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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

"O tempo dá-se em fragmentos"


Daqui algumas horas, tudo perderá sentido. Doze anos de (imaginado) conhecimento mútuo limitar-se-á ao nada.

Nos conhecemos numa época bem estranha de nossas vidas. Você, uma forasteira, fugia de uma vida que não era sua. Eu, ainda imerso no turbilhão da adolescência, vivia cada dia sem qualquer perspectiva. Em meio a uma multidão bêbada e surda, nos trombamos. Meio sem quer, talvez de propósito. E assim seguimos.

Colhemos o que plantamos, isso é bem verdade. Mas quem é o felizardo que consegue colher EXATAMENTE o fruto que idealizou?! Pois é...

Você vagou o mundo. Disse, certa vez, que procurava o lugar mais longe possível de mim. Eu ri. Você não. Confesso: existem mais brasileiros vencedores do prêmio Nobel do que momentos em que me lembro de ter arrancado uma gargalhada de seus lábios.

Daqui algumas horas, você será mais sozinha. Terá um não-sei-quem para dividir os passos pela areia molhada da praia. Não espero que você entenda minha reação quando soube. Da mesma forma, não estou aqui pedindo desculpas pelas coisas que disse. Borracha alguma é capaz de apagar tais atos impensados.

Também não espero vê-la, ouvi-la ou mesmo ter notícias suas daqui em diante. Você terá toda uma vida dividida, de dedicação e afeto. Eu.. bom, sei lá. Estarei por aí, como sempre, me remoendo pelos cantos, chutando pedrinhas pelas calçadas, esperando despertar a qualquer momento, na minha cama, 12 anos mais jovem.

Sempre me lembrarei de você da maneira como a conheci: uma menina, pouco mais de um metro e meio, magrinha, aparentando uma fragilidade externa tão proporcional quanto o olhar de decisão que lançava aos desafios.

Daqui algumas horas, sei que meu celular irá tocar. E, mais uma vez, não irei atendê-lo. Por vergonha (de não saber como consertar um erro antigo). Por inveja (de não-sei-quem que estará ansioso, lhe esperando num altar). Por medo (de mim).

Não desejarei que você seja feliz. Isso você já, seja sozinha, seja acompanhada. Apenas peço (se eu ainda tiver esse direito): não desista de mim. Porém, se decidir fazê-lo, continue.. sem olhar para trás.


H ("Uma doença grave / esse amor sem braços / e toda a carga leve / que súbito me arde.")


* Imagem retirada daqui

terça-feira, 22 de março de 2011

Meus morcegos


Consciência pesada pelas atitudes de outrem em relação a mim. É estranho isso atrapalhar meu sono quando, na verdade, deveria ser o contrário.

E por que não é? Talvez a própria falta da consciência alheia seja o motivo mais óbvio e, consideravelmente, o mais irritante.

Pensamentos retrospectos me invadem, turvando meu já enegrecido repouso. Como já dizia, sabiamente, Augusto dos Anjos: “Por mais que a gente faça, à noite,” eles entram “imperceptivelmente em nosso quarto”.

São os meus morcegos, meus fantasmas. Toda a vida de histórias que, antes, não quis me livrar. Como poderia eu saber que tais recém-nascidos, nutridos substancialmente de meus medos, cresceriam tão rápido!

Filhos bastardos de um passado inglório! (desculpe o jogo de palavras, Tarantino!) Tal como a origem, mereciam o mesmo destino: a morte!

Porém, não sou desses que deseja em vão aquilo que não quer ter de volta. Muito menos, sou capaz de largá-los numa lixeira qualquer. Querendo ou não, são meus rebentos. Nasceram de meus fracassos, sendo, dessa forma, inábeis de autossuficiência.

Alimento-os na esperança de que, um dia, fiquem tão grandes e pesados que eu já não suporte mais carregá-los por todos os lugares. Restar-lhes-á, apenas, devorar-me por completo e, consequentemente, morrerem de inanição.


