domingo, 3 de janeiro de 2010

Auto-história: a melhor série italiana


Pergunte a qualquer amante de carros esportivos qual a montadora que é sinônimo de exclusividade, velocidade e belas máquinas. Certamente, oito em cada dez respostas será “Ferrari”.

E isso não é à toa. Até o final da década de 1990, a marca do cavalinho rompante mantinha a escrita de produzir (artesanalmente) belos, velozes e inesquecíveis carros. Quem não se lembra do desenho inusitado da F40 e a sua repaginação, anos depois, na F50?!

Hoje em dia, parece que o “bolo” (ações) adquirido pela Fiat tem se mostrado mais ativo na escolha dos novos designs: o que antes era uma marca exclusiva para os ricaços, hoje está mais voltada para as famílias ricas.

Outra característica marcante da Ferrari são suas “séries”. Como numa árvore genealógica, cada descendente trazia aspectos que lembravam seus genitores. E, a primeira, e uma das mais célebres e exclusivas, série produzida pela marca foi a 250.

Tudo começa em 1952, quando a montadora apresenta o patriarca da série, o 250 S. Tinha carroceria arredondada e o longo capô contrastando com uma traseira pouco inspirada. Vinha equipado com um V12 de 2.953 cm³. Seus 230 cv o levavam a 250 km/h de velocidade máxima. Pesava apenas 850 kg. A carroceria levava a assinatura do famoso estúdio Vignale, embora fosse modificada pelo, não menos famoso, Pininfarina.


Porém, apesar de todos esses atrativos, o 250 S era um carro de corrida. No Salão de Genebra de 1953, era apresentada sua primeira evolução, exclusivamente para as ruas: o 250 MM. Com um entreeixos de 2,40m (contra 2,25m do 250 S), foi produzido nas versões Spyder (conversível) e Sedã (ou Berlinetta, em italiano). No total, foram fabricados apenas 31 unidades. Números baixos porque o 250 MM precisou dividir as atenções com seus outros 2 “irmãos”: o 250 Export e o 250 Europa; esse, contava com o maior entreeixos de qualquer carro da marca: incríveis 2,80m.

No Salão de Paris de 1954, foi lançado uma das maiores e mais perfeitas evoluções da série 250: o GT. Como grande mudança, a frente ficou mais quadrada. Os faróis dianteiros estavam numa posição mais elevada e a grade com o famoso ícone da marca ficou mais estreita. No mesmo ano, era apresentada uma versão para as pistas, o 250 Monza. Apesar de lindo, apenas 4 unidades saíram da fábrica. Já do 250 GT, foram 44 unidades até 1956, quando o GT recebeu uma “apimentada”, dando origem ao 250 GT Berlinetta “Tour de France” (famosa corrida que venceu logo em sua apresentação). A carroceria, assinada pelo estúdio Pininfarina, sofreu algumas alterações no fim daquele ano (pelo estúdio Scaglietti), perdendo, inclusive, o teto. Surgia assim o 250 GT Spyder Califórnia. A principal mudança era refletida na carroceria mais arredondada. Os faróis dianteiros, agora eram protegidos por uma capa acrílica, usada como uma prolongação do paralamas. Era evidente a tentativa de “conquista da América” pela Ferrari. E não foi em vão. O GT Spyder foi o carro da série 250 que mais tempo ficou em produção (até então): quatro anos.

Em 1958, a Ferrari lançava o 250 Testa Rossa (um nome corriqueiramente utilizado pela marca). Fora a carroceria, composta unicamente de curvas, outro diferencial estava debaixo do capô: era o primeiro carro da série 250 a alcançar os 300cv de potência. Dois anos depois, a Ferrari apresentava, não o primeiro do tipo lançado, mas o primeiro 4 lugares da marca a obter sucesso de vendas: o 250 GTE. Foi o mais pesado da série (1.280kg) e o recorde de produção (950 unidades).


Porém, o melhor ainda estava por vir. Em 1962, Giotto Bizzarini e seu time de engenheiros, entregava a direção da Ferrari o mais novo projeto de carro de corrida da montadora: o 250 GTO. Era lindo! Um carro inesquecível que, ainda hoje, atrai a admiração de todo amante de automóveis. O “Bico de Pato”, apelido carinhoso que recebeu, veio para substituir os já velozes 250 Monza e 250 Berlinetta SWB. Para superá-los, sua carroceria foi “lapidada” no túnel de vento da Universidade de Milão e recebeu um motor com 290cv de potência, sem, é claro, deixar de lado todo o charme e requinte exigido pela marca. É o meu 250 favorito!

