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sábado, 2 de abril de 2011
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Discussões biblioteconômicas
O que cinco anos de inanição não são capazes de fazer com uma mente hiperativa num corpo sedentário?!
Nessa época de férias escolares, enquanto me recordo que falta pouco tempo para a volta das minhas aulas, além do fato de esse ser o meu (provável) último ano de faculdade, sinto uma tristeza porque me lembro do início.
Me senti tão deslocado, demorando mais que o aceitável para me enturmar, que ficou difícil apreciar as inúmeras possibilidades que a faculdade e o curso ofereciam. Nada de EREBDs, ENEBDs, CEPEUSP, Bandeijão etc. Quinta & Breja?! Vinte, trinta minutos no máximo!
Meus veteranos, pessoas que poderiam tornar tais eventos mais simples e presentes em minha vida acadêmica, nem sequer me recepcionaram.
E, talvez, por vontade de fazer a diferença, unida a essa sensação de chegar ao fim da empreitada sem orgulho de nada, olhando pelo caminho percorrido e pensando "será que eu fiz algo para ser lembrado ou, ao menos, digno de lembrança?", resolvi então participar, recentemente, de um grupo de "veteranos" que, entre outras coisas, estão empenhados em garantir uma boa recepção aos novos alunos do curso.
É estranho se sentir ainda útil, apesar da "alta quilometragem" adquirida. Discutir palestras, monitorar eventos, mobilizar outras pessoas, debater decisões importantíssimas etc. Se eu soubesse como era se sentir assim desde o começo, teria feito parte dessa "biblio-família" a mais tempo.
H (just in time)
domingo, 27 de dezembro de 2009
O roteiro de viagem e os cartões postais
O descanso acabou. Depois de definido o roteiro de viagem, é chegada a hora de explorar os locais marcados como relevantes. Isso exige uma pesquisa de campo. Muitas vezes, e dizendo ninguém acredita, me sinto como um arqueólogo no seu primeiro dia num sítio recém descoberto.
Não há mais tempo a perder com distrações! É um momento de correria, quando precisamos visitar todos os lugares para, posteriormente, relatar de maneira sucinta o que pode ser depreendido desse e/ou daquele ponto. Como acontece num cartão postal: uma foto ilustra as belezas naturais e/ou culturais do lugar; virando-o, ainda temos um pequeno espaço separado para breves comentários, sensações, destaques e o que mais remeter àquele local específico.
Na verdade, tudo isso deveria ser feito com calma, utilizando preciosamente o tempo disponível. Porém, o descanso à beira da estrada durou (menos que o necessário, porém) mais do que o previsto: estava tudo muito bom; a paisagem era belíssima, a brisa matinal, reconfortante.
O empecilho da corrida só me trouxe uma certeza: no futuro, não poderá haver mais pausas inusitadas. As únicas possíveis serão as programadas, reservadas apenas para coletar mais cartões postais e continuar a fazer explorações. Quem sabe, eu não encontro uma nova espécie?!
H (corri, mas entreguei!)
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
O molhado da chuva

Nesses últimos dias, tenho me sentido como um grande (nem tanto assim, já que só meço 1,67m) ponto de interrogação ambulante.
Durante dois dias, fui abordado com a mesma questão feita por 4 pessoas diferentes: “você se imagina trabalhando como bibliotecário?”. Juro que comecei a ouvir o som de grilos nas duas primeiras vezes. Fui pego totalmente de surpresa. Apesar de já ter refletido sobre isso algumas vezes, graças aos meus colegas de sala, nunca havia chegado a um consenso, um denominador comum que pudesse desanuviar o aspecto turvo que tal pergunta sempre me remeteu.
Já houve vezes em que a resposta sairia com um “sim” quase inconseqüente, sem um diagnóstico pormenorizado; em outras, contando com o auxílio de uma apreciação prévia do assunto, o retorno seria um “talvez”, seguido de ressalvas tão contraditórias que me perseguiriam por grande parte do curso (como realmente aconteceu! rs), me deixando ainda mais confuso sobre a minha “decisão” de ter assinalado Biblioteconomia no meu comprovante de inscrição para a Fuvest.
Vocês devem estar muito curiosos para saber qual (is) foi (ram) a (s) minha (s) resposta (s) para essa questão vital, responsável por reger toda a minha malograda vida acadêmica. Agüentem mais um pouco, afinal, meu curso tem sido um tema tão constante nesse blog (até parece!) que falar sobre minhas imprecisões com relação a ele já está se tornando praxe.
Coloquem-se no meu lugar: e se vocês fizessem um curso que é visto ainda ancorado a idéia de todo e qualquer serviço relacionado a uma biblioteca, pouco conhecido e divulgado, de fácil picaretagem e traumática assimilação acadêmica, com constantes reflexões associadas como infrutíferas, o que vocês responderiam? Calma, não respondam ainda! Somem tudo isso que já “disse” ao fato de não ter sido uma escolha sóbria, refletida com base em anos e mais anos de testes vocacionais, mas sim, uma opção reflexiva, selecionada ao acaso sem um embasamento e/ou pensamento futuro.
A verdade, é que não soube o que responder nas duas primeiras vezes em que fui questionado. Na terceira sabatinada, apenas disse, secamente, que não. Até ensaiei uma piada violeira, remetendo às minhas lembranças sobre uma ilustre (!) formanda de biblio, só para não parecer arrogante ou indeciso.
Porém, na quarta vez, não enrolei muito e simplesmente disse: "ah, se arrependimento matasse..."
H (desistir agora não dá mais!)
quarta-feira, 25 de março de 2009
O silêncio bate a nossa porta

Falar do que não sabemos é mais tentador do que ficar calado. E generalizar é mais fácil do que procurar saber a verdadeira realidade.
