quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

A volta no fim... do ano


"I'll be back". Nenhuma frase temperou mais meus últimos 12 dias do que essa, dita pelo personagem de Arnold Schwarzenegger no filme "O Exterminador do Futuro" (1984).

Deixarei grandes explicações para um post específico. Mas precisava postar esse como uma "volta dos mortos", um regresso do filho pródigo ao lar tal estimado.

Na verdade, eu precisava mesmo era de um tempo sozinho, longe de todo esse agito 2.0. E, nesse ponto, agradeço muito a Bequinha. Ela relutou um pouco, mas aceitou me ajudar nesse momento que tanto necessitei.

Bom, mas como disse, deixarei tudo isso para outro post. Hoje, no clima desse dia, que marca o fim de um ciclo, venho aqui para demonstrar minha gratidão a tudo e a todos que me cercaram durante esse ano de 2009. Foi um ano bem difícil na sua grande maioria. Porém, pude apreciar boas conquistas que tive.

E, para 2010, desejo a todos tudo que consta do vídeo abaixo, produzido pela EPTV, rede de TV da região de São Carlos, afiliada a toda poderosa Rede Globo. Foi uma campanha de fim de ano, apresentada, originalmente, em 1999, usando como base o poema "Desejo", de Victor Hugo.





H (Bom Ano-Novo para todos!)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Um até breve


Buenas people!

Bom, o tempo por aqui passou muito rápido, não foi?! hehe Pois é, durou pouco, mas o suficiente. Tomar conta desse blog foi uma excelente experiência que vivenciei. Apesar de não ser a "autora principal" e só estar aqui para postar aquilo que já me havia sido passado, em certos momentos, senti uma vontade muito grande de criar o meu próprio blog.

Porém, acho que não teria tantas coisas interessantes e diversificadas para falar. Nem sequer resenhar sobre os filmes que vi e livros que li recentemente eu consigo! E olha que eu tentei.. mais de uma vez! hehe

O criador do blog voltará amanhã. Mesmo com os convites mais que tentadores vindos dele, pedindo pela minha permanência e esporádica contribuição, resolvi recusar. Apesar de saber que ainda ficarei um bom tempo mofando nessa cama, na casa dos meus pais (torci o tornozelo duas semanas atrás), e que tempo é coisa que terei de sobra, algumas coisas eu prefiro acompanhar de fora. Me sinto mais à vontade e passível de ajuda.

Então, pensei em fazer esse post de "até breve", apenas para "constar nos autos" (sempre tive vontade de usar essa frase! hehe). Assim, como não poderia deixar de ser, finalizo minha participação por aqui com o vídeo feito a partir de um belíssimo poema do Carlos Drummond de Andrade, chamado "Recomeçar". Enjoy:




Fiquem com Deus e nunca desistam.. apenas deem um tempo de vez em quando.. hehe


Beka Ruiz

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Diretores - George Lucas


Nascido em 14 de maio de 1944, George Walton Lucas Jr., foi um jovem aficionado por corridas de automóvel. Até que, em meados de 1962, ele sofre um grave acidente de carro que o deixa de molho por quase um ano.

Seguindo os conselhos do pai, o jovem Lucas usa esse tempo avulso para pensar em coisas menos “perigosas” para fazer no futuro. Assim que se sente recuperado, começa seu curso de Antropologia. A mescla de optativas na área de Artes, logo desperta em Lucas o interesse pelo universo cinematográfico.

Juntamente com um amigo, John Plummer, George Lucas produz alguns curtas-metragens. Querendo uma oportunidade nesse ramo, os dois jovens viajam até São Francisco, Califórnia, atrás do Canyon Cinema, um projeto de Bruce Baillie que recrutava promessas da área de cinema.

E foi durante um de seus trabalhos que George Lucas conheceu aquele que viria a ser seu primeiro mestre nessa área: o diretor Haskell Wexler. Ele ficou impressionado com os ângulos que Lucas utilizava para filmar uma corrida de motocross.

Seguindo o conselho de Wexler, Lucas matriculou-se no curso de cinema da Universidade da Califórnia do Sul. Ali, fez inúmeros amigos, inclusive Steven Spielberg. Suas novas ideias na parte de produção e edição lhe renderam, no final do curso, uma bolsa para estagiar na Warner Bros. Mas isso ficou ainda mais interessante quando ele foi informado que poderia escolher em qual filme gostaria de estagiar. George Lucas nem pensou muito e decidiu-se por uma produção de um diretor que ainda estava engatinhando: “O Caminho do Arco-Íris”, de Francis Ford Coppola.

Coppola logo reparou no potencial do jovem Lucas e, assim que esse concluiu sua graduação, lhe propôs fazer parte da fundação do estúdio American Zoetrope, companhia que tinha por objetivo ajudar os realizadores a criar filmes de forma livre, fora do circuito opressivo de Hollywood. O próprio Lucas viu aí uma chance de executar um projeto de um longa-metragem que não havia concluído durante sua graduação. Assim, em 1970, surge sua primeira aventura ficcional-científica: “THX 1138”. O filme, hoje tido como cult, não foi um sucesso na época. Porém, serviu para lhe abrir as portas para seu segundo filme: “American Graffiti” (1973), mais voltado para as corridas de automóveis e um dos grandes sucessos da década.

Contudo, a maior contribuição de George Lucas ao universo cinematográfico deve-se a concepção da dupla trilogia “Star Wars”. Numa época em que os recursos visuais e os efeitos especiais eram muito limitados, George Lucas se viu encurralado. Suas ideias iam muito além do que qualquer realizador já havia imaginado até então. Ele tinha em mente realizar um mega épico de batalha estelar que mesclasse influências de clássicos westerns e alguns filmes de seu diretor favorito (Akira Kurosawa). Contando com a ajuda de amigos como os já citados Coppola e Spielberg, George Lucas não viu outra saída senão criar sua própria companhia (LucasFilm) com um ramo específico para efeitos especiais (Industrial Light & Magic).

Aqui vale ressaltar como aconteceu essa “revolução”: até esse período, todo filme de sci-fi que quisesse fazer uso de naves e/ou ambientes interplanetários, utilizava uma maneira de filmagem muito rústica, com uma única câmera parada enquanto os objetos se movimentavam a sua frente. George Lucas achava isso tão pré-histórico quanto fazer fogo com duas pedras. Sua proposta era fazer o inverso do “natural”: os objetos ficariam parados diante de um fundo verde enquanto várias câmeras estariam se movimentando, permitindo as mais variadas tomadas. Durante a edição, eram incluídos luzes, fundos e efeitos sonoros, tudo para garantir uma experiência emocionante, nunca antes conseguida.

Mesmo assim, prevendo que a “indústria” de efeitos especiais avançaria ainda mais nas próximas décadas, Lucas tomou outra decisão inusitada: começou as gravações de sua dupla trilogia pela parte final, deixando os cinéfilos doidos por mais de vinte anos, atrás de informações sobre o surgimento de um dos vilões mais admirados de todos os tempos.

Indicado duas vezes ao Oscar® na categoria de Melhor Diretor, George Lucas recebeu, em 1992, o prêmio Irving G. Thalberg, por sua inestimável contribuição à sétima arte, como descrito nos parágrafos anteriores.

Alguns de seus filmes que eu recomendo:


H (o próximo é brasileiro!)

domingo, 27 de dezembro de 2009

O roteiro de viagem e os cartões postais


O descanso acabou. Depois de definido o roteiro de viagem, é chegada a hora de explorar os locais marcados como relevantes. Isso exige uma pesquisa de campo. Muitas vezes, e dizendo ninguém acredita, me sinto como um arqueólogo no seu primeiro dia num sítio recém descoberto.

Não há mais tempo a perder com distrações! É um momento de correria, quando precisamos visitar todos os lugares para, posteriormente, relatar de maneira sucinta o que pode ser depreendido desse e/ou daquele ponto. Como acontece num cartão postal: uma foto ilustra as belezas naturais e/ou culturais do lugar; virando-o, ainda temos um pequeno espaço separado para breves comentários, sensações, destaques e o que mais remeter àquele local específico.

Na verdade, tudo isso deveria ser feito com calma, utilizando preciosamente o tempo disponível. Porém, o descanso à beira da estrada durou (menos que o necessário, porém) mais do que o previsto: estava tudo muito bom; a paisagem era belíssima, a brisa matinal, reconfortante.

O empecilho da corrida só me trouxe uma certeza: no futuro, não poderá haver mais pausas inusitadas. As únicas possíveis serão as programadas, reservadas apenas para coletar mais cartões postais e continuar a fazer explorações. Quem sabe, eu não encontro uma nova espécie?!


H (corri, mas entreguei!)

sábado, 26 de dezembro de 2009

Top 5 livros para comprar (e ler) nas férias


Chegado esse período de férias (ao menos, da faculdade!), é chegada também a época das compras. E, as minhas serão, basicamente, restritas a livros e dvds.

Pensando nisso, resolvi listar algumas das minhas possíveis futuras leituras. Mesmo sabendo que a aparição de todos ou boa parte deles, futuramente, no quadro "Cabeceira do H" é mínima, já que tenho outras leituras específicas para o meu TCC programadas, colocarei uma pequena resenha do livro (retiradas daqui) e citarei como cheguei a decisão de sua compra.