H(cansado.. na maior parte do tempo)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Há dias


Há dias em que, por mais improvável que seja, rezo para que meus cinco minutos de praxe, logo cedo, durem pouco mais de uma hora. Na esperança de que alguém me atenda, percebendo o quão grande é a minha mórbida vontade de permanecer aninhado na temperatura amena que emana de meu aconchegante reduto repousante.

Há dias em que peço encarecidamente por uma dor lacerante pelo meu corpo, daquelas que tornam inconcebível qualquer tentativa de um movimento abrupto, quiçá, moderado.

Há dias em que, já entregue aquela nauseante sensação de derrota, ainda entre a rotina e a lucidez, suplico para que nenhuma surpresa desagradável venha ao meu encontro, para transformar o que já é um suplício num caminho de espinhos.

Há dias em que, quando surge uma dessas surpresas, bate aquele arrependimento, aquele anseio incontrolável de gritar a plenos pulmões para que metade do planeta ouça: “mas que po*** de vida é essa!?”.

Daí, como uma resposta repleta de mensagens subliminares, Ele me envia vários noticiários sobre tragédias, desastres e outros momentos perturbadores, como se Ele estivesse me precavendo, passando Seu sermão: “agradeça por você não estar no meio dessas intempéries”.

No fim das contas, posso dizer que, por pior que seja a minha vida, ela só é ruim pelo meu prisma. Se não estiver contente, basta girar o meu caleidoscópio para ter outras visões.


H (dia ruim tem dessas coisas)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Minha música-chiclete IV



Mumm-ra é uma banda inglesa, criada em 2000. Teve seu nome inspirado no vilão do famoso desenho dos anos 1980, Thundercats.

Sobre a influência do indie rock britânico, a banda começou como inúmeras outras: numa garagem, tocando demos ou versões de bandas como Pink Floyd, The Clash, entre outras. O único álbum do grupo, "These Things Move in Threes" (foto), foi lançado em maio de 2007.

E, é desse disco, mais exatamente a quarta faixa do lado A, que esse post se refere. Parte integrante da trilha do filme citado no post anterior, a música fala sobre a necessidade de mantermo-nos atentos a tudo que acontece ao nosso redor, porque, por menor que possa ser um detalhe, esse também pode se tornar aquilo que mais precisamos naquele momento. Segue o vídeo original:





H (uma nova-velha fase)

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Dia da saudade



Hoje, dia de finados, longe de ser considerado uma comemoração, para mim é um dia de reflexão, de recordação, dedicado a todos aqueles com quem tive o privilégio da convivência, porém, que por uma fatalidade qualquer, deixaram de existir fisicamente para co-existirem em outro lugar, além de viverem em nossas lembranças.

A primeira vez que fui "convidado" pela D. Morte a sentir falta de alguém foi aos 9 anos. Alguns colegas da escola foram até a minha casa e disseram que um amigo com o qual, quase sempre, voltava para casa, havia morrido num acidente, justamente quando esse voltava da escola.

Eu não sei quanto a vocês, mas, nessa idade, não tinha a mínima noção do que a palavra "morte" significava. Meus pais, reparando que eu não demonstrava estar nem um pouco chocado, resolveram conversar comigo naquele dia sobre isso. Na segunda-feira (tudo aconteceu na sexta anterior), na primeira aula após o ocorrido, fomos todos a escola, porém, a professora resolveu discutir com os alunos o que havia acontecido. Pude perceber nos olhos da professora a emoção que lhe surgiu ao ler o nome desse amigo na lista de chamada.

Ao mudar de cidade, de 1995 a 2001, topei com a D. Morte mais 13 vezes, perdendo familiares (minha bisavó em 1995 e meu avô em 2001) e amigos (inclusive o Michel, em 2001).

Sei que, chamando-a assim de "D. Morte", pode parecer que a considero, que a respeito. Mas não chega a tanto. Apenas sei da sua existência e a julgo merecedora de certa formalidade, nada mais.