Hoje, como todo dia, não consegui pegar o jornal Metro. Mas, como é um jornal gratuito, sempre dou um jeito de pegar emprestado de alguém para me manter informado. E assim foi. A leitura estava transcorrendo bem até que cheguei na penúltima página, na coluna do Luis Antonio Giron. De longe, o título já me chamou muito a atenção: “O fim das bibliotecas municipais”. Fiz questão de lê-la três vezes para me certificar que entendi o que ele estava relatando.
Hoje, como todo dia, não consegui pegar o jornal Metro. Mas, como é um jornal gratuito, sempre dou um jeito de pegar emprestado de alguém para me manter informado. E assim foi. A leitura estava transcorrendo bem até que cheguei na penúltima página, na coluna do Luis Antonio Giron. De longe, o título já me chamou muito a atenção: “O fim das bibliotecas municipais”. Fiz questão de lê-la três vezes para me certificar que entendi o que ele estava relatando.
O jornalista contou um caso específico (o seu, claro!) sobre uma determinada biblioteca municipal, que ele acertadamente fez questão de não deixar claro qual era. No seu momento "nostalgia", como ele mesmo diz, relata a sua volta, depois de longos anos, a biblioteca que já tinha sido seu refúgio inúmeras vezes. As lembranças que ainda estavam frescas de tempos que não voltam, etc.
Porém, numa parte, sobre a época presente, Luis Antonio fala como foi o tratamento que recebeu durante seu retorno triunfante. Como sempre, e aqui entra a frase inicial desse post, a generalização foi o melhor que ele conseguiu fazer ao se referir a "bibliotecária" que o atendeu. O olhar sanguinário, pouco convidativo, as perguntas 'no-sense' dirigidas a um usuário que apenas resolveu passar por ali. Um estereótipo, uma imagem de falta de ação e animosidade que já virou praxe para nossa área biblioteconômica.
Fico chateado com isso. Certo que os jornais gratuitos ainda são uma novidade para o cotidiano brasileiro. Fica difícil até de saber seu alcance, justamente pela gratuidade do material. Mas, mesmo assim, é um formador de opinião como qualquer jornal. A maneira como ele relata um caso ISOLADO faz parecer que em todas as outras bibliotecas municipais acontece exatamente a mesma coisa. E ainda encerrar dizendo que não é à toa que a prefeitura quer fechar grande parte delas?!
Claro que não estou absolvendo a culpa que cabe a nós, profissionais e futuros-profissionais de biblio, na situação atual das bibliotecas municipais e públicas. Mas ajudaria muito saber o que realmente acontece com elas, Luis Antonio!
Sempre que fiz uso de alguma biblioteca municipal/pública, fui bem atendido, com cortesia e atenção. Não as frequento já faz um bom tempo. Mas, hoje, trabalhando numa biblioteca, percebo o quão estressando pode ser o dia-a-dia numa. Como eu disse, é fácil falar sem conhecimento de causa. Ainda vou falar mais sobre isso..
H (Por que todo jornalista se acha dono da verdade?!)
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Os caçadores das optativas perdidas

Fim de faculdade é foda! Depois de tantos dias “mofando” das aulas, começa a desesperada corrida atrás das optativas. Termo que não condiz em nada com seu real significado, já que somos OBRIGADOS a cumpri-las.
E ontem, numa noite chuvosa dentro da USP, fiz minha peregrinação, atirando para todos os lados, procurando optativas em todos os cantos. Quase tudo em vão. Também, quem mandou passar 8 semestres sem fazer uma única optativa?! Agora tenho que correr atrás do tempo perdido, desperdiçado em descansos e procrastinações às sextas-feiras.
Mas o pior mesmo é não poder contar com a boa vontade das pessoas. Não conseguir um mínimo de ajuda possível de quem, como eu, já passou por isso. Pois é, hoje precisei me humilhar a ponto de pedir à minha chefe um acordo de horário no meu trabalho para fazer uma optativa que fiz requerimento (ou seja, nem sei se vou conseguir pegá-la!) na FFLCH no período da tarde. Claro que a idéia de compensação que eu tinha não era a mesma que ela tinha. Talvez seja esse o motivo de eu estar ainda mais revoltado comigo mesmo por ter deixado a correria pelas optativas para os últimos semestres e, por conseguinte, o stress resultante disso.
Não gosto muito de ter que pedir ajuda para certas pessoas. Principalmente se em alguma outra situação elas já se mostraram indispostas a cooperar. Como eu disse no post anterior sobre fracassos, a vontade que surge é a de desistir de tudo e tomar outro rumo. Mas isso, como eu já disse, é instinto. O meu, pelo menos, é assim. Sei que preciso mudar esse meu jeito de agir e pensar. Mas fico frustrado com a falta de vontade e colaboração de alguns seres.
Por outro lado, não tenho o direito de reclamar tanto, já que estou pedindo para alguém “tapar” uma brecha que eu mesmo deixei. Mas ainda fica o desânimo e a frustração. Não vejo logo a hora de acabar essa merda e me livrar de vez dessa enfadonha carreira que escolhi.
Hoje a peregrinação continua. O Ronaldo que me aguente!
H ("Run.. run for your life!")
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Universo desconhecido - post convidado
Depois de anos de cursinho, de prestar de Educação Física a História na FUVEST, resolvi me dar uma última chance e prestei Biblioteconomia. Quando passei, quase tive um ataque cardíaco (acho que foi tipo a sensação de ter ganhado na loteria) afinal foram tantas tentativas...
Como todo bom calouro, eu tava perdidinha da silva, só conhecia de fato a FFLCH e olhe lá. Por sorte minha amiga de cursinho de muitos anos, Rosana, também passou (Ciências Contábeis – FEA), então não estava sozinha nesse novo mundo que é a Universidade.
