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quarta-feira, 17 de março de 2010

Mudança x estagnação



Apesar de parecer estagnado, acredite, você nunca o está.

Afinal, esse corpo celeste, o qual você habita juntamente com 6 bilhões de semelhantes, está em constante movimento. E, mesmo diante de bizarras teorias, nada indica que isso irá parar de uma hora para outra.

A percepção disso (em escala menor, claro!) está na sua observação do céu e nos cortes precisos dos ponteiros do seu relógio (isso se você não o comprou via Ponte da Amizade).

Você pode acreditar que todos esses pontos relacionados acima resultam em mudanças. E eu não vou dizer que você está errado. Apenas está meio certo.

O resultado desses exemplos apresentados é a progressão, o “ciclo natural das coisas”. Algo que vem ocorrendo há tanto tempo, tendo uma impressão (erroneamente) tão diminuta que se tornou corriqueiro intitulá-lo de “normal”.

Algo nada normal, taí uma boa interpretação que podemos fazer de uma mudança. Na grande maioria das vezes, surge no momento mais inoportuno, trazendo consigo o desconforto, o desagrado, a estranheza. Porém, tudo depende do ponto de vista. Ou melhor, do contexto que ela se encontra inserida. Sim, porque é disso que ela precisa, e é daí que ela retira sua força e deixa gravado o motivo de sua existência: no contexto.

Até esse ponto você deve estar muito confuso, não é?! Eu também. Ultimamente minha vida tem tomado a forma de uma árvore, onde cada galho transforma-se num contexto propenso a uma mudança. Quando várias se sucedem, de maneira quase ininterrupta, emerge um turbilhão que, por afinidade, gosto de chamar de “tempo presente”.

Não estou aqui para discutir se isso é bom ou ruim, reconfortante ou desesperador. Talvez eu apenas chegue a conclusão de que é necessário para não acabar estagnado...



H (aos poucos)



* Imagem retirada daqui

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Pause - uma saga em "stand by"


Criar esse blog foi uma idéia reflexiva, uma maneira de tentar compreender melhor essa ferramenta, ponto central daquilo que (eu imagino) seja meu trabalho de conclusão de curso. Assim como Truffaut, eu precisava ir além da visão de um “seguidor”. Era imprescindível passar pela apreensão de cada postagem, cada comentário, cada novo seguidor. Pesquisas e mais pesquisas, a busca pela diversidade e superação a cada nova linha escrita.

Contudo, assim como começar, é preciso também saber a hora de parar.

Por vezes, continuamos insistindo em algo que não tem mais futuro. Persistir e persistir em coisas que já perderam a sua validade. E assim acontece com esse blog. No início, tudo era uma maravilha. Deslumbramento atrás de deslumbramento, todo e qualquer assunto servia de inspiração para post. Já tive inúmeros instantes de "fim de blog". Mas nenhum como esse. Hoje, já se foram inspiração, assunto e, até mesmo, a própria vontade de blogar!

Não quero, e nem posso, levar um blog dessa maneira. Seria uma falta de respeito não só comigo, mas, principalmente, com todos aqueles que o seguem e, conseqüentemente, já ajudaram-no até esse ponto em que ele se encontra.

Fico triste com essa decisão. Porém, a tomo na certeza de que, se agora me falta inspiração, num futuro não muito distante, faltar-me-á (thanks, Word!) tempo. Logo, num raciocínio mais do que lógico, para que “empurrar com a barriga” hoje, se amanhã o fim pode ser decretado por um motivo ainda mais banal?!

Viver esses momentos (mais de 300!) foi mágico. Deixando de lado o interesse de cada um que já passou pelas páginas desse “Mundo”, já que não possuo meios de saber o nível de importância que esse blog teve para vocês, serei agora um pouco egocêntrico (só agora! rs): fiz desse blog uma verdadeira segunda casa. Aqui, entre imagens e vídeos, textos e links, relatei desabafos, mencionei alegrias, relacionei meus segredos (quase) mais íntimos, sofrimentos, decepções, angústias, certezas, verdades. Fui amigo, colega de trabalho, namorado (e ex também.. rs), filho, irmão e tio. Aprendi muito e espero ter transmitido, ao menos, algo relevante.

Esse foi o “Meu Mundo”, com vários dos meus pedaços e repleto de todos que me cercam (que frase mais piegas! rs)

Isso não é exatamente um fim. É apenas uma pausa mais demorada. Quanto tempo durará? Não será pouco, isso eu tenho certeza. Mas eu estarei sempre por aqui. Obrigado a todos pelo apoio.


H (...)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O sopro de alívio e as primeiras pedras



Começar a trilhar caminhos inéditos não é fácil. Na verdade, ninguém nunca me disse que seria fácil. Porém, nós sempre temos uma esperança, não é mesmo?!

Quando os primeiros entraves aparecem, é normal sentir aquela vontade quase incontrolável de desistir, largar tudo como está para que, futuramente, outro corajoso entusiasta encontre melhores meios para concluí-lo.

Ultimamente tenho me sentido imerso naquele poema do Carlos Drummond de Andrade em que, num determinado momento, ele (ou o personagem do poema) se encontra “cercado” por pedras, não podendo seguir ou retroceder.

Essas pedras, as quais logo alcunhamos de “obstáculos”, muitas vezes são tão grandes que acabam por tornar o restante do caminho totalmente invisível aos nossos olhos. Damos pulos ou tentamos circundá-las, na tentativa sempre fracassada de enxergar aquilo que se encontra além.