Meu avô me disse, certa vez, que o ato de sentimos saudades de alguém denota o quão importante aquela pessoa foi para a nossa formação. Em outras palavras, saudade é sinal da influência do outro em nós.

Por isso mesmo, dedico esse post a todos aqueles que passaram pela minha vida, deixando marcas através de ensinamentos, sorrisos e trejeitos, linguajares e, principalmente, sentimentos. Um dia, espero encontrá-los. Mas, hoje não. Ainda não.

"Por dentro do peito, aqui no lugar onde resguardo meu valente pulsante, sou como uma miscelânea humana, como um Frankenstein [...], sou grato a cada um de vocês porque, se sou o que sou hoje, é devido ao pedaço de cada um de vocês que carrego nesse mesmo peito." [M. F.]


H (It's complicated)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Jogo de gato e rato



Eu detesto muitas coisas na minha vida. Não gostaria de ter uma lista tão extensa como a que tenho, porém, se ela me pertence é pelo simples merecimento adquirido nesses últimos 26 anos.

Claro que posso destacar alguns freqüentadores desse inventário particular, pessoas, fatos e relações que parecem estar grafadas em néon no meu livrinho negro de ódio sanguinolento. Exemplos clássicos são: a minha irmã e várias outras pessoas que fazem da arrogância a principal face de suas personalidades; donos de cachorros que nunca ouviram falar em coleira e/ou focinheira; idosos teimosos que insistem em entupir as calçadas já apertadas com suas bengalas ou passos de tartaruga; as fofoqueiras do meu bairro que adoram fazer da vida alheia a primeira página do “jornal falado” da vizinhança; o bando de filhos da puta que, assim que sobe no ônibus lotado, se acha no direito de colocar aquela música brega dos diabos no último volume do celular, mesmo com o aviso de PROIBIDO O USO DE APARELHOS SONOROS!

Bom, esses são só alguns. Mas, o principal de todos, aquele indivíduo com quem venho travando uma batalha constante nos mesmos moldes de um David e Golias dos tempos modernos, é o temível atendente de telemarketing. Não existe ser mais detestável e avesso ao bem-estar macro-social do que esse.

Tento ao máximo evitar o contato previsto (a ligação) com esse intimidador, contribuindo, dessa forma, a manter a minha saúde mental e os meus níveis de socialização num patamar fronteiriço ao suportável. Porém, nas duas últimas semanas, as tentativas se mostraram inglórias e insensatas.

Se eu não estivesse com meu orgulho ferido devido a negação do meu direito mais irrevogável (ir e vir), talvez até deixasse esse entrave de lado e minha vida seguiria seu rumo tranqüilamente sem maiores consternações. Mas, como nem todos os caminhos que escolhemos (ou que nos são oferecidos) levam ao paraíso idealizado, escapar do sofrimento fica ainda mais difícil.

Não vou entrar em detalhes sobre as minhas conversas com esse ser mitológico, renegado por toda a sociedade, enfático em cada uma de suas ações, além de surdo e dissimulado por natureza. Só digo o que aprendi: a ameaça surte efeito; falar alto e sem intervalos deixa-os desconcertados; esperar vários minutos na linha possibilita a descoberta de canais interessantes na sua recepção de tv; falar no telefone enquanto comer não é falta de educação; cochilar com o celular no ouvido é uma delícia!

O saldo das minhas duas lutas?! Uma eu venci por nocaute (que pode ser entendido por “problema resolvido antes do prazo estipulado”) e a outra perdi por pontos, porque os entreguei depois da quinta ligação..


H (eles têm um poder de persuasão!)