O dia da matrícula foi demais, claro que passei pelo trote. Me senti uma tela de pintura, trocentas pinceladas, tinta pra todos os lados e com o passar das horas a tinta secou e começou a rachar (afinal o calor era de arrebentar!) imagine a beleza! Ali tive contato com alguns veteranos, mas eram tantos veteranos de todos os cursos da ECA que eu não identifiquei bem quem era de Biblio.
Agora sim, o “primeiro” dia de aula! Pegar o ônibus USP/Barra Funda (hoje Terminal Lapa) para ir até a universidade era muito especial pra mim, parece bobo, mas muitas pessoas sonham com diversas coisas, em realizações, em conquistas, o meu era passar no vestibular da FUVEST. Eu lembro que via o ônibus USP passar e pensava comigo “um dia vou pegar esse ônibus todos os dias!”, pois é, tinha conseguido.
Claro que eu e a Rosana resolvemos ir juntas, no ônibus ela me apresentou uma amiga que por sorte era aluna de Biblio! Aline, a primeira veterana que conheci, estava um ano na minha frente e foi ela que me apresentou a ECA, o CBD e me explicou quem eram aqueles professores no quadro de aulas com quem passaria o semestre, além de me apresentar também a mais três veteranas: Priscila, Laura e Marília que me receberam muito bem.
Como só conhecia a FFLCH, quando entrei no departamento de biblio, estranhei bastante. Era muito bem decorado, com uns sofás verdes, mesinha de centro, mesinhas laterais com vidro e banquetinhas tipo puffs. Percebi que era ali que eu iria conhecer outros companheiros de curso, pois os sofás eram, e ainda são, o ponto de encontro dos alunos do CBD. Neste local conheci a primeira pessoa da minha sala, Camila (que infelizmente desistiu do curso) e juntas passamos a explorar mais a ECA, as “Quintas & Breja”, a Dona Ermínia, etc.
Como boa bixete, é lógico que no primeiro dia de aula, estava eu com minha mochila, cadernos, dinheiro para xerox e tudo mais, foi então que descobri que na primeira semana de “aula”, não havia aula e sim recepção para os calouros, com muita festa, palestras e eventos o dia todo na Universidade. Participei de alguns, e para fechar a semana fiquei na minha primeira festa na Universidade, uma espécie de quermesse na Praça do Relógio, com barracas de comes e bebes e muita música em um palco montado bem no centro da Praça. Encontrei ali amigos que já estudavam na universidade e os que passaram comigo no vestibular, foi de fato muito, mas muito bacana.
Primeiro dia de aula, agora sim! Nossa que ansiedade, o desconhecido nos gera um medo muito estranho, medo de não dar conta do recado, de como seriam meus colegas de sala, de como seriam os professores, de como seria o curso (mesmo porque, pra quem não sabe, prestei Biblioteconomia com a plena consciência de que não ficaria no curso, faria transferência interna para História no mês de julho e iria para a FFLCH, detalhe, naquele ano abriram, se não me engano, 47 vagas para a História, estava no papo, porém bastou cursar um semestre para ver que na Biblio eu teria mais futuro, sendo uma área que carece de profissionais, é interdisciplinar e fora os amigos queridos que fiz). Se não me engano a aula era de Fundamentos em Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação com o professor Fernando Modesto. Lembro que ele quis conhecer a turma, então conforme o pessoal ia se apresentando, percebi que muitos já tinham sido alunos da USP em outros cursos, em outras unidades, aí bateu o medo, será que eu conseguiria acompanhar esse povo? Será que eram legais? Eram nerds chatos? Mas a amizade e o companheirismo tomaram o lugar do medo e com o passar dos anos adquiri um carinho especial por todos da sala, uns ficaram mais chegados, amigos que pretendo levar pela a vida a fora.
Hoje estou praticamente no último ano, logo será minha despedida da Universidade de São Paulo, porém a sensação dos primeiros dias sempre é reavivada na semana de recepção dos bixos, onde vejo a felicidade no rosto da garotada que passou, a vontade de aproveitar tudo que a universidade tem a oferecer, de conhecer o campus, da expectativa de uma nova fase. Mas uma coisa é certa, sou feliz por ter tido a oportunidade de usufruir da Cidade Universitária, da diversão ao compromisso das aulas e do estágio, coisa que infelizmente grande parte dos alunos não consegue. É como dizem, uma vez aluno da USP sempre você terá um pouquinho dela em você. Sentirei saudades e levarei ótimas lembranças de uma das fases mais importantes da minha vida.
Como todo bom calouro, eu tava perdidinha da silva, só conhecia de fato a FFLCH e olhe lá. Por sorte minha amiga de cursinho de muitos anos, Rosana, também passou (Ciências Contábeis – FEA), então não estava sozinha nesse novo mundo que é a Universidade.
O dia da matrícula foi demais, claro que passei pelo trote. Me senti uma tela de pintura, trocentas pinceladas, tinta pra todos os lados e com o passar das horas a tinta secou e começou a rachar (afinal o calor era de arrebentar!) imagine a beleza! Ali tive contato com alguns veteranos, mas eram tantos veteranos de todos os cursos da ECA que eu não identifiquei bem quem era de Biblio.
Agora sim, o “primeiro” dia de aula! Pegar o ônibus USP/Barra Funda (hoje Terminal Lapa) para ir até a universidade era muito especial pra mim, parece bobo, mas muitas pessoas sonham com diversas coisas, em realizações, em conquistas, o meu era passar no vestibular da FUVEST. Eu lembro que via o ônibus USP passar e pensava comigo “um dia vou pegar esse ônibus todos os dias!”, pois é, tinha conseguido.
