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sábado, 24 de outubro de 2009

Diretores - Francis Ford Coppola



"Steven Spielberg e eu somos os únicos cineastas que podemos fazer o que realmente queremos. Eu, porque tenho sorte com os negócios, e Steven Spielberg porque é um gênio." [F. F. C.]

Nascido na cidade de Detroit, em 7 de abril de 1939, no seio de uma família ítalo-americana, teve seu nome do meio escolhido como uma homenagem "indireta" ao empresário Henry Ford, já que nasceu no hospital que leva o nome desse.

Aos nove anos, contraiu poliomielite. Passou boa parte da sua infância resguardado em uma cama. Tinha como principais companhias a TV e uma câmera 8mm do pai. Apesar de negar que sua influência para a sétima arte tenha surgido daí, fica nítida a ligação. Na verdade, Coppola nasceu numa família de artistas: sua mãe era atriz (Italia Coppola), seu pai era compositor e músico (Carmine Coppola) e sua irmã caçula é atriz (Talia Shire); posteriormente, sua filha se tornou atriz/diretora (Sofia Coppola) e seu sobrinho, ator (Nicolas Cage), para ficar nos mais famosos.

Aos 17 anos, depois de ganhar experiência produzindo vários curta-metragens com a câmera do pai, Coppola se inscreve na Universidade de teatro Hofstra. Quatro anos depois, entra na UCLA, renomada Universidade da época, especializada em cinema. Mas o excesso de disciplinas teóricas (e, por conseguinte, a falta de aulas práticas) fez com que ele desistisse da vida acadêmica, indo trabalhar como assistente do diretor de filmes "B", Roger Corman.

Aos poucos, se tornou o homem de confiança de Corman, consquistando cada vez mais espaço para mostrar suas ideias e criações. Apesar disso, Francis se sentia mais a vontade era escrevendo roteiros. Inclusive, o primeiro de seus incontáveis Oscars® veio com o roteiro que ele fez para o filme "Patton - Rebelde ou Herói?", de 1971. Seu sucesso lhe garantiu grandes amizades dentro dos estúdios da Warner, fato que seria imprescindível alguns anos depois.

Em 1968, enquanto dirigia um de seus piores trabalhos ("O Caminho do Arco-Íris"), descobriu um dos grandes talentos da época estagiando na produção desse filme: George Lucas. A amizade entre os dois foi responsável pelas melhores criações que o cinema mundial já viu, além de possibilitar a Coppola a fundação de seu próprio estúdio: o American Zoetrope.

Entre um fracasso e outro, um grande sucesso aqui e ali, o estúdio foi responsável por revelar outros diretores de grande calibre, como Carrol Ballard, Hal Barwood, John Korty, Williard Huyck, Gloria Katz, John Milius, Mathew Robbins e Martin Scorsese. Apesar disso, os blockbusters do estúdio foram mesmo aqueles dirigidos por Coppola.

Isso fica mais evidente se tomarmos como referência apenas a década de 1970, sua fase de maior e melhor produção. Filmes que marcaram uma geração e se tornaram "cult" para outras. Filmes que têm como marca o autoritarismo, às vezes de maneira explícita, outras mais reservadas.

Seus filmes, diferentemente de outros diretores, não segue uma forma básica. Suas obras são todas "primogênitas", se reinventando a cada claquete inicial. Infelizmente, como é natural a cada recomeço, algumas dessas obras deixaram muito a desejar.

Mesmo assim, seus filmes acumularam inúmeras premiações ao redor do globo. Entre eles, 15 prêmios Oscar®. Foi responsável por um fato até hoje inédito na festa maior do cinema: produziu a única sequência vencedora da estatueta de Melhor Filme ("O Poderoso Chefão I e II").

Alguns de seus filmes que eu recomendo:


H (um dos favoritos.. de todos)

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Compositores - Nino Rota


Certa vez, o cineasta Federico Fellini afirmou: "o colaborador mais valioso de todos era Nino Rota. Entre nós estabeleceu-se uma integração total desde "Abismo de Um Sonho". Nossa integração foi interessante: eu tinha decidido ser diretor, e Nino era uma premissa para que continuasse a sê-lo. Tinha uma imaginação geométrica, uma visão musical das esferas celestes, para quem no havia necessidade de ver as imagens de meus filmes”.

Nino Rota nasceu em Milão, em dezembro de 1911, no seio de uma famlia de músicos. Foi inicialmente estudante da Orefice e Pizzetti. Ainda criança, mudou-se para Roma onde terminou os seus estudos no conservatório de Santa Cecília, em 1929, com Alfredo Casella. Mostrou-se um 'enfant prodige' quando, aos onze anos, compôs um oratório intitulado "A Infância de São João Batista".

De 1930 a 1932, Nino Rota viveu nos Estados Unidos. Ganhou uma bolsa de estudo no Curtis Institute of Philadelphia onde frequentou as aulas de composição de Rosario Scalero e as aulas de orquestra dadas por Fritz Reiner. Logo regressou a Itália onde se licenciou em literatura na Universidade de Milão. Em 1937, iniciou a sua carreira docente que o levou à direção do conservatório de Bari, um título que manteve de 1950 até seu falecimento.

A sua entrada para o cinema se deu a partir da década de 1940, coincidindo com um período de grande efervescência cinematográfica através do movimento conhecido mundialmente como neo-realismo. Além de Federico Fellini, Nino Rota trabalhou com outros importantes nomes do cinema, tais como: Renato Castellani, Luchino Visconti, Franco Zeffirelli, Mario Monicelli, King Vidor, Ren Clement, Edward Dmytrik e Eduardo de Filippo. Mas, seu trabalho mais conhecido, foi em colaboração com Francis Ford Coppola e seu pai, Carmine Coppola. Conforme a lenda, depois de inúmeras tentativas frustradas de contato, Francis Ford Coppola foi pessoalmente até a Itália, em 1972, convidá-lo para compor a música de “O Poderoso Chefão”. Quando soube dos detalhes do projeto, Nino Rota aceitou o desafio na hora. A sequência do filme rendeu ao compositor seu único Oscar, em 1974.

O ritmo da música de Rota tem a capacidade de tocar a nossa alma, enquanto tempera imagens memoráveis. Mesmo que determinadas produções não tivessem a capacidade para impressionar o público, sua música marcava presença de forma discreta, mas profundamente envolvente. Ele fazia questão de rotular sua música de marginal, mas ela tinha uma funcionalidade rigorosamente impressionante. Nino Rota morreu em Roma, em 10 de abril de 1979.
Algumas de suas composições:

* A Doce Vida (1960)
* Fellini 8 1/2 (1963)
* Amarcord (1973)


H (Só falta um! Quem será?)