* Imagem retirada daqui

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Minha música-chiclete III e uma grande mentira


Homem não chora


Homem não chora
Nem por dor
Nem por amor
E antes que eu me esqueça
Nunca me passou pela cabeça
Lhe pedir perdão
E só porque eu estou aqui
Ajoelhado no chão
Com o coração na mão
Não quer dizer
Que tudo mudou
Que o tempo parou
Que você ganhou

Meu rosto vermelho e molhado
É só dos olhos pra fora
Todo mundo sabe
Que homem não chora
Esse meu rosto vermelho e molhado
É só dos olhos pra fora
Todo mundo sabe
Que homem não chora

Homem não chora
Nem por ter
Nem por perder
Lágrimas são água
Caem do meu queixo
E secam sem tocar o chão
E só porque você me viu
Cair em contradição
Dormindo em sua mão
Não vai fazer
A chuva passar
O mundo ficar
No mesmo lugar

(Frejat / Alvin L.)


H (esquecer é difícil, né!? Mas, se eu consegui, tenho certeza que você também conseguirá.. faça um esforço.. e me deixe em paz!)

sábado, 19 de setembro de 2009

A real duração das coisas



Se existe uma frase mais idiota e clichê para começar esse post, é "nada dura para sempre". Tão idiota e verdadeira que, só agora que acabo de escrevê-la, percebo o labirinto sem saída no qual me meti.

Claro que no início tudo são flores. Talvez até uma dúzia.. rs Provavelmente, porque o momento era propício para tal ocorrido. E quero que fique bem claro que não estou diminuindo e/ou excluindo a sua importância perante esse tempo transcorrido de maneira tão simples e benéfica.

Muito pelo contrário, quero que esse post sirva, simultaneamente, como um agradecimento e um "até breve" sem ressentimentos.

Porém, como já disse, tudo tem um fim. O porquê talvez seja uma tentativa de entendimento (normal) que buscamos para algo improvável de explicar. Sabemos do seu motivo muitas vezes inexistente. E, mesmo assim, por outras vezes (e erroneamente!), insistimos no seu martelar.

Talvez porque essa é uma das características mais palpáveis da convivência social humana desses últimos séculos: se explicar, seja para bem ou para o mal. Mas tente entender: do mesmo modo que a sua duração é desconhecida e, ao mesmo tempo finita, o motivo do fim pode ser inexplicável e, conscientemente, inevitável.

Às vezes, quando consigo olhar para além de mim, vislumbro que, acertadamente, as coisas foram feitas para não nos pertencerem por muito tempo. Afinal, o apego exagerado desconhece limites e, em contrapartida, impõe barreiras que acabam por asfixiar aquilo que, por natureza, foi feita para existir, sem grades ou amarras.. somente livre.. e em todos os lugares.

Um amigo dizia que, enquanto a paixão era responsável por assinar uma receita, apenas uma amizade é capaz de escrever um livro. Portanto, deixemos que esse dia fique marcado por finalizar a receita de um dia feliz, e comece a registrar o início de uma nova amizade.. com direito a capa dura e milhares de páginas.


H (cada um é aquilo que o seguinte não pode ou consegue ser..)

* Imagem retirada do blog Crônicas Urbanas

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Frustração - 1a parte


Como é difícil lidar com frustrações. Perceber que todo aquele suor que encharcou sua testa, todo aquele trabalho árduo que lhe consumiu por horas madrugais a fio que, por sua vez, foram regadas a litros e mais litros de energéticos e cafeína.. enfim, imaginar que todo o esforço, a batalha interna em busca da perfeição (apesar de saber que ela não existe!), da excelência em forma impressa, que tudo isso foi em vão.

É impossível que algo "construído" durante mais de seis meses, pensado e repensado, negado e renegado inúmeras vezes, venha abaixo em menos de 15 minutos. Na verdade, esse era o meu conceito, baseado em concepções que se mostraram verdadeiros engodos. Doce ilusão! Mal sabia eu que, em se tratando de idéias, a única coisa impossível é a própria crença (desmedida) nessa sua existência.