ASHER, Jay. Os 13 porquês. São Paulo: Scipione, 2009. 256 p.

Sinopse: Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker - uma colega de classe e antiga paquera -, que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.

Já comprei esse livro duas vezes esse ano: as duas foram escolhas de dois dos meus sobrinhos. Achei a trama tão interessante que resolvi incluí-lo na minha "wish-list".



LEHANE, Dennis. Naquele dia. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. 696 p.

Sinopse: Certos momentos históricos são capazes, de definir uma nação. Ao ambientar este que é seu mais ambicioso romance no fim da Primeira Guerra Mundial, o autor escolheu uma dessas encruzilhadas em que o novo confronta-se com o velho, em que um passo em falso pode conduzir todo um povo a um futuro incerto. São tempos sombrios. Os soldados que voltam para casa encontram indústrias bélicas fechando as portas, desemprego, conflitos raciais e políticos de toda sorte. Por um lado, anarquistas e comunistas aproveitam para intensificar suas atividades entre os operários. Por outro, setores da população negra começam a unificar-se num embrião das lutas por direitos civis que tomariam os Estados Unidos nas décadas seguintes. Em meio a esse já turbulento cenário, políticos americanos acenam para uma proibição na venda de bebidas alcoólicas, e a gripe espanhola começa a atravessar o Atlântico. Ambientado em Boston, cidade natal do autor e que figura em quase todos os seus livros, "Naquele Dia" conta a história de duas vidas em rota de colisão. Danny Coughlin, descendente de irlandeses, é filho de um capitão de polícia e seguiu os passos do pai. Escalado para infiltrar-se em organizações bolcheviques e anarquistas, envolve-se na luta trabalhista e passa a defender a sindicalização do departamento de polícia. Caminhando no fio da navalha entre a ilegalidade e o trabalho de infiltrado, Danny acabará por se tornar figura-chave de uma guerra entre o governo e as forças da lei que se assoma no horizonte. Já Luther Laurence, o jovem negro cuja vida aos poucos se ligará à de Danny, chega a Boston por um mero acaso. Demitido para dar espaço à mão de obra que virá da Europa com o fim da guerra, e fugindo da polícia por um crime cometido em outro estado, Luther tentará passar despercebido em meio aos inúmeros conflitos sociais que o cercam. Mas Boston, cidade conhecida pela forte imigração de irlandeses, não é exatamente receptiva aos negros, e, entre a fuga da polícia e a busca por algum tipo de sobrevivência, Luther se verá embrenhado em uma briga que, se não é sua, passará a dominar seu dia a dia. Apoiado em uma rigorosa pesquisa, Lehane recria em detalhes a Boston do início do século XX.

Bom, entrando um dia na Livraria Cultura do shopping Bourbon, encontrei esse livro entre os destaques de lançamento. Fiquei babando um bom tempo até que, ao perguntar pelo preço a uma daquelas atendentes TÃO prestativas, quase tive um enfarte! Por isso, esperarei mais um pouco antes de sacrificar meu querido bolsinho.



MLODINOW, Leonard. O andar do bêbado: como o acaso determina nossas vidas. São Paulo: Jorge Zahar, 2009. 264 p.

Sinopse: Não estamos preparados para lidar com o aleatório – e, por isso, não percebemos o quanto o acaso interfere em nossas vidas. Citando exemplos e pesquisas presentes em todos os âmbitos da vida, do mercado financeiro aos esportes, de Hollywood à medicina, Mlodinow apresenta de forma divertida e curiosa as ferramentas necessárias para identificar os indícios do acaso. Como resultado, nos ajuda a fazer escolhas mais acertadas e a conviver melhor com fatores que não podemos controlar. Prepare-se para colocar em xeque algumas certezas sobre o funcionamento do mundo e para perceber que muitas coisas são tão previsíveis quanto o próximo passo de um bêbado depois de uma noitada...

Esse foi uma dica que li na minha revista Superinteressante de alguns meses atrás. Guardei a indicação por algum tempo, também esperando a remarcação da futura mordida no meu bolso.



MYRON, Vicki. Dewey: um gato entre livros. São Paulo: Globo, 2008. 272 p.

Sinopse: A rotina da pacata cidade de Spencer, Yowa, Estados Unidos, se transforma após Dewey, um gato, ser encontrado na Biblioteca Pública. A diretora da Biblioteca, que achou o gatinho na caixa de devolução, resolve contar a história e lança o livro, Dewey, um gato entre livros. O livro escrito por Vicki Myron, com colaboração de Bret Witte é a história real de um gato que fez da biblioteca - e da cidade de Spencer - sua casa e de seus habitantes, os melhores amigos.

Esse foi uma indicação que recebi da Jujuba, ainda no começo do semestre, durante uma das primeiras aulas de TCC1. Parece ser um livro bom. O tipo de leitura descompromissada.



SHAW, Dash. Umbigo sem fundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. 720 p.

Sinopse: Escrito quando Dash Shaw tinha 23 anos, Umbigo sem fundo narra com maturidade surpreendente — e uma boa dose de humor — os conflitos individuais e familiares dos Loony, que vêm à tona com o divórcio. Sem complacência, o autor investiga os movimentos mais sutis e os aspectos mais recônditos que tornam único o sofrimento de seus personagens. Com maestria, Shaw utiliza recursos como espaços em branco, variação no tamanho dos quadrinhos e cortes rápidos em cenas simultâneas que dão à narrativa um ritmo que é a um só tempo dinâmico e suave, em que a delicadeza do traço revela cargas máximas de tensão.

Também uma das dicas que recebi do pessoal da Superinteressante, esse eu tenho uma motivação particular em adquirir, já que só tenho ouvido falar dele pelos meus amigos mais próximos. Não quero ser o único a ficar de fora dessa "mania"! rsrs

Bom, é isso. Espero que o post tenha servido, ao menos, de novas indicações (ou até sugestões de presentes) de leituras para vocês também.


H (aproveitando enquanto há tempo)

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Ao Natal


Buenas, people!
Como o Agamenon não conseguiu preparar nada específico para essa data, ele me pediu para tentar montar um ranking com alguns indicações de filmes para esse dia. Mas, como não sou tão cinéfila assim e, como bem sabemos, a grande maioria dos filmes com temas natalinos são uma bela porcaria, resolvi apenas postar (ainda me acostumo com esse verbo! hehe) dois vídeos que encontrei no Youtube e me fizeram recordar bons tempos de natais passados, quando eu ainda tinha uma certa ilusão prazerosa, reservada especialmente para esse dias.

O Natal deixou de ser meu feriado favorito no ano há muito tempo! Até meus 14 anos, provavelmente devido aquela blindagem familiar, típica de cidades interioranas, eu via meu mundo como um lindo e perfeito avançar de dias. Sem maiores preocupações, sendo a filha perfeita que meus pais tanto queriam. Mas ninguém consegue viver de ilusões para sempre. Logo você percebe que existe uma gama muito variada de coisas externas ao seu mundo que merecem ser experimentadas.

Porém, parece que essas férias forçadas na casa dos meus pais, aqui em Lins (quem não conhece, eu indico. É uma cidade belíssima!), têm me ajudado a resgatar um pouco das minhas ilusões e alegrias dessa época. Por isso, depois de procurar um pouco no Youtube, encontrei dois vídeos que me lembram e muito essa época. O primeiro é o clipe da música "Last Christmas", da banda Wham!. Eu era fascinada pelo estilo deles. E, era apaixonada pelo George Michael! hehe Bom, já o segundo, é de uma propaganda que, apesar de altamente capitalista, ainda me provoca arrepios sempre que vejo. Enjoy:







Bom, acho que posso dizer em nome do Agamenon, que desejo a todos vocês que acompanham o blog dele um Feliz Natal.. sempre prevalecendo a essência desse dia, a ideia do surgimento de alguém que não se julgava melhor que todos, mas que, justamente por esse comportamento, o era de verdade.


BeKa Ruiz

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Guia de sobrevivência ao primeiro encontro - parte final


Atendendo a inúmeros pedidos (tudo bem, nem foram tantos assim!), está de volta a derradeira e reformulada parte do meu, do seu, do nosso (rufar de tambores ao fundo) “Guia de sobrevivência ao primeiro encontro”.

