segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Minha música-chiclete IV



Mumm-ra é uma banda inglesa, criada em 2000. Teve seu nome inspirado no vilão do famoso desenho dos anos 1980, Thundercats.

Sobre a influência do indie rock britânico, a banda começou como inúmeras outras: numa garagem, tocando demos ou versões de bandas como Pink Floyd, The Clash, entre outras. O único álbum do grupo, "These Things Move in Threes" (foto), foi lançado em maio de 2007.

E, é desse disco, mais exatamente a quarta faixa do lado A, que esse post se refere. Parte integrante da trilha do filme citado no post anterior, a música fala sobre a necessidade de mantermo-nos atentos a tudo que acontece ao nosso redor, porque, por menor que possa ser um detalhe, esse também pode se tornar aquilo que mais precisamos naquele momento. Segue o vídeo original:





H (uma nova-velha fase)

sábado, 5 de dezembro de 2009

Nossa segunda certeza: 500 dias com ela



"Talvez essa seja a segunda grande certeza de nossa existência. [...] Um dia, encontramos a pessoa que julgamos ser 'a' pessoa, para, no dia seguinte, ela nos desapontar, quebrando nosso coração."

Começo esse post com essa frase que, provavelmente, além de marcar o início da minha análise sobre o filme relacionado no título, ainda será responsável por uma nova-velha fase na minha vida.

Ontem, depois de muito adiar, resolvi ceder aos apelos de uma "amiga" e fomos assistir ao filme "500 Dias com Ela". Na verdade, eu tinha várias outras opções que essa "amiga" havia me imposto. Mas me decidi por esse. Não sei bem porquê. Talvez tenha levado em consideração que essa seria uma boa oportunidade, já que, a julgar pelo tema, casais seriam mais do que predominantes no recinto.

500 Dias com Ela (500 Days of Summer), muito bem dirigido pelo diretor de videoclipes Marc Webb, coisa que tem se mostrado corriqueira ultimamente, conta a história de Tom Henson, um escritor de cartões comemorativos (!), e sua suposta paixão pela bela Summer Finn. O filme ficaria bem melhor se, desde o início, o locutor não estragasse tudo dizendo o frase tão óbvia de que ele não teria um final feliz. Qualquer anta com dois neurônios seria capaz de perceber tal ato pelo próprio título traduzido do filme.

A película é boa. Bem bobinha, devo acrescentar, mas boa. Na verdade, em boa parte do filme me senti retratado. Tenho que confessar: Summer Finn me pareceu um "Frankestein" das minhas ex-namoradas. E, justo um dia antes, eu havia encontrado aquela que mais se parece com a Summer! Que fatalidade! rs

A proposta do filme, assim como vocês dever ter lido por aí, não difere em quase nada dos demais desse gênero que abarrotam qualquer locadora. Mesmo assim, achei bem original a ideia de não mostrar a história de maneira linear. Foi uma boa forma de se diferenciar do restante. Afinal, o fim já era sabido.

Uma coisa que gostaria muito de destacar do filme é uma frase que, para quem já teve a infelicidade de ouvir, é capaz de machucar mais do que um soco: Tom e Summer estão sentados num banco e, então, ele a pergunta o que havia acontecido para ela, que era tão avessa a ideia de ser namorada de alguém, resolver se tornar, de uma hora para outra, esposa de alguém; ela lhe responde que simplesmente acordou um dia e teve a certeza que nunca havia tido durante o tempo em que eles estiveram juntos... isso dói.. e muito!

O final foi um pouco engraçado, principalmente para quem pegou a ideia do título original. Talvez, a mensagem que o filme queira nos passar é a de que devemos parar de nos preocupar tanto com encontrar a pessoa certa, no momento certo. Todas as pessoas são especiais. E, é preciso apreciar a exclusividade de cada instante, porque, viver de lembranças (sejam elas boas ou ruins) é um sinal de que nada foi totalmente aproveitado.

Fora algumas coisas pouco convencionais, algo que posso destacar ainda mais é a trilha do filme. Valeu o ingresso, a fila da pipoca e, até, a demora pela liberação da sala. Viciei, simplesmente. Indico-o para quem gosta de filmes do gênero. Caso contrário, vá assistir esse que você ganhará muito mais.


H (move on)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Cultura-Brasil? Qual?!


