domingo, 10 de janeiro de 2010

"Afasta de mim esse cale-se..."


Quem teve a oportunidade ou curiosidade de folhear a revista Istoé da semana passada, deve ter reparado numa reportagem da jornalista Verônica Mambrini sobre a questão da liberdade de expressão na blogosfera.

No início do texto, ela faz uma breve contextualização acerca dos blogs (surgimento, objetivo, razão atual), além de trazer as possíveis causas para a popularização de tais ferramentais. Muito bem estruturado e de linguagem fácil, o artigo relata casos de processos judiciais sofridos por blogueiros (e gestores de blogs) ao publicarem suas opiniões, apontamentos, descontentamentos etc., sobre serviços e/ou pessoas.

Aqui, eu posso citar dois casos recentes que aconteceram comigo. Pois é, pode não parecer, mais esse blog já sofreu com a censura cibernética sim! Não chegaram às vias legais, porém, geraram um certo desconforto tanto para mim quanto para os demais indivíduos envolvidos. Por outro lado, foram casos que me abriram os olhos para mostrar que nem tudo é possível (e permitido) na web. Ainda mais quando o assunto abarca outras pessoas. Felizmente, nas duas situações pelas quais passei, com uma simples conversa, retirei um dos posts do ar e deixei de postar o outro. Tudo foi resolvido e, entre mortos e feridos, ninguém se machucou gravemente.

A reportagem da Istoé, no entanto, não traz episódios com finais tão felizes assim. Levantando duas questões (“até que ponto vai o direito à liberdade de expressão?” e “um blogueiro pode ser processado por um comentário anônimo feito a um texto seu?”), a jornalista deixa claro que blogueiros e gestores de blogs estão desamparados no mundo 2.0. Uma terra sem fronteiras que, diferentemente da literatura e dos filmes, possui sim uma lei. Amplamente tendenciosa, mas a possui.

No texto, percebi nitidamente que a jornalista Verônica Mambrini manteve um texto coeso, como se realmente entendesse bem do assunto (ao contrário da grande maioria de seus pares, diga-se de passagem). Bom, mas não é para tanto. Afinal, ela mantém dois blogs (A dupla vida de Veronique e Gata de rodas) que, inclusive, indico como leitura descompromissada.

Quem não leu a reportagem, no site da revista está disponível um vídeo (dividido em duas partes) com trechos das entrevistas que a jornalista fez com os blogueiros relacionados na matéria. Vale a pena uma olhadinha.

Ah, e cuidado com as suas tecladas! Tem sempre alguém a espreita..


H (be careful)

Um comentário:

Rakky Curvelo disse...

Todo cuidado é pouco!

Espero nunca ser o tipo de 'par' da Veronica Mambrini que, ao contrário dela, não conhece a informação que divulga.

Ah, por favor, assista UP! Ainda dá tempo!