Demorei um pouco na sua postagem porque, depois de algumas reclamações, precisei “criar” um capítulo especial que havia me fugido totalmente como algo relevante a ser comentado. Bom, como os capítulos 1 e 2 já foram postados e o 3º já foi citado e (pré) definido, então só me restou criar o “Anexo A” (óóóóóóó). Vamos à seqüência:

Anexo A: roupa de dormir

Não podemos deixar de lado um dos pontos mais importantes da noite: a sua preparação. Qual roupa usar? Gel no cabelo ou só uma passada de mão? Tênis, chinelo ou sapato? Pois é, você pode até achar todos esses detalhes triviais, sem muita importância. Mas, não se esqueça que elas reparam em tudo! E todos (eu disse TODOS!) os detalhes têm sim uma relevância para o sexo feminino. Comecemos pelo básico. Nada de pêlos na cara. Cabelo, sem gel e nem tão grande (pode podar o black-power e se desfazer dos dreads.. aliás, como você conseguiu arrumar um encontro usando isso!?). Não precisa virar metrosexual da noite pro dia. Porém, mantenha o mínimo de higiene imaginável para se viver socialmente. Escove os dentes, use enxagante bucal (principalmente se você for fumante) e abuse da loção pós-barba... inodora!! Quanto a roupa, vá pelo casual: uma calça jeans discreta (nada de tonalidades dispares ou rasgos) e uma camisa social neutra (cinza, preta ou azul-escura). Não indico um sapato social porque eles são muito pessoais. Afinal, cada um tem seu gosto. Eu prefiro usar um sapatênis, que ajuda a equilibrar o ar casual das roupas. Se estiver um clima ameno e você não for do tipo que sente frio facilmente, leve um agasalho do mesmo jeito. Servirá para agasalhá-la, demonstrando que você também é um gentleman. Ah, já estava esquecendo do principal: seu perfume. Se você costuma suar muito no primeiro encontro, abuse do anti-transpirante. Porém, não use do mesmo artifício ao se tratar do seu desodorante. Eu mesmo tenho dois preferidos que só utilizo nos meus encontros (não, eu não vou dizer quais são e sim, eles são importados). Prefira fragrâncias com toques amadeirados e que só sejam perceptíveis (e irresistíveis) a curta distância. Assim, ela terá vários motivos para ficar nas proximidades do seu pescoço.. rsrs.

Capítulo 3: mais que um ligador, seja um ouvinte

Não darei grandes dicas por aqui. Até porque, cada caso exige, supostamente, uma abordagem adequada. Vamos tentar exemplificar: vocês chegam ao barzinho. Tudo está correndo bem, a conversa é agradável, você até conseguiu fazê-la rir algumas vezes etc. Porém, como saber se está realmente tudo indo bem?! Primeiro, preste atenção aos sinais: não sente-se de frente para a moça (quanto mais perto, melhor); olhe-a nos olhos quando ela estiver falando (não desvie o olhar para o decote dela! Resista!); não faça perguntas indiscretas ou piadinhas sobre ela; Elogie-a com moderação e sem comparações (“você está mais linda do que a moça da mesa 5”, pode acreditar, não é um elogio); e, quando a conta chegar, apesar dos protestos dela, diga a seguinte frase (mesmo sendo mentira): “na próxima, nós dividimos, ok?”. Se você conseguir emendar com um sorriso e uma pisca de olho, está feito. No demais, deixe-a conduzir tudo. Se tiver música ao vivo e ela inventar de dançar, lubrifique seus joelhos e mostre o dançarino que existe em você. Se ela estiver falando sobre um assunto daqueles bem chatos (novela, ex-namorado etc.), aproveite a primeira oportunidade e diga “desculpa, mas esse seu olhar me desconcentrou!”. Ah, e o principal: só ultrapasse o sinal se ela permitir. Aqui também valem alguns sinais, mas eu não vou dar todas as dicas assim, de mão beijada não!

Capítulo 4: são e salvo

Refaça (de maneira inversa, quase) todos os passos do capítulo 2. Chegando na casa da garota, desligue o carro e aguarde alguns segundos. Apesar da vontade grande, não diga nada! Nem sequer olhe na direção dela! Apenas aguarde. Se ela fizer menção de descer do carro, diga “acho que você está esquecendo uma coisa”. Quando ela voltar toda a atenção para você e estiver com aquela cara de “ponto de interrogação”, retire do porta-luvas o presente que comprou para ela. Sim, você precisará disso! Por melhor galanteador que você seja, considere esse presente como o seu “Ás” na manga. Mas nada muito extravagante: uma pequena lembrança ou algo personalizado, só para marcar o dia, já está de bom tamanho. Se depois disso não rolar um beijo ou ela não se mostrar interessada num próximo encontro, haja como eu em várias ocasiões idênticas: abra seu “cardápio” na letra seguinte e repita tudo novamente.


H (um cafa bonzinho)

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Auto-história: o "princípe" francês


A Europa, apesar das restrições de hoje, sempre foi apaixonada por veículos automotores. Foi o continente onde surgiu o primeiro deles e abriga, atualmente, o maior números de salões do automóvel.

Por esses e muitos outros motivos, a Europa é tida não só como laboratório para o lançamento de protótipos, mas, também, para a criação desses.

A francesa Societé Anonyme Automobiles Citroën, ou, simplesmente, Citroën, foi fundada em 1905. Durante a Primeira Guerra Mundial, fabricou armamentos. Sua vocação para os veículos automotores surgiu, de fato, a partir de 1919.

Desde a década de 1930, a montadora francesa era conhecida pela ousadia e inovação no desenho de seus carros. Foi assim com os 7CV e 11CV (da série Traction Avant) e, posteriormente, o 2CV. O que os três carros, além dos dois adjetivos já citados, tinham em comum?! As mãos e a mente que os tornaram realidade: Flaminio Bertoni e André Lefebvre.

No início da década de 1950, os dois estavam trabalhando no novo projeto da marca. Ele devia ser o sucessor final da série Traction Avant. Em outubro de 1955, no Salão do Automóvel de Paris, era apresentada ao público a nova sensação da Citroën: o DS 19. O sedã de quatro portas mais parecia ter saído de um filme de ficção cientifica, como dizia a imprensa da época. Nos três primeiros dias em que ficou exposto, a montadora registrou quase 80 mil pedidos de fabricação do protótipo.


Visto de frente, lembrava um sapo (apelido carinhoso que ficou marcado). Visto do alto, tinha forma de uma gota. O espaço interno era invejável. Tudo graças ao enorme entre-eixos de 3,13m! Algo jamais realizado na indústria automotiva de qualquer geração. E o que você acharia de dirigir um carro que tivesse um volante com apenas um raio? Impossível de imaginar?! Pois é, mas o DS tinha...

O teto (de plástico reforçado) tinha uma pequena inclinação para trás. As rodas traseiras (um charme à parte) ficavam escondidas, envolvidas pela lateral do carro. Mas ele não era revolucionário apenas no desenho. O sistema de suspensão hidropneumática possibilitava a regulagem da altura da carroceria em três níveis. Alguns garantiam que nem era preciso macaco para trocar um pneu e, ainda, que, devido a inclinação da carroceria, o DS 19 podia andar até sem uma das rodas traseiras!

Porém, nem tudo era novidade no DS 19. O motor inicial, depois de várias experiências frustradas, decidiu-se pelo mesmo do 11CV. Era um 1.911cm³, com 75cv de potência, chegando a 140km/h de máxima.


Até 1966, as novidades com relação ao DS estavam apenas no lançamento da versão perua (chamada de Break) e numa versão mais simplificada e barata, chamada ID 19. Em 1967, o DS recebia uma grande modificação em estilo. A frente ganhava novo grupo óptico, em que atrás de uma lente em forma de amêndoa estavam quatro faróis (foto acima). Os dois das extremidades eram fixos e os internos acompanhavam o movimento das rodas, recurso que foi logo proibido no continente europeu, trazido de volta mais de 20 anos depois pela própria Citroën. Nessa época, o carrinho foi dividido em várias versões (D Spécial, D Super e DS 21).

O motor mais potente que ele teve (2.347cm³ a injeção, 141cv e 195km/h de máxima) foi justamente seu último, disponível a partir de 1973. Dois anos depois, em abril de 1975, o DS dava lugar ao seu sucessor (não tão inovador) CX. Com quase 1,5 milhão de unidades vendidas, o DS foi, sem sombra de dúvida, o carrinho responsável por colocar a marca Citroën no hall da fama automotiva.

Para os cinéfilos: no filme “Operação França” (1971), excelente filme policial com Gene Hackman, o DS é um dos primeiros carros a aparecer; Em “O Dia do Chacal” (1973), ele faz (perfeitamente bem.. rs) o papel de carro presidencial; Graças ao seu desenho futurista, ganhou uma ponta no filme de Robert Zemmeckis e Steven Spielberg, “De Volta Para o Futuro II” (1989), onde atua como um táxi voador do ano de 2015!; E, por falar em Spielberg, o DS também foi usado no divertido “Prenda-me se for Capaz” (2002), quando aparece na parte final da trama, como carro oficial da polícia francesa.


H (Estou pagando em dinheiro pelo tempo alheio!)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Momento poesia XXXIV


Lágrimas ocultas

Se me ponho a cismar em outras eras
Em que rí e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi outras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
E a minha triste boca dolorida
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!

E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!


(Florbela Espanca)

domingo, 20 de dezembro de 2009

Diretores - George Cukor


"Cukor [George] é um dos meus realizadores preferidos. Era um mestre ao dirigir mulheres." (Pedro Almodovár)

George Dewey Cukor nasceu em Nova Iorque, Estados Unidos, em 7 de julho de 1899. Filho único do casal de imigrantes húngaros Victor e Helen Cukor, teve seu nome inspirado no herói hispano-americano George Dewey.