Porém, não me darei por vencido tão cedo. Aceitei a derrota, ao mesmo tempo, como um aprendizado e um novo ponto de partida. Algo bom até, eu diria. Afinal, recomeçar nunca é do zero.

Terei bagagem acumulada e conhecimento necessários para evitar ao máximo os mesmos entraves. Trilharei caminhos semelhantes. Nada de atalhos arriscados e saltos sem pára-quedas. Se encontrar as mesmas bifurcações de antes, tomarei o rumo desconhecido. Assim, errarei mais e aprenderei o suficiente. Talvez não o suficiente, mas o necessário para, um dia, trilhar os meus próprios. Que venham os novos erros!

H (avante neurônios!)

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Eu nunca conseguirei...



"Eu nunca conseguirei!". "Eu nunca conseguirei!!". Essa foi uma das várias frases negativas que rodearam minha mente na última sexta-feira, durante a apresentação do TCC de uma das minhas veteranas que, baseado no nosso longo tempo de conhecimento mútuo, passarei a chamá-la apenas de "Very Special Person".

Como a minha própria apresentação está bem próxima, resolvi começar a acompanhar as demais, numa tentativa de tomar experiência e coragem (principalmente!) para quando chegar a minha vez.

Logo no início da apresentação, vi que precisarei estar muito seguro sobre aquilo que irei falar. Só nesse ponto, já me deu vontade de desistir! Taí uma coisa que não sinto ao falar sobre nada. Sou inseguro até de mais. Sem contar o fato de ter que expor minhas conclusões na frente não só de uma banca examinadora, mas de colegas e futuras vítimas. Gaguejarei sem parar, tenho certeza.

Por falar na banca examinadora, observando seus representantes, tive um insight dos ocupantes da minha. E vocês acham que essa visão me trouxe alivio e conforto?! Muito pelo contrário! Fiquei ainda mais apavorado. Comecei a suar frio, diversos espasmos musculares espalhados pelo corpo, rosto ruborizado, mãos trêmulas (podem rir à vontade!), entre outros sintomas.

Ao término da exposição da "Very Special Person", veio a parte que julgo a mais complicada, mas não a pior: a análise da banca. Como deve ser difícil sustentar a calma diante de pessoas que, literalmente, destrincham o seu trabalho, reparando em cada pequeno detalhe e trazendo à tona erros, gafes e exigindo explicações que você precisa ter na ponta da língua, senão toda aquela confiança e segurança do início vão ralo abaixo.

No caso da "Very Special Person", a banca foi fundo na sua análise. Mas, como o trabalho parecia estar muito bem escrito, a exposição dos examinadores foi composta de um misto de elogios rasgados (e merecidos!) com perguntas que só serviram para acrescentar pequenos pontos relevantes.

Passada essa fase, aí sim veio a pior de todas: a confabulação da banca e o aguardo pela tão temida nota. Nessa hora, a tremedeira já entra na fase do incontrolável. Gotas de suor brotam da testa. Reconfortante só mesmo o apoio das pessoas que estavam presentes, assistindo, passivas, a apresentação.

Mas, chegada a hora da revelação, acho que mais importante do que a nota, foram as palavras da orientadora. Afinal, não existe melhor elogio para o nosso esforço do que o termo "inovador". Fiquei muito feliz por ela. Tenho que confessar que fui um dos seus incentivadores. Porém, nunca acreditei piamente que o tcc dela estaria tão bem elaborado e pronto a tempo.

Pois é, queimei a língua. E adorei! Outra sensação também me ocorreu quando estava por lá. Mas essa será assunto de outro post...

H (é isso aí.. )

* Imagem retirada do BláBlas Blogger

quarta-feira, 22 de julho de 2009

D de dúvida


Um pouco influenciado pelas novidades que vêm repercutindo na minha vida nos últimos dias e, seguindo um conselho que posso também chamar de "indicação subliminar" de um amigo, resolvi assistir, ontem, o filme "O Procurado", com aquela perfeição em forma de mulher, Angelina Jolie.

