domingo, 23 de novembro de 2008

Cabeceira do H: sobre a menina

"Um bom livro não é aquele que a gente lê; mas o que lê a gente". Não me lembro muito bem de quem é a frase. Acho que devo ter lido ou ouvido em algum lugar um tempo atrás. Pois bem, esse livro que vou falar hoje se encaixa exatamente nessa frase. É uma história simples, porém, ao mesmo tempo, você fica imaginando "como é que ninguém pensou nisso antes?!"

Antes, vamos a história de como eu cheguei até ele (ou vice-versa): relembrando o que eu já havia dito no útimo post com esse nome, não me deixava influenciar tanto pelas dicas de livros que as outras pessoas me passavam. Com esse livro não foi diferente. Duas amigas tinham me falado dele logo que foi lançado, no começo de 2007. Contaram um pouco da história e eu, com toda a minha arrogância e ignorância, perguntei: "e daí?!". Algum tempo depois, o pessoal da minha sala me deu um vale-compras da Siciliano (aqueles que compareceram!) de presente de aniversário. No final de semana seguinte fui até a loja para decidir o que comprar. E vi esse livro. A capa toda branca, uma pessoa de preto caminhando com um guarda-chuva vermelho. Mas o que me fez comprá-lo mesmo foram os dizeres da contra-capa: "Quando a Morte conta uma história, você deve parar para ler". Não esperei nem chegar em casa! No ônibus já tirei todo o plástico e comecei a ler.

"A menina que roubava livros" (The book thief), do australiano Markus Zusak, conta a história da pequena Liesel Meminger numa Alemanha nazista perto do colapso. Na verdade, como diz a contra-capa, a narradora é a própria morte que, depois de encontrar um dos livros que Liesel sempre carregava, começa a contar os três encontros que teve com a menina. Uma menina que não tinha uma vida interessante, mas fazia de cada fato novo seu apogeu. Não vou contar toda a história. Não. Apenas digo que foi um dos únicos livros que conseguiu prender minha atenção durante um mês inteiro.

Procurando pelo Youtube, encontrei o trailer do que parece ser o filme baseado nesse livro. Os direitos já haviam sido comprados pela Fox Films logo após o lançamento do livro nos Estados Unidos. É esperar para ver. Mas uma coisa tenho certeza: dificilmente conseguirão me fazer sentir tanta admiração por Liesel como eu senti lendo o livro. Até meu choro na parte final, se acontecesse novamente, não seria igual.

Boa leitura. Esse post foi escrito enquanto ouvia "Love is the end", música do novo CD (Perfect Symmetry) do Keane.


H ("Os seres humanos me assombram")

Um comentário:

The Owl disse...

Eu evitei ler esse livro por um bom tempo, pq tento não me influenciar demais pelo que está na moda, mas quando vi a tal da história de que a Morte era a narradora, resolvi me dar de presente de aniversário. Gostei muito! O filme, se existir mesmo, provavelmente vai ficar uma bosta...É pena que tenham decidido estragar mais um livro...