sábado, 31 de outubro de 2015

Player 1: game over



Alguns anos atrás, um pouco depois de nossa reaproximação, você me disse uma frase que, lembro, no momento achei das mais descabidas: “Você não nasceu mesmo para esse ‘jogo’.”

Ultimamente, por motivos que não vale a pena comentar aqui, voltei a refletir sobre isso e (você adoraria ouvir pessoalmente, eu sei!) posso afirmar: a sua versão sobre o meu verdadeiro eu não está muito longe da realidade.

Não sei exatamente o porquê.. ou talvez eu saiba, mas não queira desperdiçar ainda mais tempo pensando sobre isso e chegar a conclusões que me desanimariam além do possível.
A verdade é que eu certamente não sei como se “joga” isso. E ninguém pode dizer que foi por falta de tentativa, de paciência ou mesmo oportunidades satisfatórias. Não.

Talvez seja minha timidez excessiva..

Talvez seja o fato de não querer mais ter aquela postura arrogante e desafiadora de outrora..

Talvez seja apenas a minha mente lógica em conflito constante com sentimentos que, por algum motivo além das estrelas, não consigo mensurar..

Talvez. Minha vida, de alguns anos para cá, virou um grande “sei lá”. Parece que estou desaprendendo a jogar este também.

A única certeza que tenho (além da óbvia) é que você está fazendo mais falta do que nunca. Você saberia o que dizer, mesmo a milhares de quilômetros e certa de que eu não gostaria das suas palavras. Esse era o “nosso jogo”. Eu não gostava, mas, ao menos, sabia jogar.



H (let's poker!)

P.s.: segunda-feira vou te visitar. Daí conversamos mais  ;)

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