Mesmo sendo um arrasa quarteirão nas pistas, a montadora lançou, no já batido Salão de Paris, também no ano de 1962, aquele que viria a ser chamado pelos especialistas como o mais belo desenho do estúdio Pininfarina para a Ferrari: o 250 Berlinetta Lusso. A grade frontal parecia sorrir para quem a olhasse a primeira vez. Foram fabricadas exatas 350 unidades, encerrando assim a série de maior sucesso da scuderia Ferrari.

Ainda foram lançados 2 protótipos para a série, exclusivamente para as pistas: o 250 P e o 250 LM. Ambos chegaram a vencer a famosa corrida de 24 de Le Mans. Porém, não receberam homologação para serem fabricados em grande escala. Uma pena, certamente.

Para os cinéfilos, talvez o filme mais óbvio que possa surgir agora seja o ícone de uma geração "Curtindo a Vida Adoidado" (1986), quando Ferris e seus amigos (além dos falsos manobristas) curtem um 250 Spyder California; outro filme que também me veio a mente agora é o não tão famoso assim "Viva Las Vegas" (1964), quando o rei Elvis Presley dirige um 250 GT "Tour de France"; e, num dos típicos lances que apenas o cinema nos permite presenciar, o mesmo GT "Tour de France" aparece no filme "Se Meu Fusca Falasse" (1968) sendo ultrapassado facilmente pelo pequeno Herbie.


H (que vontade de ter um de cada!)

sábado, 2 de janeiro de 2010

342 filmes em um vídeo


Por motivos óbvios, ainda continuarei um bom tempo relembrando o ano de 2009. Talvez uma tentativa de permanecer (mesmo sendo impossível) estacionado nos 26 anos.

Hoje a minha retrospectiva será direcionada as produções cinematográficas do ano que passou. Hollywoodimente pensando, exatos 342 filmes, de todos os gêneros imagináveis. De produções modestas ("Atividade Paranormal", "500 Dias com ela", "Lunar") a megaproduções ("Avatar", "Transformers 2", "Harry Potter"), o ano foi recheado de alternativas a todo e qualquer cinéfilo.

Entretanto, por mais apaixonado pela sétima arte que eu me sinta, ainda me acho despreparado para fazer um "Top 10 melhores filmes do ano". Eu nem assisti tantos assim! Claro que eu tenho a minha lista de favoritos, mas, como eu disse, eles ficariam restritos a filme que "eu vi". Por isso, gostaria apenas de incluir aqui um vídeo que me foi passado, no Youtube, onde seu autor fez colagens com cenas de todos (eu disso TODOS!) os 342 filmes lançados no ano passado.

De longe, achei um dos melhores vídeos da década. Espero que vocês também gostem:





E, para quem ficou curioso (assim como eu) para saber quais são os filmes que aparecem nos sete minutos do filme, o autor Kees van Dijkhuizen disponibilizou a lista dos filmes conforme a aparição (porque, para quem não reparou, alguns foram exibidos mais de uma vez).


H (Aos poucos, nos trilhos)

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Resoluções de um ano bom¹


Uma unanimidade entre os blogs que acompanho no último dia do ano passado, foi a ideia de postar as resoluções de seus gestores para o ano que se anunciava.

E eu, como um bom nadador (quem dera!), tentei ir contra a corrente. Porém, as tentações se mostraram mais irresistíveis do que qualquer chocolate, pedaço de picanha ou pão de queijo fresquinho.

Dessa forma, decidi montar uma pequena lista com as minhas. Separei-as em duas grandes categorias: "Possíveis" e "Improváveis, porém, necessárias". Assim, sem mais delongas, elas se seguem:


* Possíveis

- concluir meu TCC, colocando um ponto final no meu percurso pela biblioteconomia brasileira;

- tolerar mais meus familiares, ajudando-os quando assim estiver ao meu alcance, sempre pensando em cobrar tal ajuda num futuro não muito distante (sim, sim e sim!);

- ler mais e diversificadamente. Aproveitar as férias de janeiro para comprar os livros que tenho em mente e lê-los com urgência;