Assim como o pai, pretendia seguir os passos da advocacia. Porém, em 1917, foi recrutado para lutar na Primeira Guerra Mundial. Voltando com a mente mais desanuviada, para desgosto do pai, largou a faculdade de direito e embarcou na empolgante vida do teatro. Começou como assistente de palco, em Chicago. Retornando a Nova Iorque, ficou oito anos mesclando trabalhos como ator e diretor teatral.

Essa sua versatilidade logo o levou a Broadway, onde dirigiu a adaptação do romance “O grande Gatsby”, de F. Scott Fitzgerald. A peça foi um sucesso arrasador. E, numa época de transição do cinema mudo para o falado, os produtores procuravam justamente por diretores que tivessem essa experiência em lhe dar com interpretações e palavras.

Catapultado para o universo hollywoodiano no princípio da década de 1930, Cukor teve seu primeiro destaque na direção em 1933, com o filme “Jantar às oito”, que contava com um grande elenco da época. Muito responsável e sempre capaz de produzir ótimos filmes dentro de seus limites orçamentários, George Cukor se tornou o diretor mais desejado pelos produtores de Hollywood.

Por isso, Irving Thalberg, o poderoso chefão da Metro Goldwyn Mayer, não vacilou em chamá-lo para dirigir “Romeu e Julieta” (1936), superprodução estrelada por Norma Shearer (mulher de Thalberg) e Leslie Howard. Apesar da idade um pouco avançada do casal (à beira dos quarenta), o filme surpreendeu a todos.

David O. Selznick, um dos maiores produtores dos clássicos daquela época, convidou Cukor para dirigir aquele que viria a ser o maior sucesso da sétima arte: “... E o vento levou”. Aqui, cabe ressaltar uma das maiores peculiaridades de George Cukor: a atenção quase que exclusiva dirigida a seu elenco feminino. Fazia questão de dar palpites sobre o figurino, maquiagem, além, é claro, da interpretação diante das câmeras. Segundo o diretor, eram elas as responsáveis por fazer a química cinematográfica fluir. Porém, esse seu modo de agir, perturbava muitas pessoas. E, uma delas foi o galã de “... E o vento levou”, Clark Gable que, dizem alguns críticos, foi o principal “semeador” da discórdia entre diretor e produtor do filme. Depois de três semanas de filmagens, Cukor foi substituído por Victor Fleming, não tendo seu nome sequer mencionado nos créditos.

Contudo, esse incidente não abalou a sua carreira. Embora fosse um artesão obediente às regras da indústria cinematográfica e dono de um senso ético que o levava a ser fiel ao roteiro sem se preocupar com o brilho fácil, Cukor fez algumas criações ousadas para os padrões de Hollwyood. Foi o primeiro diretor a relacionar a sexualidade feminina como um dos temas centrais de uma trama (“A vida íntima de quatro mulheres”, de 1962, e “Ricas e famosas”, de 1981, seu último filme).

Em quase 60 anos como diretor, George Cukor nos agraciou mais de 40 belas e riquíssimas produções. Indicado 5 vezes ao prêmio máximo do cinema, recebeu a estatueta dourada por aquele que, até hoje, é considerado seu melhor trabalho: “Minha bela dama”, de 1964. Um musical insuperável em todos os detalhes que arrematou lágrimas e suspiros por onde foi exibido.

Já afastado de qualquer pretensão cinematográfica, o “poeta da alma feminina”, como diziam muitos críticos, morreu em 24 de janeiro de 1983, num hospital de Los Angeles, vítima de um enfarte.

Alguns de seus filmes que eu recomendo:

* Quatro Destinos (1933)
* A Dama das Camélias (1936)
* Núpcias de Escândalo (1940)
* Fatalidade (1947)
* A Costela de Adão (1949)
* Nascida Ontem (1950)
* A Vida Íntima de Quatro Mulheres (1962)
* Minha Bela Dama (1964)
* Ricas e Famosas (1981)


H (precisando de tempo)

sábado, 19 de dezembro de 2009

Ao primeiro



Buenas, people!

Muito prazer, chamo-me (ou me chamo, sei lá! hehe) Rebecca e fui convidada de uma maneira, digamos, bem carinhosa a fazer parte desse "Mundo", como o seu próprio criador diz. Desde já, peço desculpas a todos pois não sou muito boa com as palavras como eu gostaria. Por isso, apenas estarei aqui para postar as ideias que o Agamenon me incubiu de fazer. Talvez, alguma vez ou outra, já que essa tela em branco é tentadora para um desabafo, eu possa me entregar a vontade e escreva algo próprio.

Bom, mas vamos as explicações cabíveis: assim como eu, vocês devem ter lido no post (é assim mesmo, né?! hehe) anterior que ele viajou e, mesmo voltando amanhã, preferiu permanecer totalmente incomunicável aqui na web. Como o blog dele havia ficado parado durante uma semana por vários motivos que ele disse irá relacionar nos próximos posts, logo ele me convidou para me tornar a sua "porta-voz" por aqui.

Ele preparou uma série de posts que estão aqui, gravados no meu pendrive. E me deixou responsável por postá-los aos poucos, espaçados, até o dia 30 desse mês quando ele retorna do seu "retiro". E, acreditem em mim, até as fotos que ele costuma colocar no início já estão separadas! hehe.. quando eu digo que ele é encucado demais com algumas coisas, ele ainda acha ruim.. bom, mas eu não vou ficar aqui falando mal dele (pelo menos por enquanto! hehe).

Quem ainda quiser saber mais sobre mim, pode ler aqui um texto que o próprio dono do blog me pediu certa vez. Não sou muito boa para falar de mim. Acabo ficando repetitiva, sem grandes histórias etc. Por isso, pararei por aqui, esperando que vocês gostem dessa pré-transição e encerrando com um video do Youtube que sempre me faz chorar quando assisto:

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Informe geral: ressurgido dos mortos



Olá a todos! Quanto tempo não é mesmo?! Sei que pode parecer que esse blog já havia decretado seu fim eminente. Mas, antes das explicações, gostaria muito de agradecer aos pensamentos negativos, trabalhos e macumbas, rezas e velas acesas, procissões e oferendas a Iemanjá, enfim, todos os pedidos e tentativas de colocarem uma pedra em cima e apagar totalmente qualquer indício de existência desse blog.

Infelizmente, NÃO DEU CERTO!!! Chuuuupaaaa, bando de espírito de porco! Eu ainda estou aqui, e permanecerei nesse lugar por um bom tempo. Porém, continuem tentando me derrubar.. afinal, vocês são brasileiros e, como tais, são adestrados a sempre falharem e nunca desistirem.

Bom, deixando o desabafo de lado, esse informe é de suma importância para mim. Venho através dele deixá-los a par dos últimos e, consequentemente, dos próximos acontecimentos acerca desse "Mundo". Para os meus colegas de curso, não deve ser segredo que tive um dos semestres mais pesados da graduação. Não entrarei em detalhes agora, mas conciliar fim de faculdade, optativas picaretas, elaboração de TCC, trabalho estafante e uma chefia rudimentar não é uma das tarefas mais prazerosas que uma pessoa pode ter na vida.

Uma junção de outros detalhes que deixarei para aprofundar-me mais nos posts seguintes, também contribuiu para o meu estado atual, basicamente vivendo à base de aspirinas e muita meditação.

E, por falar em futuros posts, esse talvez seja o verdadeiro intuito desse: do dia 19/12 ao dia 30/12 estarei completamente incomunicável. Uma opção própria que não tem relação com ninguém especificamente e, ao mesmo tempo, uma causa irrefutável entre tudo e todos que me rodeiam. Preciso de tempo para rever algumas coisas. Repensar alguns caminhos e decisões a serem tomados nos próximos meses.

Contudo, não pensem vocês que o blog ficará a mercê como na semana anterior. De jeito algum poderia permitir isso. Dessa forma, convidei uma pessoa muito especial para mim para postar os textos no meu lugar. A maioria serão de minha própria autoria que escrevi nesse tempo de esgotamento passado entre TCC, trabalhos finais etc. Outros textos, dei a liberdade para que tal pessoa ficasse a vontade para incluí-los como bem entendesse.

Bom, é isso. Amanhã ainda estarei por aqui, concluindo o "Guia de sobrevivência ao primeiro encontro". Depois disso, tudo será uma surpresa.. rs


H (espero que gostem)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Momento poesia XXXIII


O Amor


O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar..

(Fernando Pessoa)


H (Why?!)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Minha música-chiclete IV



Mumm-ra é uma banda inglesa, criada em 2000. Teve seu nome inspirado no vilão do famoso desenho dos anos 1980, Thundercats.

Sobre a influência do indie rock britânico, a banda começou como inúmeras outras: numa garagem, tocando demos ou versões de bandas como Pink Floyd, The Clash, entre outras. O único álbum do grupo, "These Things Move in Threes" (foto), foi lançado em maio de 2007.