O filme em si não é lá aquelas coisas. Mas o tempo todo, percebe-se a dupla "destino-escolha" como personagem principal da trama.

Acho que já comentei sobre isso aqui no blog, mas não sou do tipo que acredita piamente em destino. Também acredito que algumas escolhas nos são abertas, possibilitando inúmeras alternativas futuras.

Porém, ultimamente, me sinto meio "incapacitado" diante das escolhas que fiz recentemente. E não digo só isso na trajetória da minha vida. Até o ponto em que a minha graduação se encontra tem me decepcionado muito. Seria ótimo se pudéssemos parar o tempo diante de uma grande escolha para enxergarmos as várias possibilidades, pesarmos as variáveis e, a partir disso, tomarmos a decisão que acharmos melhor.


Mas nada é como gostaríamos. Ou melhor, é sim. De maneira indireta, mas é.

No filme que citei, na última frase do protagonista, surgiu uma análise que logo postarei aqui: "O que você tem feito da vida?". Pensem...

H ("Viver é escolher. [...] Cada dia, um caminho diferente." [M. F.])

sábado, 27 de junho de 2009

Melancolia, férias e mais MJ


Esta noite estou triste e não sei a razão. / Vou, para espairecer minha melancolia, / Ouvir o mar”. [Ribeiro Couto].

Até que enfim, o momento mais esperado dos meus últimos três anos é chegado: Férias! E eu tinha tudo para estar pulando de felicidade. Mas, não sei explicar muito bem, sinto um grande vazio ao mesmo tempo. Acho que deve ser sinal da falta de planos "concretos" para esses próximos 30 dias.

Conversando a poucos minutos com uma amiga, ela me soltou essa pérola: "depois de tanto tempo seguindo com uma rotina, por mais chata que ela seja, acabamos acostumando com tudo. [...] é algo tão sistemático, que uma quebra nessa rotina desanda para um momento de desnorteio. [...] na verdade, eu acho que você acabou se viciando no seu trabalho".

Eu, viciado em trabalho!? Sem comentários, né Bekinha... !?

E, ainda no clima do post anterior, seguem os clipes de três das letras do Michael que eu mais gosto:






Ah, so informando vocês que, provavelmente na terça-feira, vou trazer um post-esclarecimento sobre os rumos do blog durante as minhas férias. Não vou adiantar nada agora. Vou é tirar esses dois dias para descansar um pouco, porque essa última semana foi só na base de aspirina e muita paciência.


H (bola pra frente)

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Muito além de uma comemoração varejista

Perdão, esse lugar está reservado?

Dia dos namorados. Mais uma data criada para "ajudar" o comércio numa época de poucas vendas. E, além disso, ajudar a germinar na cabeça da (o) sua (seu) namorada (o) a idéia de que, apesar de ter um (a) ótimo (a) namorado (a), ela (e) ainda merece algum mimo (entenda-se como presente caro!) para saber o tamanho da sua importância para a outra pessoa.

Na semana passada, no dia em que fiquei sem meus fones de ouvido, pude ouvir uma conversa entre duas amigas sobre uma festa em que elas foram e acabaram "traindo" seus respectivos namorados. E, num momento típico de programa de auditório vespertino, uma delas solta a frase: ".. apesar disso, eu não consigo viver sem o meu namorado". É por essas e outras que nunca acreditei naquela famosa frase do filme Love Story "amar é nunca ter que pedir perdão". Amar é muito mais que isso. É sentir saudade; sentir falta de um sorriso, de um abraço, de uma demonstração de entendimento mesmo quando nenhuma palavra foi pronunciada.