Claro que eu e a Rosana resolvemos ir juntas, no ônibus ela me apresentou uma amiga que por sorte era aluna de Biblio! Aline, a primeira veterana que conheci, estava um ano na minha frente e foi ela que me apresentou a ECA, o CBD e me explicou quem eram aqueles professores no quadro de aulas com quem passaria o semestre, além de me apresentar também a mais três veteranas: Priscila, Laura e Marília que me receberam muito bem.
Como só conhecia a FFLCH, quando entrei no departamento de biblio, estranhei bastante. Era muito bem decorado, com uns sofás verdes, mesinha de centro, mesinhas laterais com vidro e banquetinhas tipo puffs. Percebi que era ali que eu iria conhecer outros companheiros de curso, pois os sofás eram, e ainda são, o ponto de encontro dos alunos do CBD. Neste local conheci a primeira pessoa da minha sala, Camila (que infelizmente desistiu do curso) e juntas passamos a explorar mais a ECA, as “Quintas & Breja”, a Dona Ermínia, etc.
Como boa bixete, é lógico que no primeiro dia de aula, estava eu com minha mochila, cadernos, dinheiro para xerox e tudo mais, foi então que descobri que na primeira semana de “aula”, não havia aula e sim recepção para os calouros, com muita festa, palestras e eventos o dia todo na Universidade. Participei de alguns, e para fechar a semana fiquei na minha primeira festa na Universidade, uma espécie de quermesse na Praça do Relógio, com barracas de comes e bebes e muita música em um palco montado bem no centro da Praça. Encontrei ali amigos que já estudavam na universidade e os que passaram comigo no vestibular, foi de fato muito, mas muito bacana.
Primeiro dia de aula, agora sim! Nossa que ansiedade, o desconhecido nos gera um medo muito estranho, medo de não dar conta do recado, de como seriam meus colegas de sala, de como seriam os professores, de como seria o curso (mesmo porque, pra quem não sabe, prestei Biblioteconomia com a plena consciência de que não ficaria no curso, faria transferência interna para História no mês de julho e iria para a FFLCH, detalhe, naquele ano abriram, se não me engano, 47 vagas para a História, estava no papo, porém bastou cursar um semestre para ver que na Biblio eu teria mais futuro, sendo uma área que carece de profissionais, é interdisciplinar e fora os amigos queridos que fiz). Se não me engano a aula era de Fundamentos em Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação com o professor Fernando Modesto. Lembro que ele quis conhecer a turma, então conforme o pessoal ia se apresentando, percebi que muitos já tinham sido alunos da USP em outros cursos, em outras unidades, aí bateu o medo, será que eu conseguiria acompanhar esse povo? Será que eram legais? Eram nerds chatos? Mas a amizade e o companheirismo tomaram o lugar do medo e com o passar dos anos adquiri um carinho especial por todos da sala, uns ficaram mais chegados, amigos que pretendo levar pela a vida a fora.
Hoje estou praticamente no último ano, logo será minha despedida da Universidade de São Paulo, porém a sensação dos primeiros dias sempre é reavivada na semana de recepção dos bixos, onde vejo a felicidade no rosto da garotada que passou, a vontade de aproveitar tudo que a universidade tem a oferecer, de conhecer o campus, da expectativa de uma nova fase. Mas uma coisa é certa, sou feliz por ter tido a oportunidade de usufruir da Cidade Universitária, da diversão ao compromisso das aulas e do estágio, coisa que infelizmente grande parte dos alunos não consegue. É como dizem, uma vez aluno da USP sempre você terá um pouquinho dela em você. Sentirei saudades e levarei ótimas lembranças de uma das fases mais importantes da minha vida.
Juliana Almeida (vulgo, Jujuba.. rs)
H (good memories)
* Imagem retirada do Flickr do Cabieca
sábado, 27 de setembro de 2008
A fina arte do "deixo pra depois"

Sábado. Trabalho. Taí duas palavras que não combinam. Tal como água e óleo, um sábado trabalhado é uma das maiores perdas de tempo que podem existir em toda a face do planeta. Às vezes, penso em virar Adventista do Sétimo Dia só para não ter o descontentamento de acordar cedo e jogar mais de 12 horas da minha vida entre 4 ônibus e a labuta propriamente dita.
Mas vamos ao que interessa: num dos poucos momentos em que consegui me sentar no segundo ônibus, resolvi colocar minha "leitura complementar" em dia. Folheei minha Superinteressante à procura de algo de se ler na ocasião, ou seja, que fosse legal e curto ao mesmo tempo! Logo, bati o olho em uma matéria com o título "Depois eu faço", do Eduardo Fernandes. Só a ilustração já é um capítulo à parte, me identifiquei na hora...
A matéria fala sobre a triste mania que temos de deixar tudo para a última hora, algo cada vez mais frequente nos nossos dias. Bom, não vou contar, muito menos comentar a matéria em si. Só vou comentar sobre o mais novo verbete do meu dicionário pessoal: procrastinação. Isso mesmo, procrastinação! O ato de se adiar tudo, o máximo de tempo possível para, depois, correr contra o relógio para terminar a tarefa.
Finalmente eu descobri do que sofro! Nunca teria imaginado isso. Aliás, eu não sou o único! Todo bom aluno picareta (reflexo de um professor picareta, diga-se de passagem), como de praxe, sempre deixa para fazer todos os trabalhos na última hora. Se possível, usando o laboratório do departamento, a poucos minutos da entrega do trabalho! Realmente, já fiz muito isso.. e ainda continuo fazendo! Meu TCC mesmo: eu sei que vou precisar convencer meu "co-orientador" que meu tema é válido. E o que eu fiz até agora para persuadi-lo?? Nada! Simplesmente nada. Brasileiro é um povo invejável mesmo! Não desiste nunca.. se puder, deixa sempre para amanhã... rs
E ainda mais nesses tempos de internet, email, blogs... é melhor eu parar por aqui e fazer algo de útil. Youtube!!! rs
H (aumentar meu vocabulário é uma meta)
sábado, 20 de setembro de 2008
Biblio... (p) o (r) quê???