E, é desse disco, mais exatamente a quarta faixa do lado A, que esse post se refere. Parte integrante da trilha do filme citado no post anterior, a música fala sobre a necessidade de mantermo-nos atentos a tudo que acontece ao nosso redor, porque, por menor que possa ser um detalhe, esse também pode se tornar aquilo que mais precisamos naquele momento. Segue o vídeo original:





H (uma nova-velha fase)

sábado, 5 de dezembro de 2009

Nossa segunda certeza: 500 dias com ela



"Talvez essa seja a segunda grande certeza de nossa existência. [...] Um dia, encontramos a pessoa que julgamos ser 'a' pessoa, para, no dia seguinte, ela nos desapontar, quebrando nosso coração."

Começo esse post com essa frase que, provavelmente, além de marcar o início da minha análise sobre o filme relacionado no título, ainda será responsável por uma nova-velha fase na minha vida.

Ontem, depois de muito adiar, resolvi ceder aos apelos de uma "amiga" e fomos assistir ao filme "500 Dias com Ela". Na verdade, eu tinha várias outras opções que essa "amiga" havia me imposto. Mas me decidi por esse. Não sei bem porquê. Talvez tenha levado em consideração que essa seria uma boa oportunidade, já que, a julgar pelo tema, casais seriam mais do que predominantes no recinto.

500 Dias com Ela (500 Days of Summer), muito bem dirigido pelo diretor de videoclipes Marc Webb, coisa que tem se mostrado corriqueira ultimamente, conta a história de Tom Henson, um escritor de cartões comemorativos (!), e sua suposta paixão pela bela Summer Finn. O filme ficaria bem melhor se, desde o início, o locutor não estragasse tudo dizendo o frase tão óbvia de que ele não teria um final feliz. Qualquer anta com dois neurônios seria capaz de perceber tal ato pelo próprio título traduzido do filme.

A película é boa. Bem bobinha, devo acrescentar, mas boa. Na verdade, em boa parte do filme me senti retratado. Tenho que confessar: Summer Finn me pareceu um "Frankestein" das minhas ex-namoradas. E, justo um dia antes, eu havia encontrado aquela que mais se parece com a Summer! Que fatalidade! rs

A proposta do filme, assim como vocês dever ter lido por aí, não difere em quase nada dos demais desse gênero que abarrotam qualquer locadora. Mesmo assim, achei bem original a ideia de não mostrar a história de maneira linear. Foi uma boa forma de se diferenciar do restante. Afinal, o fim já era sabido.

Uma coisa que gostaria muito de destacar do filme é uma frase que, para quem já teve a infelicidade de ouvir, é capaz de machucar mais do que um soco: Tom e Summer estão sentados num banco e, então, ele a pergunta o que havia acontecido para ela, que era tão avessa a ideia de ser namorada de alguém, resolver se tornar, de uma hora para outra, esposa de alguém; ela lhe responde que simplesmente acordou um dia e teve a certeza que nunca havia tido durante o tempo em que eles estiveram juntos... isso dói.. e muito!

O final foi um pouco engraçado, principalmente para quem pegou a ideia do título original. Talvez, a mensagem que o filme queira nos passar é a de que devemos parar de nos preocupar tanto com encontrar a pessoa certa, no momento certo. Todas as pessoas são especiais. E, é preciso apreciar a exclusividade de cada instante, porque, viver de lembranças (sejam elas boas ou ruins) é um sinal de que nada foi totalmente aproveitado.

Fora algumas coisas pouco convencionais, algo que posso destacar ainda mais é a trilha do filme. Valeu o ingresso, a fila da pipoca e, até, a demora pela liberação da sala. Viciei, simplesmente. Indico-o para quem gosta de filmes do gênero. Caso contrário, vá assistir esse que você ganhará muito mais.


H (move on)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Cultura-Brasil? Qual?!


Se fosse a mão esquerda do Lula, adivinhem qual cor faltaria... rs

Recentemente, fiz um trabalho sobre políticas culturais que pretendia analisar as considerações dos secretários de cultura de mais de 750 municípios nacionais. Para isso, o professor que ministrou a disciplina elaborou um questionário que, na minha humilde opinião, tentou englobar de maneira simplória o universo cultural do microcosmo regional. Claro que, em se tratando de cultura e Brasil (duas palavras que não combinam bem numa frase afirmativa!), o número baixo de questionários respondidos, apesar de esperado, só foi ainda mais desanimador. Assim como a maioria das respostas concedidas.

Abaixo, transcrevo uma parte do trabalho final entregue pelo grupo no qual tive participação mínima. A pergunta em vista, solicitava que o responsável pela pasta citasse o maior objetivo da Cultura na sua gestão. Posso dizer que achei a pergunto um pouco subjetiva demais. Se por um lado ela tentava medir o entendimento do conceito de “cultura” pelo secretário, por outro, ela abria brechas para um desabafo, trazendo à tona uma problematização que não cabia na determinada questão. Bom, leiam e julguem vocês mesmos:

“Apesar das várias definições sobre cultura que podemos encontrar na literatura da área, as respostas dadas pelos representantes se mostraram bastante centradas no binômio preservação da cultura local / apropriação da cultura pela população (quase 70% das respostas eram relacionadas a isso). Porém, mesmo demonstrando essa preocupação com o estreitamento da relação entre a população e a política cultural, é difícil imaginar como isso seria possível se a grande maioria das secretarias respondeu não focar suas ações culturais numa determinada faixa etária e/ou social.

Tendo em vista que a melhor maneira de expressão para as ações citadas acima seja por meio de manifestações populares, de caráter inclusivo na produção cultural, seria mais do que imprescindível a tomada de um foco social e/ou etário participativo em grande parte do plano cultural do município.

Analisando bem as demais respostas, fica claro que alguns secretários ainda possuem calcificada a ideia de que a existência da apropriação da cultura pela população está ligada a construção e/ou restauração de prédios para abrigar museus ou bibliotecas [entre outras Unidades de Informação]. Claro que essas ações são necessárias. Mas não como principal forma da citada apropriação.

Construções como essas são tidas mais como meios para conservação/preservação de artefatos culturais. Servem, então, como ‘laboratório’ para o crescimento cultural de seu povo. Para tanto, a melhor maneira para aliar ações culturais e população seria promover ações que contribuam para a expressão popular regional: musicais, festas típicas, que envolvam o indivíduo na sua criação, seja intelectualmente, ou através da escolha programática.

ROUANET define o direito à produção cultural como ‘direito que têm todos os indivíduos de exprimirem a sua criatividade’. Talvez esse seja o grande mote que a política cultural nacional deva seguir: garantir a apropriação cultural sem deixar de lado o incentivo à criatividade individual.”


ROUANET, Sérgio Paulo. Política cultural: novas perspectivas. In: ALMEIDA, Candido José Mendes de; DA-RIN, Silvio. Marketing cultural ao vivo: depoimentos. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1992.


H (crie e ative a sua)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Guia de sobrevivência ao primeiro encontro - 2a parte



Retomando a ideia a partir daqui, sigamos para a primeira parte realmente escrita sobre o que o post se dispôs:

Capítulo 1: a pré-concepção e a busca

Você, macho reprodutor, pode achar que elas não ligam para horário, clima do lugar e, principalmente, o meio de condução que os levará até o local do primeiro encontro de vocês. Porém, acreditem no que eu digo: elas se importam.. e muito! Cada um dos três pontos citados possui um grau de implicação. A) O horário do encontro não pode ser cedo demais (antes das 18h) nem muito tarde (depois das 22h). Você precisa dar tempo o bastante para ela chegar do trabalho, passar na depiladora (ou cabeleireiro, dependendo do caso) e escolher uma roupa (só aqui, a média é de uma hora gasta!). Um encontro marcado às 21h (de uma sexta ou sábado) com a predileção de que você irá buscá-la às 20h30, já está de bom tamanho. B) O local escolhido para o primeiro encontro é de suma seriedade. Afinal, para as mais românticas (e para o seu desespero!), ele pode ficar marcado pelo resto de suas vidas. Eu indico um restaurante variado (que não esteja muito acima das suas posses, lógico!) ou um barzinho. Agora, não vacile nos seguintes pontos: primeiro, se escolher o restaurante, procure se informar antes sobre o cardápio (pergunte sobre o menu de saladas!) e se o ambiente oferece ótima visão das demais mesas (se o assunto acabar, pelo menos vocês ficarão se divertindo ao comentar os trejeitos dos que estão ao redor!). Ah, não esqueça de fazer reserva!; Segundo, se a escolha for por um barzinho, prefira um sem música ao vivo. Tenha sempre em mente que ela vai querer falar bastante, sobre todos os assuntos que a permeiam. Por isso, elimine possíveis “rivais”. Também vá ciente de que você não poderá beber. Afinal, um dos principais passos para garantir um segundo encontro é não causar vexames. C) Responda rápido: ônibus, metrô ou carro? Se a sua escolha foi para alguma das duas primeiras, vá por mim, fique em casa coçando o saco porque essa será a sua (única) ocupação nos finais de semana pelo resto da sua vida! Lembre-se que ela é simples e mora com os pais. Porém, não é idiota! Buscando-a de carro (nem que seja emprestado!) demonstra que ela possui uma exclusividade. Sem contar, é claro, que garante uma liberdade de horário para a volta e a faz se sentir segura. Você ganhará muitos pontos se abrir a porta para ela entrar/descer no/do carro (“quando um homem abre a porta do carro para uma mulher, um dos dois é novo: ou o carro, ou a mulher” rsrs).

