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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Os caçadores das optativas perdidas


Fim de faculdade é foda! Depois de tantos dias “mofando” das aulas, começa a desesperada corrida atrás das optativas. Termo que não condiz em nada com seu real significado, já que somos OBRIGADOS a cumpri-las.

E ontem, numa noite chuvosa dentro da USP, fiz minha peregrinação, atirando para todos os lados, procurando optativas em todos os cantos. Quase tudo em vão. Também, quem mandou passar 8 semestres sem fazer uma única optativa?! Agora tenho que correr atrás do tempo perdido, desperdiçado em descansos e procrastinações às sextas-feiras.

Mas o pior mesmo é não poder contar com a boa vontade das pessoas. Não conseguir um mínimo de ajuda possível de quem, como eu, já passou por isso. Pois é, hoje precisei me humilhar a ponto de pedir à minha chefe um acordo de horário no meu trabalho para fazer uma optativa que fiz requerimento (ou seja, nem sei se vou conseguir pegá-la!) na FFLCH no período da tarde. Claro que a idéia de compensação que eu tinha não era a mesma que ela tinha. Talvez seja esse o motivo de eu estar ainda mais revoltado comigo mesmo por ter deixado a correria pelas optativas para os últimos semestres e, por conseguinte, o stress resultante disso.
Não gosto muito de ter que pedir ajuda para certas pessoas. Principalmente se em alguma outra situação elas já se mostraram indispostas a cooperar. Como eu disse no post anterior sobre fracassos, a vontade que surge é a de desistir de tudo e tomar outro rumo. Mas isso, como eu já disse, é instinto. O meu, pelo menos, é assim. Sei que preciso mudar esse meu jeito de agir e pensar. Mas fico frustrado com a falta de vontade e colaboração de alguns seres.
Por outro lado, não tenho o direito de reclamar tanto, já que estou pedindo para alguém “tapar” uma brecha que eu mesmo deixei. Mas ainda fica o desânimo e a frustração. Não vejo logo a hora de acabar essa merda e me livrar de vez dessa enfadonha carreira que escolhi.
Hoje a peregrinação continua. O Ronaldo que me aguente!
H ("Run.. run for your life!")

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Universo desconhecido - post convidado

O nosso querido corredor.. a parte que nos cabe nesse latifúndio

Depois de anos de cursinho, de prestar de Educação Física a História na FUVEST, resolvi me dar uma última chance e prestei Biblioteconomia. Quando passei, quase tive um ataque cardíaco (acho que foi tipo a sensação de ter ganhado na loteria) afinal foram tantas tentativas...

Como todo bom calouro, eu tava perdidinha da silva, só conhecia de fato a FFLCH e olhe lá. Por sorte minha amiga de cursinho de muitos anos, Rosana, também passou (Ciências Contábeis – FEA), então não estava sozinha nesse novo mundo que é a Universidade.

O dia da matrícula foi demais, claro que passei pelo trote. Me senti uma tela de pintura, trocentas pinceladas, tinta pra todos os lados e com o passar das horas a tinta secou e começou a rachar (afinal o calor era de arrebentar!) imagine a beleza! Ali tive contato com alguns veteranos, mas eram tantos veteranos de todos os cursos da ECA que eu não identifiquei bem quem era de Biblio.

Agora sim, o “primeiro” dia de aula! Pegar o ônibus USP/Barra Funda (hoje Terminal Lapa) para ir até a universidade era muito especial pra mim, parece bobo, mas muitas pessoas sonham com diversas coisas, em realizações, em conquistas, o meu era passar no vestibular da FUVEST. Eu lembro que via o ônibus USP passar e pensava comigo “um dia vou pegar esse ônibus todos os dias!”, pois é, tinha conseguido.

Claro que eu e a Rosana resolvemos ir juntas, no ônibus ela me apresentou uma amiga que por sorte era aluna de Biblio! Aline, a primeira veterana que conheci, estava um ano na minha frente e foi ela que me apresentou a ECA, o CBD e me explicou quem eram aqueles professores no quadro de aulas com quem passaria o semestre, além de me apresentar também a mais três veteranas: Priscila, Laura e Marília que me receberam muito bem.