You can even prove, but what you choose, it is forever!Antes de mais nada, digo que esse post será dividido em duas partes, devido ao tamanho que ele tomou. Ele é, não uma resposta, mas minha digressão e análise sobre um tema abordado por uma bixete em seu blog¹. Segue a primeira parte:
Quando temos 15 anos, o mundo parece uma grande bomboniere, onde você pode experimentar de tudo, até ter que decidir com qual doce ficar. Pois bem, uma figura de linguagem bem bonita. Porém, minha vida não foi assim! Com essa supra-citada idade, morava num saco de cidade, perdida no meio do nada (pior que a ilha de Lost!), com pessoas de cérebro reduzido e oportunidade de diversão e aventura ainda menores.
Ao todo, foram 7 anos da minha vida gastos naquela mer&@ de lugar, convivendo com pessoas mesquinhas e aproveitadoras. Mas também conheci algumas que valeram muito a pena: Priscila (Baianinha), Danizinha, Alais, Brunão & Juliana, Kuca e, talvez o melhor de todos os amigos que já tive, o Michel. Viramos melhores amigos logo de cara. E ele me mostrou que era preciso enxergar além daquele saco de cidade, que se você não conseguisse fazer as pessoas te aceitarem do jeito que você era, então só sobravam duas opções: ignorá-las ou ignorar a si próprio. Decidi por ignorá-las.. e assim fiz poucas amizades, mas sinceras e proveitosas.
Aqui, vou fazer uma síntese e deixar o restante para outro post.
Perdi meu avó em março de 2001, fato que mexeu demais comigo, pois tinha nele e nos nossos papos pontos de referência para o meu futuro. Duas semanas depois, o Michel também morreu... eu sei que pode soar "gay demais" o que vou escrever agora, mas eu amava aquele cara! Não só um amor de irmão, mas um amor que um filho sente pelo pai, porque foi esse o papel que ele teve para mim, me ensinando tudo que sei até hoje, moldando não só meu conhecimento da vida, mas também meu caráter.
Com esses dois acontecimentos, fui fechando cada vez mais meu mundo, tendo os livros como minha única diversão. Quando fiz 18, tinha decidido prestar vestibular para Jornalismo (reflexo da minha boa escrita, que hoje já não existe!), mesmo meu velho já tendo decidido que eu entraria no Exército (fato que não aconteceu!).
Logo postarei a segunda parte... aí sim, falei de biblioteconomia! rs
H (repensar também é viver)
¹ As horas e os Devaneios, no post entitulado "Shhhhh!"
sábado, 6 de setembro de 2008
Os 50 melhores filmes que já vi... 1a parte
Estava fuçando em alguns blogs no começo da semana, procurando bobiça por aí. Mas, ao invés disso, encontrei um que trazia uma lista dos melhores filmes que a pessoa tinha assistido no cinema (só não me lembro qual foi!). Isso me fez pensar bastante. E, hoje, começo a divulgar a minha.
Para quem me conhece, sabe que esse tipo de lista não iria demorar muito para aparecer por aqui. Realmente, às vezes acho que deveria ter feito cinema. Mas isso é assunto para um outro post. Depois de muito refletir, separei uma lista conforme diz o título: "Os 50 melhores filmes que já vi". Como é uma lista longa, vou dividi-la em 5 partes, assim posso falar um pouco mais sobre cada filme, sem me prolongar tanto. Reitero que os filmes escolhidos por mim são os melhores "que eu já vi"! Se alguém achar que fui "injusto" ou coisa parecida, lembre-se que eu ainda não vi de tudo nessa vida.. rs
Segue a lista:
Uma mente brilhante (A beautiful mind): não poderia começar melhor! Esse é, de longe meu filme favorito. Já vi muitos filmes de Ron Howards. Mas nenhum deles tem a tensão e preciosidade desse. A maneira como ele transmite a evolução da doença do Dr. John Nash, sua tentativa de enganar a todos sobre sua cura, além da relação de devoção entre esse e sua esposa é simplesmente mágico. Sem contar a cena onde o personagem de Russell Crowe recebe o Prêmio Nobel. Vencedor de 4 Oscars;
O quarto poder (Mad city): quando eu assisti esse filme pela primeira vez, a imprensa nem tinha tanto poder assim. Dos poucos filmes do Costa-Gavras que eu vi, esse é com certeza o melhor deles. Só a ironia explícita no final do filme já vale por todo ele.
O iluminado (The shining): Stanley Kubrick. Stephen King. Jack Nicholson. Uma verdadeira trinca de ases! Foi um dos melhores filmes de terror já feitos! E não é qualquer terror. Quem não se lembra daquela cena em que o Jack quebra a porta e coloca a cabeça no vão, chamando sua "adorável" esposa? Destaque especial para o pequeno Danny Lloyd e o seu dedo "falante".
60 segundos (Gone in 60 seconds): Nicolas Cage é um dos melhores atores que existem. Nesse filme não é diferente. Ao lado de (nada mais, nada menos que) Angelina Jolie, passa uma madrugada inteira roubando carros. Mas não é qualquer carrinho não! Foge dos cliches de todos os filmes de carros que existem hoje. E Eleanor está demais nesse filme! rs
Parque dos dinossauros (Jurassic park): perdi o número de vezes que eu já vi esse. Um filme que consegue ficar quase 5 anos na primeira posição dos mais rentáveis do planeta (até aparecer um maldito navio!), não é um qualquer. Fez a fantasia de muitas crianças, como eu na época. Efeitos especiais incríveis. A trilha de John Williams, para mim é a trilha de "um sonho perfeito". Vencedor de 3 Oscars.