Capítulo 2: o caminho

Vocês estão dentro do carro, cintos de segurança passados, daí, você liga o carro e, de repente, o rádio começa a soltar aquele “funk arrasa pista”. Se (e é um “se” BEM GRANDE) eu estivesse no seu lugar, convidá-la-ia (valeu, Word!!) para descer do carro e me atiraria no primeiro poste que encontrasse. Essa dica eu considero a mais valiosa que vocês lerão nesse post e na sua seqüência: por mais forte que seja a vontade, nunca banque o ridículo na frente da garota. Se o seu gosto musical é dos mais duvidosos existentes, escolha alguém que também o tenha (ah, e parem de ler esse blog! Para sempre!). Saiba que, por mais cafona, aquele ditado é muito verdadeiro com relação às mulheres: “a primeira impressão é a que fica”. Enxergue nessa oportunidade de vocês estarem ali, dentro do carro, como uma preliminar (se você não sabe o que é isso, posso até adivinhar quem é a sua maior amiga! rs): é o momento de experimentar.. mas, sem exagero. Deixe-a à vontade para escolher uma música (providencie um porta-cds bem sortido) para vocês ouvirem. Opine sobre uma coisa ou outra. Contudo, deixe claro que a decisão caberá a ela. Use todos os detalhes que surgirem a partir daí como ganchos para engatilhar a conversa. Nada de ficar se gabando sobre isso ou aquilo! Puxe o assunto, mas deixe-a guiar tudo. Apesar de você negar veementemente, quem decidirá por um novo encontro será ela, e não você. Por isso, não seja egocêntrico. E, se o for por natureza, não demonstre logo de cara. Quando você menos esperar, já será a hora de vocês saltarem do carro e darem início ao capítulo 3.


H (em breve)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Momento poesia XXXII: coisa raríssima!



Tempos futuros*


Nesse dia,
repleto de alegria,
quero ver o impossível.

Nesse dia,
sem medo nem agonia,
quero ser o invencível.

Nesse dia,
com tudo em harmonia,
a igualdade é aceitável.

Nesse dia,
depois de toda melhoria,
o difícil torna-se descartável.

Nessa hora,
quando todo o mal aflorar,
eu ficarei aqui, de braços cruzados.

Nessa hora,
por mais forte que seja a vontade de chorar,
ninguém verá meus olhos molhados.

Nessa hora,
que para pedir não bastará apenas orar,
será aquela que vai nos proporcionar mais medos.

Nessa hora,
separado o viver do morar,
os sentimentos guardados não serão mais segredos.

Nesse instante,
não quero ver tristeza:
quero só ter certeza que ainda existe o bem.

Nesse instante,
só não quero é amar,
para não sofrer futuramente por ninguém.

Nesse instante,
tudo será mais belo,
pois quando apelo basta só dizer amém.

Nesse instante,
o que não foi, o será no futuro;
isso tudo eu asseguro, aqui e mais além...

(Michel Ferrera, Rebeca Ruiz & Agamenon Leite)


H (um achado!)


* Escrito em 22/01/2001

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Guia de sobrevivência ao primeiro encontro - 1a parte



Antes de mais nada, quero deixar claro que não sou machista. Apesar das minhas indiretas sobre esse assunto serem tão constantes quanto o tic-tac de um relógio cuco, admiro muito o espaço conquistado pelo sexo feminino no decorrer dos últimos 90 anos.

Dito isso, preciso ainda esclarecer que esse post é direcionado, quase que exclusivamente, para o público masculino que convive “nesse mundo” (que, para minha sorte, não passa de meia dúzia!). Pois é garotas, se, ao lerem o título desse post, vocês imaginaram que eu iria entregar de bandeja os grandes macetes sobre os pensamentos e atitudes do universo masculino antes, durante e, principalmente, depois do primeiro encontro, desculpem-me, mas vocês estão enganadas! Começa aqui o (meu) primeiro e único “Guia (masculino) de sobrevivência ao primeiro encontro”.

Antes, porém, elucidemos alguns pontos: 1) nossa “vítima” (a garota) tem entre 21 e 25 anos; estuda e trabalha; mora com os pais e animal de estimação (escolha livre!); é uma pessoa antenada, simples e, aparentemente, não pertence a nenhum socio-grupo estranho e/ou irritante (sem exemplos!); 2) apesar do termo utilizado, as dicas aqui expostas visam apenas uma coisa: atravessar o caminho de brasas do primeiro encontro e garantir um próximo; assim sendo, se a sua intenção é única e puramente sexual, get out!; 3) não tenham tudo aqui dito como via de regra. Afinal, quando o assunto é mulher, ou melhor, comportamento e conquista do sexo oposto, tudo se torna uma monografia.. sem conclusão!; 4) as dicas serão separadas em grandes categorias e, provavelmente, pelo tamanho que o post tomará, serão divididas em 2 posts.

Logo, como vocês puderam notar, esse é apenas um post pseudo-científico: veio para tudo dizer e nada informar. Aguardem os próximos episódios...


H (sendo mais eu)

sábado, 28 de novembro de 2009

Auto-história: a caixinha de fósforo mais famosa do mundo



Alexander Arnold Constantine Issigonis foi, sem dúvida, um homem marcante na indústria automobilística britânica e mundial. Alec começou a tomar gosto pelos automóveis em 1923, quando adquiriu um da marca Singer. Pouco depois começou seus estudos no Battersea Polytechnic e diplomou-se engenheiro em 1928. Era um ótimo desenhista e projetista.

Em 1936, depois de passar por várias pequenas montadoras, começou a trabalhar para a Morris. Juntamente com Jack Daniels, que havia trabalhado na MG, montou o departamento de desenvolvimento da empresa. Um imaginava, o outro calculava. E foi nesse ínterim que ambos começaram a se dedicar ao projeto “Mosquito”. Seria um novo carro pequeno, moderno e acessível. Em 1943, a carroceria do primeiro protótipo ganhava vida. Estava nascendo o primeiro sucesso deste homem genial. Em 1948, era lançado o Morris Minor, que se tornaria um sucesso comercial até o início da década de 1970, em diversas versões.

Quatro anos depois, com a fusão da Morris com a Austin (formando a BMC), Alec perdeu autonomia e resolveu se retirar do grupo. Com a primeira crise do petróleo, em 1957, Alec, que havia saído a pouco tempo da Alvis, foi convidado a voltar para a BMC. O desafio era projetar um carro ainda menor e, conseqüentemente, mais econômico, porém, que garantisse conforto no transporte de 4 pessoas.

Desenhado em tempo recorde, entre março e outubro de 1957, o carro teve dois protótipos construídos. Em julho de 1958, Alec convidou Leonard Lord, diretor da BMC, para testá-lo. Sir Lord, entusiasmado, mandou que o carro estivesse em produção em menos de um ano. O nome oficial escolhido foi ADO-15, de Austin Drawing Office. Para o público, em abril de 1959, eram apresentados o Austin Seven, fabricado em Longbridge, e o Morris Mini Minor, produzido na unidade de Cowley, nos subúrbios de Oxford.



Essa hilária divisão logo ficou conhecida pelo apelido de Mini. Tinha 3,05 metros de comprimento, distância entre eixos de 2,03 m, largura de 1,41 m e altura de 1,35 m. Era quadradinho e muito leve: 570 kg. Apesar das pequenas dimensões externas, seu interior era generoso em espaço. O tanque de gasolina, com capacidade de 25 litros, garantia ótima autonomia, já que podia fazer até 20 km/l. Estava disponível nas versões Basic e Super Deluxe, esta com calotas e alguns cromados a mais. A carroceria monobloco tinha duas portas, que exibiam as dobradiças na parte da frente. Uns achavam muito rústico o recurso, outros entendiam que combinava e mostrava charme. Na frente havia dois faróis circulares e uma grade cromada, com frisos horizontais e barretes verticais.

O carrinho possuía duas curiosidades que o faziam ainda mais exclusivo: a primeira era o motor. Diferentemente de todo e qualquer carro da época, ele era montado em posição transversal (leste/oeste). Tinha cilindrada de 848 cm³, quatro cilindros em linha e potência de 30 cv, chegando à máxima de 115 km/h; a segunda se refere a suspensão. Era independente nas quatro rodas e usava batentes de borracha como meio elástico, em vez de molas e amortecedores, pois a borracha tem elevada histerese (anula os movimentos de compressão e distensão). Isso visava mais a estabilidade de que o conforto na sua condução.

Apesar disso, as vendas só deslancharam depois que foi visto como carro preferido por famosos como a princesa Margareth (irmã mais nova da rainha Elisabeth II) e o ator Peter Sellers.

Em 1961, após uma parceria com a Cooper Car Company, surgia uma versão mais potente, que seria responsável pela alcunha que o deixaria conhecido no mundo todo: o Mini-Cooper. O motor passava a ter 998 cm³, potência de 54 cv e velocidade final de 145 km/h. Dois anos depois, foi lançada uma versão apimentada desse, chamada de Cooper S. Produzida até 1972, essa versão chegou a ter um motor com 78 cv e velocidade máxima de 170 km/h.