Eu poderia ficar aqui, parágrafo após parágrafo, falando sobre o que é o amor. Porém, só vou dizer mais isso: nos meus 26 anos de vida, já amei muitas pessoas "desconhecidas". Já desejei por várias vezes estar com essas pessoas mais até do que com meus familiares. Talvez isso seja "ter uma namorada": enxergar em uma pessoa desconhecida algo que te faz pensar na sua vida futura; perceber que alguém te completa, te "cegando" de tal forma, que logo todas as imperfeições do mundo deixam de existir. Na verdade, até o mundo deixa de existir em alguns momentos.. rs

Pode parecer que eu odeio o dia dos namorados. Não é verdade. Apenas tento evitá-lo o máximo que posso. Apesar disso, essa será a primeira vez nos últimos 5 anos que passarei sozinho. Opção própria e sem arrependimentos.

Sou um romântico assumido sim. Infelizmente, mas sou. E adoro estar com alguém, principalmente para celebrar datas como essa (sem mimos!). Mas, como ultimamente não tenho tido sorte em encontrar uma parceira que corrobore com esse desejo ou, ainda pior, que nem sequer saibam o que é "um namorado", eu simplesmente enxergo esse dia como ele realmente é: 12 de junho, o centésimo sexagésimo terceiro dia do ano de 2009. Um dia comum. Nublado e frio.


H (feliz e sozinho.. graças a mim)

terça-feira, 19 de maio de 2009

Silêncio amigável


Antes de começar, gostaria de pedir muitas desculpas àqueles que estão esperando os novos quadros. Por vários motivos, não estou conseguindo terminar minhas pesquisas. Sem contar a pane da merda da Telefonica ontem. Cheguei tão cedo do trabalho, pensando em finalizar minhas pequisas e, quando ligo o micro, cadê a conexão?! Deixemos isso de lado, antes que me estresse de verdade e vamos ao assunto do post.

Há poucas horas, enquanto lutava com meu fone de ouvido que está cismando em querer só funcionar de um lado, inevitavelmente comecei a ouvir e reparar na conversa entre duas meninas, uma sentada ao meu lado e a outra de pé.

Não sei se alguns de vocês já reparou ou passou por isso: durante uma conversa com um amigo, são tantos os assuntos que, depois de algum tempo, simplesmente não há mais o que se falar. Logo, surge o famigerado silêncio amigável. Com essas duas meninas foi a mesma coisa. Tinham tanto para falar que uma acabava "atropelando" aquilo que a outra dizia. Em pouco mais de 25 minutos, o silêncio (graças a Deus!).

Se tem uma, digamos, característica minha que gosto muito é saber ouvir. Claro que faço as minhas palhaçadas (a Jujuba, Irenita, Bekinha podem confirmar.. rs) antes, mas sempre ouço atentamente. Aliás, acho esse o único jeito de se levar uma boa conversa: saber ouvir. Só assim o assunto pode ser discutido plenamente.

Voltando a história: quando vi as duas, cada uma olhando para pontos fixos diferentes, como se estivessem com medo de se encararem, lembrei de um amigo que, nas nossas saidas com a galera, quando acontecia esse silêncio amigável, soltava uma pérola: "amigos, até no silêncio!". Claro que caíamos na gargalhada. Era inevitável. E uma verdade indissolúvel. Uma semana depois que ele morreu (acidente de carro), nos reunimos no mesmo barzinho de sempre. Sentados do lado de fora, todos cabisbaixos, tristes pela perda. De repente, um gruo de amigos passa por nós bem na hora em que um deles fala bem alto "Na verdade, somos amigos até no silêncio!". Foi instantâneo: trocamos olhares e rimos muito. Nem sempre o silêncio precisa da voz para ser compreendido.

"Amizade [...] pode ser explicada de várias maneiras: pela união, proximidade, afeto. Mas, a que eu prefiro é aquela que pode ser sentida pelo longo tempo de um silêncio sorrateiro. É aí que a pura amizade nasce: no silêncio sincero, cercado de uma ensurdecedora compreensão mútua." [M. F.]