Rios vermelhos & Rios vermelhos II: anjos do apocalipse (Crimson Rivers): Nunca fui muito fã do cinema europeu. Mas um filme policial é sempre bem vindo. O sucesso foi tanto que teve direito a sequência. Que diga-se, ficou muito melhor que o primeiro. Filmes feitos na medida para o talento de Jean Reno.
O Senhor dos anéis: a sociedade do anel; as duas torres & o retorno do rei (The Lord of the rings: the fellowship of the ring; two towers & the return of the king): o que eu posso falar? A trilogia mais premiada de todos os tempos. Certa vez eu tentei ver os três de uma vez. Sensacional! Ainda estou criando coragem para ler os originais de J. R. R. Tolkien. E imaginar que Peter Jackson pensou em fazer só um filme! Ganhou, ao total, 17 Oscars.
Bom, esses são apenas alguns. Logo postarei os demais. Vale lembrar que a lista não é eletiva. Mas bem que poderia.. rs
H (vício pouco é bobagem!)
Para quem me conhece, sabe que esse tipo de lista não iria demorar muito para aparecer por aqui. Realmente, às vezes acho que deveria ter feito cinema. Mas isso é assunto para um outro post. Depois de muito refletir, separei uma lista conforme diz o título: "Os 50 melhores filmes que já vi". Como é uma lista longa, vou dividi-la em 5 partes, assim posso falar um pouco mais sobre cada filme, sem me prolongar tanto. Reitero que os filmes escolhidos por mim são os melhores "que eu já vi"! Se alguém achar que fui "injusto" ou coisa parecida, lembre-se que eu ainda não vi de tudo nessa vida.. rs
Segue a lista:
Uma mente brilhante (A beautiful mind): não poderia começar melhor! Esse é, de longe meu filme favorito. Já vi muitos filmes de Ron Howards. Mas nenhum deles tem a tensão e preciosidade desse. A maneira como ele transmite a evolução da doença do Dr. John Nash, sua tentativa de enganar a todos sobre sua cura, além da relação de devoção entre esse e sua esposa é simplesmente mágico. Sem contar a cena onde o personagem de Russell Crowe recebe o Prêmio Nobel. Vencedor de 4 Oscars;
O quarto poder (Mad city): quando eu assisti esse filme pela primeira vez, a imprensa nem tinha tanto poder assim. Dos poucos filmes do Costa-Gavras que eu vi, esse é com certeza o melhor deles. Só a ironia explícita no final do filme já vale por todo ele.
O iluminado (The shining): Stanley Kubrick. Stephen King. Jack Nicholson. Uma verdadeira trinca de ases! Foi um dos melhores filmes de terror já feitos! E não é qualquer terror. Quem não se lembra daquela cena em que o Jack quebra a porta e coloca a cabeça no vão, chamando sua "adorável" esposa? Destaque especial para o pequeno Danny Lloyd e o seu dedo "falante".
60 segundos (Gone in 60 seconds): Nicolas Cage é um dos melhores atores que existem. Nesse filme não é diferente. Ao lado de (nada mais, nada menos que) Angelina Jolie, passa uma madrugada inteira roubando carros. Mas não é qualquer carrinho não! Foge dos cliches de todos os filmes de carros que existem hoje. E Eleanor está demais nesse filme! rs
Parque dos dinossauros (Jurassic park): perdi o número de vezes que eu já vi esse. Um filme que consegue ficar quase 5 anos na primeira posição dos mais rentáveis do planeta (até aparecer um maldito navio!), não é um qualquer. Fez a fantasia de muitas crianças, como eu na época. Efeitos especiais incríveis. A trilha de John Williams, para mim é a trilha de "um sonho perfeito". Vencedor de 3 Oscars.
Rios vermelhos & Rios vermelhos II: anjos do apocalipse (Crimson Rivers): Nunca fui muito fã do cinema europeu. Mas um filme policial é sempre bem vindo. O sucesso foi tanto que teve direito a sequência. Que diga-se, ficou muito melhor que o primeiro. Filmes feitos na medida para o talento de Jean Reno.
O Senhor dos anéis: a sociedade do anel; as duas torres & o retorno do rei (The Lord of the rings: the fellowship of the ring; two towers & the return of the king): o que eu posso falar? A trilogia mais premiada de todos os tempos. Certa vez eu tentei ver os três de uma vez. Sensacional! Ainda estou criando coragem para ler os originais de J. R. R. Tolkien. E imaginar que Peter Jackson pensou em fazer só um filme! Ganhou, ao total, 17 Oscars.
Bom, esses são apenas alguns. Logo postarei os demais. Vale lembrar que a lista não é eletiva. Mas bem que poderia.. rs
H (vício pouco é bobagem!)
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quarta-feira, 3 de setembro de 2008
De versos e rimas
Massimo Troisi e Phillippe Noirete - "O Carteiro e o poeta"Ontem, estava eu na salinha de biblio quando, de repente ("não mais que de repente", como diria Vinícius de Moraes), surge o assunto de poesia. Conseguir ou não conseguir escrevê-la, etc. Não sei ao certo como o assunto começou, nem o seu porquê (afinal, eu tinha colocado Do the evolution, do Pearl Jam no YouTube. Minha atenção estava “prejudicada”! rs), mas assim que ouvi a palavra “poesia”, instintivamente coloquei-me (!!! rs) a pensar: “quanto tempo faz que eu não escrevo algo?”. Realmente faz um bom tempo.. acho que uns três meses no mínimo! Bom, daí pra pensar em quando e como eu comecei a escrever foi um pulo:
O ano era 97. 8ª série. A professora de Português pede para escrevermos um conto ou uma poesia como tarefa semanal. Valia nota. Eu que, até aquele momento, adorava mexer só com números, passei metade da semana tentando fazer algo que “vale-se pelo menos um 5,0”. Porém, sem sucesso. No final de semana, enquanto passava as estações no rádio, ouvi o caso de um taxista que tinha devolvido uma maleta cheia de dinheiro que tinham esquecido em seu táxi. Logo veio a inspiração! Comecei a escrever a história e entreguei na segunda-feira. Nunca imaginei que iria chegar aquele ponto! Bom, resumindo: a professora escolheu um trabalho de cada classe da série (A, B, C e D) para inscrever no recém criado “Concurso de Crônicas e Poesias” da cidade (Leme-SP), promovido pela Biblioteca Municipal. Fiquei em 2º lugar...