Se fosse a mão esquerda do Lula, adivinhem qual cor faltaria... rs

Recentemente, fiz um trabalho sobre políticas culturais que pretendia analisar as considerações dos secretários de cultura de mais de 750 municípios nacionais. Para isso, o professor que ministrou a disciplina elaborou um questionário que, na minha humilde opinião, tentou englobar de maneira simplória o universo cultural do microcosmo regional. Claro que, em se tratando de cultura e Brasil (duas palavras que não combinam bem numa frase afirmativa!), o número baixo de questionários respondidos, apesar de esperado, só foi ainda mais desanimador. Assim como a maioria das respostas concedidas.

Abaixo, transcrevo uma parte do trabalho final entregue pelo grupo no qual tive participação mínima. A pergunta em vista, solicitava que o responsável pela pasta citasse o maior objetivo da Cultura na sua gestão. Posso dizer que achei a pergunto um pouco subjetiva demais. Se por um lado ela tentava medir o entendimento do conceito de “cultura” pelo secretário, por outro, ela abria brechas para um desabafo, trazendo à tona uma problematização que não cabia na determinada questão. Bom, leiam e julguem vocês mesmos:

“Apesar das várias definições sobre cultura que podemos encontrar na literatura da área, as respostas dadas pelos representantes se mostraram bastante centradas no binômio preservação da cultura local / apropriação da cultura pela população (quase 70% das respostas eram relacionadas a isso). Porém, mesmo demonstrando essa preocupação com o estreitamento da relação entre a população e a política cultural, é difícil imaginar como isso seria possível se a grande maioria das secretarias respondeu não focar suas ações culturais numa determinada faixa etária e/ou social.

Tendo em vista que a melhor maneira de expressão para as ações citadas acima seja por meio de manifestações populares, de caráter inclusivo na produção cultural, seria mais do que imprescindível a tomada de um foco social e/ou etário participativo em grande parte do plano cultural do município.

Analisando bem as demais respostas, fica claro que alguns secretários ainda possuem calcificada a ideia de que a existência da apropriação da cultura pela população está ligada a construção e/ou restauração de prédios para abrigar museus ou bibliotecas [entre outras Unidades de Informação]. Claro que essas ações são necessárias. Mas não como principal forma da citada apropriação.

Construções como essas são tidas mais como meios para conservação/preservação de artefatos culturais. Servem, então, como ‘laboratório’ para o crescimento cultural de seu povo. Para tanto, a melhor maneira para aliar ações culturais e população seria promover ações que contribuam para a expressão popular regional: musicais, festas típicas, que envolvam o indivíduo na sua criação, seja intelectualmente, ou através da escolha programática.

ROUANET define o direito à produção cultural como ‘direito que têm todos os indivíduos de exprimirem a sua criatividade’. Talvez esse seja o grande mote que a política cultural nacional deva seguir: garantir a apropriação cultural sem deixar de lado o incentivo à criatividade individual.”


ROUANET, Sérgio Paulo. Política cultural: novas perspectivas. In: ALMEIDA, Candido José Mendes de; DA-RIN, Silvio. Marketing cultural ao vivo: depoimentos. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1992.


H (crie e ative a sua)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Guia de sobrevivência ao primeiro encontro - 2a parte



Retomando a ideia a partir daqui, sigamos para a primeira parte realmente escrita sobre o que o post se dispôs:

Capítulo 1: a pré-concepção e a busca

Você, macho reprodutor, pode achar que elas não ligam para horário, clima do lugar e, principalmente, o meio de condução que os levará até o local do primeiro encontro de vocês. Porém, acreditem no que eu digo: elas se importam.. e muito! Cada um dos três pontos citados possui um grau de implicação. A) O horário do encontro não pode ser cedo demais (antes das 18h) nem muito tarde (depois das 22h). Você precisa dar tempo o bastante para ela chegar do trabalho, passar na depiladora (ou cabeleireiro, dependendo do caso) e escolher uma roupa (só aqui, a média é de uma hora gasta!). Um encontro marcado às 21h (de uma sexta ou sábado) com a predileção de que você irá buscá-la às 20h30, já está de bom tamanho. B) O local escolhido para o primeiro encontro é de suma seriedade. Afinal, para as mais românticas (e para o seu desespero!), ele pode ficar marcado pelo resto de suas vidas. Eu indico um restaurante variado (que não esteja muito acima das suas posses, lógico!) ou um barzinho. Agora, não vacile nos seguintes pontos: primeiro, se escolher o restaurante, procure se informar antes sobre o cardápio (pergunte sobre o menu de saladas!) e se o ambiente oferece ótima visão das demais mesas (se o assunto acabar, pelo menos vocês ficarão se divertindo ao comentar os trejeitos dos que estão ao redor!). Ah, não esqueça de fazer reserva!; Segundo, se a escolha for por um barzinho, prefira um sem música ao vivo. Tenha sempre em mente que ela vai querer falar bastante, sobre todos os assuntos que a permeiam. Por isso, elimine possíveis “rivais”. Também vá ciente de que você não poderá beber. Afinal, um dos principais passos para garantir um segundo encontro é não causar vexames. C) Responda rápido: ônibus, metrô ou carro? Se a sua escolha foi para alguma das duas primeiras, vá por mim, fique em casa coçando o saco porque essa será a sua (única) ocupação nos finais de semana pelo resto da sua vida! Lembre-se que ela é simples e mora com os pais. Porém, não é idiota! Buscando-a de carro (nem que seja emprestado!) demonstra que ela possui uma exclusividade. Sem contar, é claro, que garante uma liberdade de horário para a volta e a faz se sentir segura. Você ganhará muitos pontos se abrir a porta para ela entrar/descer no/do carro (“quando um homem abre a porta do carro para uma mulher, um dos dois é novo: ou o carro, ou a mulher” rsrs).

Capítulo 2: o caminho

Vocês estão dentro do carro, cintos de segurança passados, daí, você liga o carro e, de repente, o rádio começa a soltar aquele “funk arrasa pista”. Se (e é um “se” BEM GRANDE) eu estivesse no seu lugar, convidá-la-ia (valeu, Word!!) para descer do carro e me atiraria no primeiro poste que encontrasse. Essa dica eu considero a mais valiosa que vocês lerão nesse post e na sua seqüência: por mais forte que seja a vontade, nunca banque o ridículo na frente da garota. Se o seu gosto musical é dos mais duvidosos existentes, escolha alguém que também o tenha (ah, e parem de ler esse blog! Para sempre!). Saiba que, por mais cafona, aquele ditado é muito verdadeiro com relação às mulheres: “a primeira impressão é a que fica”. Enxergue nessa oportunidade de vocês estarem ali, dentro do carro, como uma preliminar (se você não sabe o que é isso, posso até adivinhar quem é a sua maior amiga! rs): é o momento de experimentar.. mas, sem exagero. Deixe-a à vontade para escolher uma música (providencie um porta-cds bem sortido) para vocês ouvirem. Opine sobre uma coisa ou outra. Contudo, deixe claro que a decisão caberá a ela. Use todos os detalhes que surgirem a partir daí como ganchos para engatilhar a conversa. Nada de ficar se gabando sobre isso ou aquilo! Puxe o assunto, mas deixe-a guiar tudo. Apesar de você negar veementemente, quem decidirá por um novo encontro será ela, e não você. Por isso, não seja egocêntrico. E, se o for por natureza, não demonstre logo de cara. Quando você menos esperar, já será a hora de vocês saltarem do carro e darem início ao capítulo 3.


H (em breve)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Momento poesia XXXII: coisa raríssima!



Tempos futuros*


Nesse dia,
repleto de alegria,
quero ver o impossível.

Nesse dia,
sem medo nem agonia,
quero ser o invencível.

Nesse dia,
com tudo em harmonia,
a igualdade é aceitável.

Nesse dia,
depois de toda melhoria,
o difícil torna-se descartável.

Nessa hora,
quando todo o mal aflorar,
eu ficarei aqui, de braços cruzados.

Nessa hora,
por mais forte que seja a vontade de chorar,
ninguém verá meus olhos molhados.

Nessa hora,
que para pedir não bastará apenas orar,
será aquela que vai nos proporcionar mais medos.

Nessa hora,
separado o viver do morar,
os sentimentos guardados não serão mais segredos.

Nesse instante,
não quero ver tristeza:
quero só ter certeza que ainda existe o bem.

Nesse instante,
só não quero é amar,
para não sofrer futuramente por ninguém.

Nesse instante,
tudo será mais belo,
pois quando apelo basta só dizer amém.

Nesse instante,
o que não foi, o será no futuro;
isso tudo eu asseguro, aqui e mais além...

(Michel Ferrera, Rebeca Ruiz & Agamenon Leite)


H (um achado!)


* Escrito em 22/01/2001