Como só conhecia a FFLCH, quando entrei no departamento de biblio, estranhei bastante. Era muito bem decorado, com uns sofás verdes, mesinha de centro, mesinhas laterais com vidro e banquetinhas tipo puffs. Percebi que era ali que eu iria conhecer outros companheiros de curso, pois os sofás eram, e ainda são, o ponto de encontro dos alunos do CBD. Neste local conheci a primeira pessoa da minha sala, Camila (que infelizmente desistiu do curso) e juntas passamos a explorar mais a ECA, as “Quintas & Breja”, a Dona Ermínia, etc.

Como boa bixete, é lógico que no primeiro dia de aula, estava eu com minha mochila, cadernos, dinheiro para xerox e tudo mais, foi então que descobri que na primeira semana de “aula”, não havia aula e sim recepção para os calouros, com muita festa, palestras e eventos o dia todo na Universidade. Participei de alguns, e para fechar a semana fiquei na minha primeira festa na Universidade, uma espécie de quermesse na Praça do Relógio, com barracas de comes e bebes e muita música em um palco montado bem no centro da Praça. Encontrei ali amigos que já estudavam na universidade e os que passaram comigo no vestibular, foi de fato muito, mas muito bacana.

Primeiro dia de aula, agora sim! Nossa que ansiedade, o desconhecido nos gera um medo muito estranho, medo de não dar conta do recado, de como seriam meus colegas de sala, de como seriam os professores, de como seria o curso (mesmo porque, pra quem não sabe, prestei Biblioteconomia com a plena consciência de que não ficaria no curso, faria transferência interna para História no mês de julho e iria para a FFLCH, detalhe, naquele ano abriram, se não me engano, 47 vagas para a História, estava no papo, porém bastou cursar um semestre para ver que na Biblio eu teria mais futuro, sendo uma área que carece de profissionais, é interdisciplinar e fora os amigos queridos que fiz). Se não me engano a aula era de Fundamentos em Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação com o professor Fernando Modesto. Lembro que ele quis conhecer a turma, então conforme o pessoal ia se apresentando, percebi que muitos já tinham sido alunos da USP em outros cursos, em outras unidades, aí bateu o medo, será que eu conseguiria acompanhar esse povo? Será que eram legais? Eram nerds chatos? Mas a amizade e o companheirismo tomaram o lugar do medo e com o passar dos anos adquiri um carinho especial por todos da sala, uns ficaram mais chegados, amigos que pretendo levar pela a vida a fora.

Hoje estou praticamente no último ano, logo será minha despedida da Universidade de São Paulo, porém a sensação dos primeiros dias sempre é reavivada na semana de recepção dos bixos, onde vejo a felicidade no rosto da garotada que passou, a vontade de aproveitar tudo que a universidade tem a oferecer, de conhecer o campus, da expectativa de uma nova fase. Mas uma coisa é certa, sou feliz por ter tido a oportunidade de usufruir da Cidade Universitária, da diversão ao compromisso das aulas e do estágio, coisa que infelizmente grande parte dos alunos não consegue. É como dizem, uma vez aluno da USP sempre você terá um pouquinho dela em você. Sentirei saudades e levarei ótimas lembranças de uma das fases mais importantes da minha vida.

Juliana Almeida (vulgo, Jujuba.. rs)


H (good memories)

* Imagem retirada do Flickr do Cabieca

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

(A censura) nos tempos da vida digital...


Apesar do fim que levou (e sabendo que esse post pode ser censurado a qualquer momento! rs), vale ressaltar a importância que a liberdade nossa de cada dia tem para nos proporcionar as pequenas alegrias do dia-a-dia. Que digam os monges do Tibete!


Parece óbvio o que eu acabei de escrever agora, mas é importante. E aqui fica meu desabafo. Tomarei cuidado para que "eles" nunca mais me encontrem (rsrs).


Porém, nunca desistirei... a verdade deve sempre prevalecer! "A lição fica; com a ferida aberta, o efeito é contínuo. [...] só nos engrandece" (M. F.)



H (aprendendo a errar! rs)



Obs.: Obrigado "ser", por estragar minha graça! rsrs (brincadeira).. "afasta de mim esse cálice!"