Aquilo acabou por me dar gosto de escrever! Comecei a ter a música como inspiração para meus trabalhos (experiência de vida eu ainda não tinha! rs). Cheguei a escrever 5 textos em uma única noite! Histórias engendradas, com tramas e personagens fascinantes, assuntos do cotidiano. Mas eu sabia que faltava algo..
E me lembro como se fosse hoje: durante o banho veio a idéia de uma poesia, minha primeira. Coisa simples, quase pueril. Mas, dali para frente, não parei mais. Foram várias escritas sobre minhas frustrações, amores, desilusões (amorosas também.. rs), inspiradas em músicas e até sobre as pessoas com quem convivi. Era incrível ver como as palavras simplesmente “apareciam” no papel, sem nem precisar fazer esforço! Rimadas, sem rimas, trovas, sonetos. Realmente, lembrando-me agora, era até muito “fácil” na época. Mas, infelizmente, com o tempo, você começa a dar prioridade a outras coisas, cria responsabilidade, “fica adulto!”.. >:[
Claro que não deixei de escrever, tanto contos como poesias, mas não com a mesma facilidade de antes. Tenho algumas preferidas. Algum dia ainda as transcrevo aqui. Por enquanto, vai só um aperitivo (rs):
“Não é difícil saber o certo
de tudo que vem de mim:
minha vida é um livro aberto,
mas escrito em latim.
Sou um planeta descoberto:
Novo ou velho, bom ou ruim;
Estou longe ou estou perto;
Eu era.. e prefiro assim”
O ano era 97. 8ª série. A professora de Português pede para escrevermos um conto ou uma poesia como tarefa semanal. Valia nota. Eu que, até aquele momento, adorava mexer só com números, passei metade da semana tentando fazer algo que “vale-se pelo menos um 5,0”. Porém, sem sucesso. No final de semana, enquanto passava as estações no rádio, ouvi o caso de um taxista que tinha devolvido uma maleta cheia de dinheiro que tinham esquecido em seu táxi. Logo veio a inspiração! Comecei a escrever a história e entreguei na segunda-feira. Nunca imaginei que iria chegar aquele ponto! Bom, resumindo: a professora escolheu um trabalho de cada classe da série (A, B, C e D) para inscrever no recém criado “Concurso de Crônicas e Poesias” da cidade (Leme-SP), promovido pela Biblioteca Municipal. Fiquei em 2º lugar...
Aquilo acabou por me dar gosto de escrever! Comecei a ter a música como inspiração para meus trabalhos (experiência de vida eu ainda não tinha! rs). Cheguei a escrever 5 textos em uma única noite! Histórias engendradas, com tramas e personagens fascinantes, assuntos do cotidiano. Mas eu sabia que faltava algo..
E me lembro como se fosse hoje: durante o banho veio a idéia de uma poesia, minha primeira. Coisa simples, quase pueril. Mas, dali para frente, não parei mais. Foram várias escritas sobre minhas frustrações, amores, desilusões (amorosas também.. rs), inspiradas em músicas e até sobre as pessoas com quem convivi. Era incrível ver como as palavras simplesmente “apareciam” no papel, sem nem precisar fazer esforço! Rimadas, sem rimas, trovas, sonetos. Realmente, lembrando-me agora, era até muito “fácil” na época. Mas, infelizmente, com o tempo, você começa a dar prioridade a outras coisas, cria responsabilidade, “fica adulto!”.. >:[
Claro que não deixei de escrever, tanto contos como poesias, mas não com a mesma facilidade de antes. Tenho algumas preferidas. Algum dia ainda as transcrevo aqui. Por enquanto, vai só um aperitivo (rs):
“Não é difícil saber o certo
de tudo que vem de mim:
minha vida é um livro aberto,
mas escrito em latim.
Sou um planeta descoberto:
Novo ou velho, bom ou ruim;
Estou longe ou estou perto;
Eu era.. e prefiro assim”
H (viciado em romances policiais)
domingo, 31 de agosto de 2008
Sons e barulhos

Sábado. Além de segunda e sexta, esse é o pior dia para se trabalhar. Ainda mais das 8h às 17h! Mas, infelizmente, não sou eu quem decide as tramas dessa "burrocracia" existente hoje na maior parte das nossas Unidades de Informação. E olha que quem decide, nem trabalha aos sábados!
Contudo, essa não é a principal reclamação contida nesse post, mas é necessário para entendê-la: sábado, Sesc-Pompéia; uma apresentação de jazz seria o nosso (da minha namorada e meu) programa para a noite. Uma tentativa de salvar um dia inteiro perdido trabalhando. Chegando lá, um rapaz (que nem faço idéia do nome!) toca uma melodia num piano de cauda. Paramos para ouvir. Simplesmente belíssimo! Enquanto via os dedos do rapaz passear pela teclas, imaginava "como eu adoraria ter esse dom!". Lembramos que os ingressos para a apresentação de jazz eram escassos, porém quando chegamos na bilheteria, um cartaz já dizia "INGRESSOS PARA O JAZZ ESGOTADOS". Sem um plano B na manga, resolvemos continuar assistindo a apresentação do pianista. E, para nossa surpresa, esse já havia encerrado seu dia.