* Improváveis, porém, necessárias

- chegar ao fim de 2010 com, no mínimo, 10 quilos a menos. Cuidar mais da minha saúde, mantendo hábitos saudáveis de alimentação, resistindo as provações gastronômicas quando elas me acenarem, sem deixar, é claro, de passar vontades;

- aproveitar melhor as minhas férias trabalhistas, analisando melhor a possibilidade de uma viagem longa para auxiliar, principalmente, no meu descanso mental;

- arranjar uma série que ocupe meu tempo ocioso, substituindo as anteriormente ótimas representantes e boníssimas "Smallville" (em 2005), "Friends" (2006), "Lost" (2007), "Fringe" (2008) e "Arquivo X" (2009);

- parar de teimar em procurar alguém que me complete afetivamente, tentando, sim, ser menos seletivo e, em contra partida, ser mais receptivo as possibilidades que a vida se encarregará nesse ponto. Ter em mente que o importante quando se trata de relações afetivas é o seu proveito total, e não a sua tentativa (frustrada, quase sempre) de se prolongar mais que o desejável;

- e, para concluir, finalizar de uma vez por todas as atividades desse blog. Aceitar a resolução de que ele nasceu para definhar e que, quanto mais nego tal ideia vivamente como uma realidade, mais ela me sinaliza como futuramente inevitável.

E aí elas estão. Espero cumpri-las assim como foram descritas. Claro que surpresas poderão surgir no caminho de mais de uma delas. E, como tal, não me imagino preparado para lidar com qualquer roupagem que essas possam adquirir. Só aguardando para saber.


H (2010 promete)


¹ Título do post inspirado nesse clipe

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

A volta no fim... do ano


"I'll be back". Nenhuma frase temperou mais meus últimos 12 dias do que essa, dita pelo personagem de Arnold Schwarzenegger no filme "O Exterminador do Futuro" (1984).

Deixarei grandes explicações para um post específico. Mas precisava postar esse como uma "volta dos mortos", um regresso do filho pródigo ao lar tal estimado.

Na verdade, eu precisava mesmo era de um tempo sozinho, longe de todo esse agito 2.0. E, nesse ponto, agradeço muito a Bequinha. Ela relutou um pouco, mas aceitou me ajudar nesse momento que tanto necessitei.

Bom, mas como disse, deixarei tudo isso para outro post. Hoje, no clima desse dia, que marca o fim de um ciclo, venho aqui para demonstrar minha gratidão a tudo e a todos que me cercaram durante esse ano de 2009. Foi um ano bem difícil na sua grande maioria. Porém, pude apreciar boas conquistas que tive.

E, para 2010, desejo a todos tudo que consta do vídeo abaixo, produzido pela EPTV, rede de TV da região de São Carlos, afiliada a toda poderosa Rede Globo. Foi uma campanha de fim de ano, apresentada, originalmente, em 1999, usando como base o poema "Desejo", de Victor Hugo.





H (Bom Ano-Novo para todos!)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Um até breve


Buenas people!

Bom, o tempo por aqui passou muito rápido, não foi?! hehe Pois é, durou pouco, mas o suficiente. Tomar conta desse blog foi uma excelente experiência que vivenciei. Apesar de não ser a "autora principal" e só estar aqui para postar aquilo que já me havia sido passado, em certos momentos, senti uma vontade muito grande de criar o meu próprio blog.

Porém, acho que não teria tantas coisas interessantes e diversificadas para falar. Nem sequer resenhar sobre os filmes que vi e livros que li recentemente eu consigo! E olha que eu tentei.. mais de uma vez! hehe

O criador do blog voltará amanhã. Mesmo com os convites mais que tentadores vindos dele, pedindo pela minha permanência e esporádica contribuição, resolvi recusar. Apesar de saber que ainda ficarei um bom tempo mofando nessa cama, na casa dos meus pais (torci o tornozelo duas semanas atrás), e que tempo é coisa que terei de sobra, algumas coisas eu prefiro acompanhar de fora. Me sinto mais à vontade e passível de ajuda.

Então, pensei em fazer esse post de "até breve", apenas para "constar nos autos" (sempre tive vontade de usar essa frase! hehe). Assim, como não poderia deixar de ser, finalizo minha participação por aqui com o vídeo feito a partir de um belíssimo poema do Carlos Drummond de Andrade, chamado "Recomeçar". Enjoy:




Fiquem com Deus e nunca desistam.. apenas deem um tempo de vez em quando.. hehe


Beka Ruiz
BlogBlogs.Com.Br