Porém, antes disso, em 1969, o grupo BMC se fundia ao Leyland, formando a British Leyland Corporation. A partir daí, surge a política de redução de gastos. Logo, a fábrica de Cowley (Oxford), que pertencia a Morris, fecha as portas. Assim, não havendo mais distinção entre Austin e Morris, o carro passava a se chamar apenas Mini 850 ou 1000 (referências as cilindradas do motor).



A partir de 1977, e nos 15 anos seguintes, começaram a ser lançadas as série limitadas, quase todas com nomes de bairros londrinos: Beaubourg, Mayfair, Chelsea, Ritz, Piccadilly, Park Lane, Red Hot, entre outras. Até a versão Cooper retornou, rebatizada como Monte-Carlo.

Depois de passar por inúmeras crises internas e pelas mãos de montadoras como BMW e Land Rover, o Mini-Cooper deixava de ser produzido, em outubro de 2000, com um total de quase 5,4 milhões de unidades fabricadas. Antes mesmo de ter sua produção encerrada, em 1997, a BMW já ensaiava uma repaginação total do Mini. A tentativa era deixá-lo mais robusto e moderno. O projeto final foi apresentado ao público no Salão de Paris de 2000, quase simultaneamente ao anúncio do grupo Phoenix (detentor dos direitos sobre o carrinho até então) do encerramento da sua produção.

As críticas (favoráveis, em sua maioria) ajudaram a BMW a trazê-lo de volta às ruas. Desagradando aos puristas por ser maior e mais pesado. Porém, seus fãs ainda enxergam nele o espírito Mini original.

Para os cinéfilos, quatro “Mini-dicas” (trocadilho ridículo, eu sei!): “Um Golpe a Italiana” (1969), com Michael Caine, onde os Mini-Coopers fazem verdadeiros malabarismos para escapar da polícia de Turim; sua continuação, “Uma Saída de Mestre” (2003), com Mark Wahlberg, Donald Sutherland e Charlize Theron, conta com a participação de um Mini da segunda geração e três da versão mais recente; em “A Identidade Bourne” (2002), com Matt Damon e Franka Potente, um Mini vermelho bem surrado é usado pelos protagonistas numa longa viagem entre Alemanha e França; e, não poderia deixar de citar o seriado “Mr. Bean”, com o ator Rowan Atkinson no papel do esquisito e atrapalhado monossilábico britânico que possui um ursinho de pelúcia e um Mini verde com uma tranca na porta.


H (um sonho)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O jogo do cachorro


Será que ele consegue?!

Deixando um pouco de lado as minhas obrigações acadêmicas e me entregando um pouco menos a irresistível e deliciosa soneca que me entorpece logo pela manhã, comecei a pensar (nem sei bem porquê!) em algo que me ronda de alguns anos para cá.

Às vezes, sinto-me um verdadeiro anormal por perceber que ainda tenho apreço por certas pessoas que passaram pela minha vida sem, por outro lado, serem parte ativa dela. Indivíduos que me decepcionaram e/ou magoaram, já que sou um ser muito rancoroso (merecerá um post em breve!). Ou ainda, numa terceira hipótese, apesar de pouco usual, indivíduos que seguiram rumos diferentes dos meus.

Pode parecer que estou falando exclusivamente das minhas “bad choices”. Mas não. Muitas das minhas amizades também seguem por essa mesma trilha.

E, como eu disse anteriormente, é estranho perceber que mesmo não havendo mais qualquer tipo de laço, de relação interativa, essas pessoas ainda me são tidas como especial, quando não, muito importantes.

Em alguns casos, que infelizmente não poderei citar exemplos, teria motivos mais do que cabíveis para ignorá-los e gritar a plenos pulmões: “burn in hell”. Porém, acho que pela minha natureza pacificadora e isenta de sentimento de vingança, não consigo ignorá-las de todo.

Ultimamente, vejo alguns aspectos da minha vivência terrena como pequenos círculos viciosos, uma corrida oval, onde fim e começo alternam suas ordens, porém, mantendo suas origens. Apesar de distintos, possuem aparência de univitelinos.

Pode parecer fácil ou até agradável experimentar a vida dessa forma. Contudo, eu garanto que não é. Pelo menos na maioria das vezes, ter segundas, terceiras ou infinitas chances só permitem que os erros, ao invés de serem corrigidos, sejam reprisados... quando não, piorados.


H (sendo coadjuvante da minha própria vida)

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Diretores - Frank Capra



Apenas os audazes deveriam fazer filmes, porque apenas os que têm força moral podem falar às pessoas durante duas horas e na escuridão.” [F. C.]

Nascido como Francesco Rosario Capra, em 18 de maio de 1897, no vilarejo de Bisacquino, Itália, era o sexto filho de um casal de camponeses. No ano seguinte, seu irmão mais velho, Ben, já na casa dos 16 anos, sai da Itália em busca de novos desafios. A família Capra fica sem notícias suas até que, em abril de 1903, recebem uma carta de Ben, dizendo que estava em Los Angeles, Estados Unidos. O pai, Salvatore, resolve então partir com toda a família para a Califórnia.

Frank, com seis anos, passou a estudar e vender jornais na rua para ajudar na renda da família. Durante os estudos, Frank ainda trabalhou como bedel em sua escola, tocador de banjo em um bistrô e encartador no Los Angeles Times. Em 1918, formou-se em engenharia química. Mas não conseguiu emprego em sua profissão e, depois de vagar pelo estado em diversas ocupações, soube que o Ginásio Israelita do Golden Gate Park, em San Francisco, seria transformado em um estúdio cinematográfico. Ele começou como técnico de um pequeno laboratório, para depois tornar-se roteirista de comédias para os dois maiores produtores do gênero: Hal Roach e Mack Sennett.

Seu contato com os dois possibilitou que, anos depois, ele fosse contatado por Mack Sennett para trabalhar com um comediante que então despontava: Harry Langdon. Nessa época, Frank co-escreveu e dirigiu, entre outros, ‘’O Homem Forte’’ (1926), considerado o melhor filme de Langdon. Porém, logo foi despedido pelo comediante, temeroso que o talento do jovem cineasta ofuscasse o seu.

No final da década de 1920, Harry Cohn, um dos donos da então desconhecida Columbia Pictures, escolheu o nome de Capra em uma lista de diretores desempregados apenas por intuição, esse sendo considerado o ponto inicial da sua estupenda carreira. Seus primeiros anos na produtora foram marcados por impulsionar a carreira da atriz Barbara Stanwyck, e pelo início da associação com Robert Riskin, roteirista por trás de alguns dos maiores clássicos do cineasta.

Sua temática recorrente era uma combinação de comédia e drama; a exaltação ao homem comum, cujo bom caráter prevalece sobre a corrupção e as armadilhas do sistema. Essas fábulas populistas, confiantes na democracia dos Estados Unidos, eram particularmente eficientes para a sociedade americana dos anos 30 e 40, abalada pela Grande Depressão e pela guerra.

Após a Segunda Guerra, Capra fundou a Liberty Films, juntamente com os diretores William Wyler e George Stevens, e o produtor Samuel Briskin. Apesar de contar com dinheiro da poderosa (na época) MGM nos seus primeiros anos, a promissora produtora não durou muito: em 1950, depois de fracassos de bilheteria como “A Felicidade Não se Compra” e “Sua Esposa e o Mundo”, ela foi vendida para a Paramount.

Na década de 1950, já deixando a sétima arte um pouco de lado, Frank Capra também se dedicou a televisão, produzindo alguns programas científicos. Seu último filme (na verdade, uma refilmagem), “Dama por um dia”, foi lançado em 1961. Em 1971, publicou sua autobiografia (“The Name Above the Title’’) e, em 1982, recebeu do Instituto Americano de Cinema um de seus três prêmios pela carreira, cujos melhores filmes são “obras-primas de timing e organização’’, como descreveu o crítico Leslie Halliwell.

Alguns vêem Capra como um cineasta de filosofia simplista e otimismo ingênuo, mas criticá-lo por tais motivos é negar uma das próprias razões de ser do cinema (e de qualquer cinéfilo, diga-se de passagem). E quando se fala em divertimento (e por que não, esperança), ele tem poucos paralelos. Seus filmes permanecem entre os maiores entretenimentos da história da sétima arte.

Responsável pelo primeiro filme a ganhar os 5 principais prêmios do Oscar® (Filme, Diretor, Roteiro, Ator e Atriz), “Aconteceu Naquela Noite”, de 1934 (os outros dois foram “Um Estranho no Ninho”, de 1975, e “O Silêncio dos Inocentes”, de 1991), e vencedor de 3 prêmios como Melhor Diretor, Frank Capra faleceu em 3 de setembro de 1991, de ataque cardíaco enquanto dormia.

Alguns de seus filmes que eu recomendo:

* Aconteceu Naquela Noite (1934)
* O Galante Mr. Deeds (1936)
* Do Mundo Nada se Leva (1938)
* A Mulher Faz o Homem (1939)
* Adorável Vagabundo (1941)
* A Felicidade Não se Compra (1946)


H (“Um pressentimento é a criatividade tentando lhe dizer algo.” [F. C.])

sábado, 21 de novembro de 2009

Um esconderijo para o preconceito

"Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade. [...] Todo o homem tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição." (Declaração Universal dos Direitos Humanos, Artigos 1 e 2).