Lastimável. E aqui vou abrir um parêntese: às vezes, sou "obrigado" a ouvir essas "coisas" (foi a melhor palavra que achei para defini-las, sem xingá-las) que para muitos são cunhadas de música. Forró, axé, pagode, sertanejo, funk. A fila é quase infinita de variações ainda mais horríveis quanto as citadas. É "dança do créu", "dança do quadrado", "festa no apê" e daí para pior! Todos os dias, uma infinidade de maus tratos aos nossos ouvidos, e quando temos a oportunidade de ouvir música "de verdade", a cortina é logo cerrada, aplaudimos e voltamos para casa.. sem um bis sequer!
Aplaudir.. certa vez, quando um maestro foi perguntado o que era boa música para ele, esse respondeu: "ela [boa música] tem que ser capaz de nos trazer boas e más lembranças ao mesmo tempo, nos emocionar e nos fazer rir [...] mas, acima de tudo, uma boa música é aquela que nos dá vontade de ficarmos de pé e a aplaudirmos efusiasticamente".
Voltando ao sábado, no final da noite, enquanto esperávamos o ônibus dela, abraçados, ouvimos ao fundo uma "coisa" de uma banda chamada Calipso. Eu não aguentei! Depois de um longo suspiro, minha namorada diz: "algumas trilhas da nossa vida são só sons de fundo". Taí uma "coisa" que eu nunca quero nem como som de fundo: Calipso!
H (fã de John Williams)
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
(A censura) nos tempos da vida digital...

Apesar do fim que levou (e sabendo que esse post pode ser censurado a qualquer momento! rs), vale ressaltar a importância que a liberdade nossa de cada dia tem para nos proporcionar as pequenas alegrias do dia-a-dia. Que digam os monges do Tibete!
Parece óbvio o que eu acabei de escrever agora, mas é importante. E aqui fica meu desabafo. Tomarei cuidado para que "eles" nunca mais me encontrem (rsrs).
Porém, nunca desistirei... a verdade deve sempre prevalecer! "A lição fica; com a ferida aberta, o efeito é contínuo. [...] só nos engrandece" (M. F.)
H (aprendendo a errar! rs)
Obs.: Obrigado "ser", por estragar minha graça! rsrs (brincadeira).. "afasta de mim esse cálice!"
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Dica de cine-pipoca...
Sei que prometi uma atualização (quase) constante desse blog. Mas, infelizmente, não por falta de vontade, não estou conseguindo no momento. Não quero apenas escrever bobagens e papagaiadas que já vemos aos montes por aí.
Assim que tiver algo interessante para contar, voltarei com tudo.
Para esse post não passar em branco, vai uma dica de filme: não sei quantos são parecidos comigo, um adulto com jeito de moleque, mas indico como uma sessão pipoca o filme WALL-E. Uma animação da Pixar, baseada nessa onda de preservação do meio ambiente atual. Apesar dos poucos diálogos, não fica difícil de entender onde exatamente os diretores de animação quiseram chegar.
Por enquanto é isso..
H
sábado, 23 de agosto de 2008
Por uma bobagem qualquer...
Poderia ser mais um dia chato na faculdade. Mais uma aula sobre tudo que de tanto prestar atençao acaba virando nada. Horas angustiantes, onde o melhor pensamento que você consegue ter em mente é: "por que eu não fui pra casa?"
Mas, como eu disse no começo, poderia... mas nao foi! Eu nao sabia (e, provavelmente, a maioria dos que estavam presentes também não faziam idéia!), mas era mais um dia da chamada "Sessão Bobiça", minutos de descontração, conversa fora, imitações a la Raul Gil. Enfim, bobagem pura, da melhor categoria! rs
E como não podia deixar escapar essa oportunidade, fiz um apanhado do "fino" da sessão.. simplesmente hilário! Vale como quebra de estereótipo: quem disse que bibliotecário (ou futuro bibliotecário) não ri, acha graça, gargalha até as lágrimas? (essa foi forçada, eu sei! rs)
Somos seres humanos como outros (não a maioria, claro!) o são! Temos nossos momentos de piração, mero estravaso de ânimo.. uma forma saudável e divertida de dizer a todos: nós (profissionais de biblio) também temos nossos palhaços, também fazemos e (principalmente) sabemos rir... "Let`s put a smile on that face!" rsrsrs
"Zero igual a zero: a única evidência. As outras sempre se prestam a discussões" (Mario Quintana, Caderno H, p. 390)
Boas gargalhadas a todos
H (forma reduzida atual)
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Parte 1...

Esse é o primeiro de muitos outros posts (assim eu espero!). E sendo esse o estreante, cabe aqui revelar seu objetivo: muitos dizem que demorei para entrar nesse incrível universo da "blogsfera". Mas, como futuro tema do meu TCC ("Tratamento Constante de Choque"), cheguei a conclusão: "Como posso falar sobre algo que nem sei como funciona realmente?" Afinal, ler sobre algo não é a mesma coisa que vivenciá-lo, certo?
Então, resumidamente, aqui estou ("mas um dia, sob o olhar sanguinário do vigia".. isso vai acontecer muito.. tenho essa mania de me lembrar de músicas enquanto falo ou escrevo! rs) eu, mergulhando (apesar de não saber nadar! rs) nesse web espaço oferecido.
Nos próximos capítulos, meu histórico, piadas, críticas, mais piadas e a VERDADEIRA resposta para a 2a pergunta que mais me fizeram na vida: "Por que raios você escolheu fazer biblioteconomia?"
Bom, por enquanto é isso..
O futuro bibliotecário mais sarcástico que conheço,
Agamenon
BlogBlogs.Com.Br
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