Nesses casos é que uma orientação, a chamada “mão-amiga” faz sempre uma diferença, auxiliando com os equipamentos necessários para escalá-las. Não raro, algumas vezes surge aquele frio na barriga devido a altura que esse ou aquele obstáculo adquire. E, novamente, cabe a mão-amiga nos incentivar, deixando claro que o medo nada mais é do que a falta de confiança tentando nos incapacitar de todas as formas a enfrentar o desconhecido.

O desconhecido pode ser uma aventura ou uma chatice; um filme de terror ou uma comédia pastelão. Suas definições, para serem conhecidas, só dependerão da carga acumulada que trazemos conosco. Cada um só faz a viagem que quiser. Ou puder fazer.


H (estagnado)

sábado, 19 de setembro de 2009

A real duração das coisas



Se existe uma frase mais idiota e clichê para começar esse post, é "nada dura para sempre". Tão idiota e verdadeira que, só agora que acabo de escrevê-la, percebo o labirinto sem saída no qual me meti.

Claro que no início tudo são flores. Talvez até uma dúzia.. rs Provavelmente, porque o momento era propício para tal ocorrido. E quero que fique bem claro que não estou diminuindo e/ou excluindo a sua importância perante esse tempo transcorrido de maneira tão simples e benéfica.

Muito pelo contrário, quero que esse post sirva, simultaneamente, como um agradecimento e um "até breve" sem ressentimentos.

Porém, como já disse, tudo tem um fim. O porquê talvez seja uma tentativa de entendimento (normal) que buscamos para algo improvável de explicar. Sabemos do seu motivo muitas vezes inexistente. E, mesmo assim, por outras vezes (e erroneamente!), insistimos no seu martelar.

Talvez porque essa é uma das características mais palpáveis da convivência social humana desses últimos séculos: se explicar, seja para bem ou para o mal. Mas tente entender: do mesmo modo que a sua duração é desconhecida e, ao mesmo tempo finita, o motivo do fim pode ser inexplicável e, conscientemente, inevitável.

Às vezes, quando consigo olhar para além de mim, vislumbro que, acertadamente, as coisas foram feitas para não nos pertencerem por muito tempo. Afinal, o apego exagerado desconhece limites e, em contrapartida, impõe barreiras que acabam por asfixiar aquilo que, por natureza, foi feita para existir, sem grades ou amarras.. somente livre.. e em todos os lugares.

Um amigo dizia que, enquanto a paixão era responsável por assinar uma receita, apenas uma amizade é capaz de escrever um livro. Portanto, deixemos que esse dia fique marcado por finalizar a receita de um dia feliz, e comece a registrar o início de uma nova amizade.. com direito a capa dura e milhares de páginas.


H (cada um é aquilo que o seguinte não pode ou consegue ser..)

* Imagem retirada do blog Crônicas Urbanas

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Momento poesia XXVI



Moraliza o poeta nos ocidentes do Sol a inconstância dos bens do mundo


Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.

Porém se acaba o Sol, por que nascia?
Se formosa a Luz é, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?

Mas no Sol, e na Luz, falte a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.

Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.

(Gregório de Matos)


H (salve a santa ignorância nossa de cada amanhecer)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Desilusões e tristezas


Eu não sei como começar esse post. Só sei que ele precisa ser iniciado. E, naturalmente, essa falta de saber já fez dele começado, mas não merecidamente legível.

Quando resolvi montar esse blog, tinha várias coisas em mente. Gostaria que ele não fosse um blog pessoal. Claro que isso era impossível. Queria que ele tivesse a minha personalidade, mas que não trouxesse tanto da minha pessoa como ele está trazendo hoje. Ele deveria trazer minhas opiniões, saberes, percepções sobre isso ou aquilo. Mas, a cada dia que passa, sinto que ele está se tornando num "webdivã", usado para descarregar minhas angústias, saudades, mágoas, etc.

Recentemente eu tive uma decepção com relação a uma pessoa. Foi difícil. Talvez porque a cabeça ainda está no clima da situação, não consegue achar uma forma de ver a cena por um outro ângulo. Talvez. A verdade é que, no dia seguinte, depois de fazer uma análise literal da situação e, consequentemente, minha auto-análise também, chego a conclusão que o problema, a decepção começou em mim. Não na outra pessoa, mas eu mim.

Assim como acontece com esse blog, eu criei expectativas com relação a essa pessoa. Expectativas que eu sei a muito tempo que nunca (repito: NUNCA!) deveria ter criado. Porque são hipóteses que não vingam. São aspectos que a outra pessoa nem sequer sabe que você espera. Fico triste com isso. Desiludido comigo mesmo por ter deixado chegar a esse ponto.

Gostar de ver as pessoas felizes não faz de você uma pessoa feliz. A menos que você se sinta satisfeito com isso. Eu já me senti. Hoje, parece que falta algo.

Peço desculpas a todos que acompanham esse blog. Sei que são poucos, mas são fiéis e isso é o que importa. Esse blog entrará em recesso por algum tempo. Não sei quanto. Pode ser uma semana, dez dias, um mês, não sei. Preciso repensar algumas coisas e resolver outras. Agradeço a todos que me ajudaram até aqui.

Convidei outra pessoa para publicar nesse blog. Ainda não obtive uma resposta. Espero que ela aceite e dê conta do recado na minha ausência temporária.

Imagem tirada do blog: http://www.beautful_angel.blogger.com.br


H (...)