Alguns meses atrás, iniciei uma saga, tendo como conclusão o ato de assistir "in loco" (no cinema) a todos os filmes que estavam concorrendo a premiação do Oscar® desse corrente ano. Infelizmente, por um punhado de motivos, fracassei no meu intento. Porém, como a maioria já se encontra disponível em dvd, resolvi retomar a conclusão de tal lista.

Contudo, antes disso, mudemos um pouco o rumo do post: ontem, como todos bem sabem, foi o dia da Consciência Negra. Muito além do que mais um feriado no nosso já entupido calendário, essa data foi escolhida para (assim como fica nítido na sua intitulação) conscientizar e lembrar a todos desse país branquelo que as raízes negras encontram-se espalhadas pelos vários estratos sociais. Há pouco mais de 300 anos atrás, nessa mesma data, morreu um dos maiores "ativistas" pelo fim da escravidão que, por sua vez, juntamente com o holocausto, forma a moeda mais alta do preconceito mundial.

Mas por que os seres que se dizem humanos, em inúmeras oportunidades, sentem essa necessidade de se intitularem melhores (ou superiores) do que aqueles que até pouco tempo eram seus semelhantes? Chegando a vias de subjugá-los, criando estereótipos malditos para auxiliar a mistificar o preconceito que se estabelece a partir daí.

Como diria "V" no filme "V de Vingança": "uma ideia é mais forte que uma pessoa". Basta espalhar uma mentira mil vez para ela se tornar uma verdade incontestável. Vejam o caso dos negros logo após a abolição: viviam pelas ruas, sem conseguir um trabalho minimamente decente. O que era dito na época sobre isso?! Chamavam-os de vagabundos! E vejam hoje: 150 anos depois e a fala permanece quase intacta. Ou o grupo racista Ku Klux Klan com a sua corrida pelo extermínio de todos esses.

E foi assim com os homossexuais, quando foram tachados como disseminadores do vírus HIV; Os comunistas e a fama de "comedores de criancinhas"!; Os islâmicos generalizados como extremistas fervorosos, prontos para explodir o planeta; O nazismo e sua ideia estúpida de supremacia ariana e limpeza étnica... e por aí vai.

Mas, por quê?! Talvez seja uma pergunta sem resposta convincente... talvez uma resposta que não mereça estar embutida a uma pergunta.. sei lá!

Só sei que depois de assistir a filmes como "Milk: a voz da igualdade", "Mississipi em chamas" e "O Pianista" nesses últimos dias, comecei a rever o lugar onde eu escondo o meu preconceito. Resolvi fazer uma faxina geral nos meus conceitos pré-concebidos.


H (indico o mesmo para vocês)

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A perda da inocência - post convidado



Minha mãe sempre me dizia que o mais surpreendente dos seres humanos somos nós mesmos. Maria como 90% das mulheres da mesma faixa etária, tinha uma vitalidade e paz de espírito de dar inveja a qualquer monge budista.

Ela e meu pai se casaram ainda numa época em que a escolha cabia aos pais da moça. Mas ela teve sorte, segundo ela própria me disse certa vez: “logo que pus os olhos no seu pai, sabia que ele era para toda a minha vida”.

Juntos, eles tiveram três filhos. Como toda adolescente que se preze, dei tanto trabalho para os dois (meus pais), que fugi de casa quando fiz 16 anos.

Nunca liguei para os seus ensinamentos. Tudo que saía da boca deles, para mim, soavam como broncas e sermões.

Porém, mesmo estando longe, mandava uma carta por trimestre, só para dar notícias. Provavelmente, repensando hoje, o fazia por um remorso estúpido, do tipo que magnetiza ao ponto de garantir saudade o bastante para não eu atravessar a fronteira da volta para casa. Ficava ali, estagnada na vontade. Eles, talvez prevendo que o mundo iria me “endireitar”mais cedo ou mais tarde, nunca me pediram para retornar.

E eu não vou dizer que ele (o mundo) conseguiu. Muito pelo contrário! Ele me permitiu ser aquilo que tinha vontade, voar até onde as minhas asas me sustentassem. Ele me garantiu a subsistência de lucidez que, tenho certeza, a proteção familiar nunca nutriria.

De mãos dadas com o mundo, experimentei um pedaço de cada sentimento; cada sofrimento; cada indivíduo que cruzou meu espaço. Aprendi a amar o hoje e respeitar a liberdade. Passei por tantos lugares que deixaria Gengis Khan no chinelo.

E, depois de 7 anos distante da lagoa onde fui gerada, retornei para aquilo que nunca me pertenceu. Não fui recebida com toda a pompa de chefe de Estado, mas com um carinho que me surpreendeu. Havia saído tal como um anticristo e voltei como uma canonizada. E, pela primeira vez na vida, senti vontade de ficar, de ter um lugar para chamar de meu e moldá-lo “à minha imagem e semelhança”.

Porém, não demorou muito para a realidade dar o ar de sua graça, esbofeteando minha face, avisando que a fantasia só faria mal a minha vida.

Saí novamente, carregando comigo o ensinamento de que o lado ruim da vida não é provar da existência da maldade, mas alegar desconhecer sua abrangência, sua totalidade, nas mais variadas formas.

BeKa Ruiz

terça-feira, 17 de novembro de 2009

As primeiras pedras e o roteiro de viagem



Seguir rumo ao desconhecido pode desestimular ou amedrontar os mais pessimistas. Por outro lado, pode empolgar e revitalizar os mais céticos.

Depois de se encontrar diante do breu de um túnel, caminhar por trilhas estreitas e sinuosas, escalar pedras gigantes surgidas do “nada” e avistar a primeira placa de localização, anunciando a distância exata até o destino final, é chegada a hora de sentar-se a beira do caminho para tomar fôlego.

Um terço do trajeto foi completado”, ouço ao longe uma voz de tom ameno, como que trazida pela brisa de um fim de tarde. “Mas ainda falta muito até o fim”, diz a mesma voz. Olho ao redor, procurando um rosto conhecido, ou pelo menos um que assim possa ser intitulado. Porém, em vão. Apesar de não me sentir assim, estou só. Somente minha bagagem me faz companhia física.

De repente, não sei bem o porquê, retiro do bolso um pequeno papel. O aliso para conseguir entender melhor o que está escrito: “... agora é a hora de montar seu roteiro de viagem... comece pelos grandes eventos!”. Dispensar tempo para pensar como aquele pedaço de papel foi parar ali, eu sabia que seria inútil. Mesmo ciente que não existia um prazo, mas sim um marco final, era inegável que o descanso estava no fim.

Um roteiro de viagem se faz necessário quando se quer ter uma noção do que há de importante para ser visto em determinado local. Desse modo, os passos serão mais decididos, certeiros, sem motivos para enganos ou tropeços. Além, é claro, de garantir uma ótima visão espacial do que pode ser aproveitado do geral, delimitando as relevâncias.


H (separando o joio do trigo)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Ponto de vista



Certa vez, não me lembro muito bem onde, li que cada história, para ter seu contexto acertadamente analisado, depende de um ponto de vista “sorteado” em vários.

Tudo é uma questão de visão. A análise surge sobre o prisma do observador diante de um caso específico. Ilustrarei melhor o meu discurso com a comparação entre dois fatos parecidos que me ocorreram nos últimos dias:

1º caso: sexta-feira, dia 13. Um dia assombrado para alguns, mítico para outros. Para mim, um dia normal. Como sempre. Cheguei ao ponto do primeiro ônibus que pego para ir trabalhar no horário de costume. E, como de praxe, fiquei mais de 10 minutos esperando o maldito de busão passar. Quando adentrei ao dito cujo, a primeira coisa que me veio à cabeça foi “vou me atrasar”! Dito é feito;

2º caso: hoje, dia 16. O despertador tocou no horário certo. Eu o desliguei e voltei a dormir. Acordei num sobressalto, em cima do horário limite. Ciente do meu atraso, fiz o possível para me arrumar em tempo digno do Guiness Book (com 9 minutos, acho que mereço ao menos uma menção honrosa! rs). Andei o mais rápido que eu pude para chegar ao ponto. No caminho, um pensamento fortuito me veio a mente: “como seria bom se o ônibus atrasasse hoje também!”. Dois minutos de espera no ponto foram suficientes para me deixar contente.

Entenderam a questão do ponto de vista?! No primeiro caso, eu tinha tudo para ficar estressado o restante do dia com relação a isso. Porém, não foi isso que me irritou nesse dia, e sim o fato de eu ter acordado no horário, me arrumado no prazo, chegar ao ponto com tempo de sobra e, mesmo assim, por motivos que fogem da minha alçada, chegar atrasado no trabalho. Já no segundo caso, eu já estava conformado que me atrasaria. Contudo, fiquei contente, justamente porque o ônibus passou com o mesmo atraso de antes.

Alguns o chamariam de ironia... eu, chamo de destino. Tudo depende do seu ponto de vista, do ângulo pelo qual se observa.


H (1x1)