domingo, 17 de maio de 2009

Momento poesia XVIII


Depois de ontem (rs), digo que acredito não em destino como essência, mas que estamos fadados a passar por alguns eventos frustrantes (essa não é a palavra certa, porém não consegui pensar em outra melhor) para adquirir experiência para aquilo que está por vir. Como uma vacina, por exemplo, preparando os anticorpos para um perigo futuro.

Essa poesia é apenas para mostrar o quanto estou contente (cuidado com os comentários! rs):


Está cheio de ti meu coração!

Está cheio de ti meu coração,
como a noite de estrelas está cheia,
tão cheia, que ao se olhar para a amplidão
o olhar de luz se inunda e se incendeia...

Está cheio de ti meu coração,
como de ondas o mar que o dorso alteia,
como a praia que estende sobre o chão
milhões de grãos do seu lençol de areia...

Está cheio de ti meu coração,
como uma taça, erguida, transbordante,
num momento de amor e de emoção,

- como o meu canto enquanto eu viva e eu cante,
como o meu pensamento a todo instante
Está cheio de ti meu coração!


(J. G. de Araújo Jorge)


H (de orelha-a-orelha)

Um comentário:

Äмbзr Gïrℓ ⅞ disse...

lindo soneto. amor tem espaços que preenchem um grande vazio por toda a vida. o primeiro terceto está o mais divino, embora o conjuto de todo o soneto esta riquíssimo.

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