o momento piada, voltemos a nossa programação: como todos sabem, existem pessoas e pessoas. E, como só a biblioteconomia poderia exigir, temos esses seres exclusivos, de atitudes únicas, inimitáveis da unha do dedão ao pensamento mais obscuro. Entre eles, não querendo minimizar ninguém, posso destacar (sem sombra de dúvidas!) o melhor de todos: senhorita (por enquanto! rsrs) Luciana Meira (foto).

Esse "ser" iluminado acabou de completar mais uma volta em torno do Sol. Quantas, ao todo?! Sinceramente não sei. Mas, quando se trata de Luciana Meira, isso não importa. Como diz aquele ou lugar-comum, ela "é igual ao vinho; fica cada vez melhor com o passar do tempo" ;)

Só ela para conseguir juntar uma turma de biblio tão diversificada. Com suas piadas e imitações, frases de efeito e gestos (!!!) de maiores efeitos ainda.

Conheci essa maravilha no meu 2º semestre do curso e, quatro anos depois, minha admiração e pseudo-paixão por ela só aumentaram. Infelizmente, as pessoas não agem mais assim, com uma espontaneidade simples, capaz de cativar até os "patrimônios" do nosso alfabeto (rsrs).

Para finalizar, só posso dizer: obrigado, Lu! Como já havia lhe dito, momentos como esse são os responsáveis por deixar meu astral nas alturas.. mesmo com escolha de mão! rs

H (que morango gostoso! rs)

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Receita de um dia feliz



Ingredientes:
* Sua música favorita (a gosto)
* Uma revista interessante (ou "Super" interessante.. rs)
* Uma pessoa lindíssima (e, até então, desconhecida!)
* Um comentário perfeito (da parte dela dirigido a você)
* E você, claro!

Modo de preparo:
Misture todos os ingredientes durante 20, 25 minutos dentro de um ônibus vazio. Engate uma conversa sobre um tema geral, finalize com uma pitada de humor e pronto. Sirva logo em seguida.

Conseqüências:
Um sorriso tímido; um beijo na bochecha (quaaaaase!!! rs) e um sorriso de orelha a orelha pelo resto do dia.

Benefícios a curto prazo:
A troca de uma seqüência de oito números e de um endereço de e-mail com final “@hotmail.com”.

Benefícios a longo prazo:
Ainda não sei. Mas, quando souber, aviso vocês.. rs



H (Como diria o Ross: "peguei uma colher")

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Prêmio Top Blog


Se vocês repararam bem na estrutura do blog, viram que adicionei um gadget aqui na barra à direita. E esse é um dos mais importantes para mim. Vou explicar como foi que tudo aconteceu.

Algumas semanas atrás, um amigo que me ajudou num post (e q, aliás, ainda não sei porque nunca comenta nenhum deles! rs) me falou sobre o prêmio Top Blog. Nem dei muita bola para o fato. Mas hoje, exatamente hoje, assim que abri minha caixa de emails do Gmail, reparei numa mensagem do site da premiação. Logo que o abri, vibrei como criança. De tão descrente que fiquei na hora, precisei pedir para alguém que estava por perto ler o email para mim. E, adivinhem?! O Fantástico Mundo do H está no páreo! Na categoria de Melhor blog de Cultura.

Fui convidado a participar da votação popular, que começa no dia 04/05 e se encerra no dia 11/08. Sei que é pedir demais, inclusive para aqueles que me acompanharam até aqui. Porém, gostaria muito de poder contar com a ajuda de todos.

Divulguem, comentem, critiquem e, principalmente, não deixem de votar. Prometo me esmerar cada vez mais para manter 'o meu mundo' (que, na verdade, pertence a todos que me cercam) sempre atualizado e bem estruturado, trazendo assuntos variados e interessantes.

Conto com vocês...


H (Obrigado a todos que me fizeram chegar até aqui!)

* imagem retirado do Blog da Evangelista