H (Nossa Senhora da Telefonica, obrigado por ouvir as nossas preces!)

segunda-feira, 30 de março de 2009

Momento poesia XIV


Dia após dia*

Um dia difícil
pode começar com um tropeço;
vinte minutos a mais de sono;
um banho gelado;
uma roupa manchada;
um ônibus lotado.

Esse mesmo dia pode continuar difícil
com um atraso;
com uma bronca do chefe;
um almoço rápido;
uma reunião sem contexto;
aquele trabalho urgente minutos antes do fim do expediente.

E esse mesmo dia pode permanecer difícil
nas três horas de trânsito na volta para casa;
numa ligação desejada num momento inoportuno;
na chuva que nos pega desprevinidos;
no jantar solitário e insosso;
na insônia das altas horas.

Esse dia difícil pode
com tudo e com todos;
a única coisa com a qual ele não pode
é com a nossa vontade de enfrentá-lo.. dia após dia


H (I'm back, baby!)

* escrita em 25/03/2009

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Semancol - uso via... isso mesmo que você pensou!!


Não é de hoje que venho enrolando para escrever um post sobre esse fabuloso remédio citado no título. Depois dele, pode ter certeza, nem a sua, nem a vida de todas as pessoas ao seu redor será a mesma.

Essa frase anterior ficou parecendo até propaganda de verdade, né?! Mas é esse mesmo o intuito. Afinal, quem nunca sofreu com o famoso “Ataque de Sem-Noção”, também conhecido como “Que-vontade-de mandar-isso-para-pqp”, ou, ainda, popularmente chamado de “Vê se se enxerga”?.

Se você ainda não se deu conta de que sofre disso (ou que já foi uma vítima direta de algum “doente”), pensemos em alguns casos típicos: você está sentado (a) no ônibus e aproveita para ler alguma coisa; instantes depois, você repara que a pessoa ao lado parece acompanhar a leitura junto com você. O que você faz? Imagine agora a mesma cena, só troque a revista (ou livro, jornal, etc.) pelo seu MP3 tocando uma das suas músicas preferidas e a “leitura descarada” da pessoa ao seu lado por uma pergunta do tipo “que tempinho, hein! Será que chove hoje?” ou “você sabe se esse ônibus passa na frente da minha casa?”. Diante disso, qual seria a sua atitude, hein??!! Vamos às opções:

a) ( ) Finge que a pessoa está invisível e continua sua leitura / audição;
b) ( ) Faz um gesto vago, como fechar a revista ou simular um cochilo repentino;
c) ( ) Olha para cima e resmunga: “justo comigo!? Só pode tá de brincadeira!”;
d) ( ) Se levanta e prefere passar o restante do trajeto de pé;
e) ( ) #$@%&*!@#$ (muito bem falado, diga-se de passagem!)

Seja qual for a sua resposta, saiba que você acabou de enfrentar (hipoteticamente, claro! rs) uma pessoa “doente”. Um ser totalmente desprovido do mínimo senso de localização social e com grande aptidão para iniciar a Terceira Grande Guerra!

As variações dos ataques ou “surtos” dessa doença são os mais variados possíveis: perguntas, encaradas, esbarrões, tomadas de espaço excessivo, etc... fora os lugares: elevadores, trens e metrôs, pontos de ônibus, faculdade, trabalho...

Se você topar com uma pessoa desse tipo, procure a junta médica mais próxima IMEDIATAMENTE! Logo lhe será receitado uma dose de SEMANCOL, o remédio que devolve o seu senso de noção junto a sociedade. (este medicamento não tem efeito em casos terminais da doença).

Agora, se você se encaixa mais no caso do (a) folgado (a) que gosta de ler descaradamente o jornal alheio, não pára (que se foda a nova lei ortográfica!!) de fazer perguntas sem lógicas nos piores momentos possíveis e/ou não possui o menor senso de espaço geográfico, então pare de ler esse blog para sempre.. esqueça que ele existe, porque de pessoas do tipo sem-noção já estou farto por hoje.... !


H (baseado em fatos reais)